Grandeza

GRANDEZA

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Esperança e Luz. Lição nº 01. Página 15.

Quanto mais avança o Tempo nas trilhas da História, apartando-se da figura sublime, mas amplo esplendor lhe assinala a presença.

Ele não era legislador e a sua palavra colocou os princípios da Misericórdia nos braços da Justiça.

Não era administrador e instituiu na Caridade o campo da assistência fraternal em que os mais favorecidos podem amparar os irmãos em penúria.

Não era escritor e inspirou e ainda inspira as mais belas páginas da humanidade.

Não era advogado e ainda hoje, é o defensor de todos os infelizes.

Não era engenheiro e continua edificando as mais sólidas pontes, destinadas à aproximação e ao relacionamento entre as criaturas.

Não era médico e prossegue sanando os males do espírito, além de suscitar o levantamento constante de mais hospitais e mais extensas obras de benemerência, capazes de estender alívio e socorro aos doentes.

Ensinou a prática do amor, renunciando à felicidade de ser amado.

Pregou a extinção do ódio, desculpando sem condições a todos aqueles que lhe ultrajaram a existência.

Não dispunha dessa ou daquela posse, na ordem material dos homens, e enriqueceu a Terra de esperança e de alegria.

Não viajou pelos continentes do Planeta, mas conversando com alguns necessitados e desvalidos, na limitada região em que morava, elevando constantemente os destinos da vida comunitária.

Embora crucificado e tido por malfeitor, há quase vinte séculos, quando os povos tentam apagar-lhe os ensinamentos, a Civilização treme nas bases.

Esse homem que conservava consigo a sabedoria e a beleza dos anjos, tem o nome de Jesus Cristo.

O seu imenso amor é a presença de Deus na Terra e a sua vida é e será sempre a luz das nações.

A Mulher na visão Espírita

A Mulher na visão Espírita

8 de Março de 2015, 2:54 , por Casa do Caminho 3 comentários | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

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por Brena Silva

A Doutrina Espírita nos ensina que nossa condição de mulher ou homem é apenas uma maneira de experienciarmos a existência humana rumo à evolução. Somos em essência, espíritos e, portanto, não temos sexo. Assim, estamos homens ou mulheres em determinados momentos de nossa caminhada. As perguntas 201 e 202 de O Livro dos Espíritos esclarecem:

P. 201. “O espírito que animou um corpo de um homem, em uma nova existência, pode animar o de uma mulher, e vice-versa?”

–“Sim, são os mesmos Espíritos que animam os homens e as mulheres”.

P. 202 “Quando se é Espírito, prefere-se encarnar no corpo de um homem ou de uma mulher?”

– “Isso pouco importa ao Espírito; ele escolhe segundo as provas que deve suportar. Os Espíritos se encarnam homens ou mulheres porque eles não têm sexos. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhe oferece provas e deveres especiais, além da oportunidade de adquirir experiência. Aquele que fosse sempre homem não saberia senão o que sabem os homens”

As diferenças entre homens e mulheres, assim, não assinalam nenhum tipo de inferioridade física, psicológica, ou moral de um para o outro. Se elas possuem menor força muscular e diferente constituição corporal, é para poder experienciar, nesta organização somática, as belezas e agruras tão peculiares, de ser uma mulher, desenvolvendo habilidades psíquicas, afetivas, intra e interpessoais de maneira singular e produtiva.

Tal visão bela e igualitária da Mulher é trazida pelo advento do Espiritismo. Reconhecendo e admirando as características delicadas e sublimes do ser em estado feminino, Léon Denis nos brinda em seu livro, No Invisível, com o seguinte texto:

Durante longos séculos a mulher foi relegada para segundo plano, menosprezada, excluída do sacerdócio. Por uma educação acanhada, pueril, supersticiosa, a manietaram; suas mais belas aptidões foram comprimidas, conculcado e obscurecido o seu caráter. (…). O moderno Espiritualismo, graças às suas práticas e doutrinas, todas de ideal, de amor, de equidade, encara a questão de modo diverso e resolve-as e sem esforço e sem estardalhaço.

Restitui à mulher seu verdadeiro lugar na família e na obra social, indicando-lhe a sublime função que lhe cabe desempenhar na educação e no adiantamento da humanidade. Faz mais: reintegra-a em sua missão de mediadora predestinada, verdadeiro traço de união que liga as sociedades da Terra às do Espaço (…). O materialismo, não ponderando senão o nosso organismo físico faz da mulher um ser inferior por sua fraqueza e a impele à sensualidade (…). Com o Espiritualismo, porém, ergue de novo a mulher a inspirada fronte, vem associar-se intimamente à obra de harmonia social, ao movimento geral das idéias. O corpo não é mais que uma forma tomada por empréstimo; a essência da vida é o espírito, e nesse ponto de vista o homem e a mulher são favorecidos por igual. Pelo Espiritismo se subtrai a mulher do vértice dos sentidos e ascende à vida superior. Cessa, desde então, a luta entre os dois sexos. As duas metades da Humanidade se aliam e se equilibram no amor, para cooperarem juntas no plano providencial, nas obras da Divina Inteligência (DENIS, 1973, p.78-80)

Neste dia 8 de março, relembramos a história das bravas mulheres que desencarnaram no incêndio numa fábrica, ao lutar pelos seus direitos em 1857 e refletimos sobre tantas outras, que durante os séculos, sacrificaram-se pela incompreensão do império do homem. Lembremos ainda, da mulher adúltera que seria apedrejada, a quem Jesus usou como o mais nobre exemplo de misericórdia para com as faltas alheias.

Exaltamos também aquelas outras que, na existência carnal e espiritual, brindam a humanidade com um sorriso delicado, o colo maternal, o companheirismo abnegado, a força moral que não cede às intempéries da vida, o trabalho incessante em quantas jornadas diárias forem necessárias e, mais ainda, o cálice sagrado onde Deus depositou a responsabilidade da Vida.

E, por fim, não esqueçamos nunca que o mais iluminado espírito que já passou pelo nosso planeta, foi recepcionado no seio amantíssimo de Maria, elevada por Ele mesmo à condição de mãe terna de toda a humanidade terrestre.

A Legião dos Servos de Maria no Vale dos Suicidas

VALE DOS SUICIDAS

Periodicamente, singular caravana visitava esse antro de sombras (VALE DOS SUICIDAS).
Era como a inspeção de alguma associação caridosa, assistência protetora de
instituição humanitária, cujos abnegados fins não se poderiam pôr em dúvida.
Vinha à procura daqueles dentre nós cujos fluidos vitais, arrefecidos pela
desintegração completa da matéria, permitissem locomoção para as camadas do Invisível
intermediário, ou de transição.
Supúnhamos tratar-se, a caravana, de um grupo de homens. Mas na realidade
eram Espíritos que estendiam a fraternidade ao extremo de se materializarem o suficiente para se tornarem plenamente percebidos à nossa precária visão e nos infundirem confiança no socorro que nos davam.
Trajados de branco, apresentavam-se caminhando pelas ruas lamacentas do
Vale, de um a um, em coluna rigorosamente disciplinada, enquanto, olhando-os
atentamente, distinguiríamos, à altura do peito de todos, pequena cruz azul-celeste, o que parecia ser um emblema, um distintivo.
Senhoras faziam parte dessa caravana. Precedia, porém, a coluna, pequeno
pelotão de lanceiros, qual batedor de caminhos, ao passo que vários outros milicianos da
mesma arma rodeavam os visitadores, como tecendo um cordão de isolamento, o que
esclarecia serem estes muito bem guardados contra quaisquer hostilidades que
pudessem surgir do exterior. Com a destra o oficial comandante erguia alvinitente flâmula,na qual se lia, em caracteres também azul-celeste, esta extraordinária legenda, que tinha o dom de infundir insopitável e singular temor: – LEGIÃO DOS SERVOS DE MARIA.
Os lanceiros, ostentando escudo e lança, tinham tez bronzeada e trajavam-se com
sobriedade, lembrando guerreiros egípcios da antiguidade. E, chefiando a expedição,
destacava-se varão respeitável, o qual trazia avental branco e insígnias de médico a par da cruz já referida. Cobria-lhe a cabeça, porém, em vez do gorro característico, um turbante hindu, cujas dobras eram atadas à frente pela tradicional esmeralda, símbolo dos esculápios.
Entravam aqui e ali, pelo interior das cavernas habitadas, examinando seus
ocupantes. Curvavam-se, cheios de piedade, junto das sarjetas, levantando aqui e acolá algum desgraçado tombado sob o excesso de sofrimento; retiravam os que
apresentassem condições de poderem ser socorridos e colocavam-nos em macas
conduzidas por varões que se diriam serviçais ou aprendizes.
Voz grave e dominante, de alguém invisível que falasse pairando no ar, guiava-os
no caridoso afã, esclarecendo detalhes ou desfazendo confusões momentaneamente
suscitadas. A mesma voz fazia a chamada dos prisioneiros a serem socorridos, proferindo seus nomes próprios, o que fazia que se apresentassem, sem a necessidade de serem procurados, aqueles que se encontrassem em melhores condições, facilitando destarte o serviço dos caravaneiros. Hoje posso dizer que todas essas vozes amigas e protetoras eram transmitidas através de ondas delicadas e sensíveis do éter, com o sublime concurso de aparelhamentos magnéticos mantidos para fins humanitários em
determinados pontos do invisível, isto é, justamente na localidade que nos receberia ao sairmos do Vale.

Parte do livro Memórias de um suicida

Ivone Amaral Pereira
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ITENS DA FRATERNIDADE EM JESUS

ITENS DA FRATERNIDADE EM JESUS

Pelo Espírito Bezerra de Menezes. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: União em Jesus. Lição nº 03. Página 27.

Mensagem recebida em Uberaba, em 16 de agosto de 1983.

Filhos, o Senhor nos abençoe!…

O trabalho de conscientização em Cristo é serviço pioneiro no plano físico, porquanto relaciona atividades, ou melhor, as atividades fundamentais do espírito desencarnado quando se reconhece defrontado pela grandeza da vida, perante o mais além.

O Tempo é o principal fator de aferição de quaisquer aquisições que se façam nesse terreno, de vez que o Tempo é o agente silencioso que preside o crescimento, a evolução e a maturação das sementes de renovação do mundo interior de cada um de nós, para que nossos recursos se descerrem plenamente ao sol do trabalho para o engrandecimento da vida em nós e fora de nós.

Em vista do exposto, comecemos por apresentar as figurações ou idéias-sínteses, destinadas a acordar as nossas consciências à plena luz da imortalidade.

Enumeraremos algumas dessas indicações básicas para nosso aproveitamento:

01 – Em toda questão difícil, indagar de nós mesmos o que faria Jesus em nosso lugar.

02 – Aceitar-nos por parte da família universal de Deus, na mesma moradia terrestre, moradia que permanece integrada no Plano Cósmico, à maneira de um conjunto residencial, renteando com inúmeros outros na Criação Divina.

03 – Cada criatura é um mundo por si, com leis e movimentos próprios, que nem sempre se harmonizam com os nossos.

04 – Ser-nos-á obrigação clara e simples aceitar os outros tais quais são, tanto quanto desejamos ser aceitos como somos, ante a consideração alheia.

05 – Reconheçamos a verdade de que todo bem e todo mal de que nos façamos autores para os que nos cercam, apresentarão, hoje, amanhã ou depois de amanhã, o somatório das bênçãos ou dos males de que tenhamos sido a causa.

06 – Atendendo-se à realidade de que somos psicologicamente diferenciados no campo geral da existência, respeitar sempre as necessidades ou os problemas do próximo, já que, por enquanto, não conseguimos desvencilharmo-nos dos nossos, no sentido imediato dessas palavras.

07 – Cada qual de nós neste justo momento está no melhor lugar, na melhor posição, na melhor tarefa e com os melhores companheiros que sejamos capazes de usufruir com o necessário proveito.

08 – As condições do berço e da família, do grupo social e dos compromissos que venhamos a assumir com outra pessoa ou com outras pessoas são áreas de dever a cumprir que não nos será lícito esquecer ou menosprezar sem danos para nós mesmos.

09 – Admitirmos sem discussão o imperativo de tolerância para com os outros, tanto quanto precisamos ou desejamos ser tolerados em nossa estrada comum.

10 – O trabalho, seja na condição de atividade profissional ou na prestação de serviço desinteressado aos nossos irmãos do caminho diário, é a nossa escola permanente, de cujos ensinamentos não nos será lícito desertar.

11 – Desculpar quaisquer ofensor de que nos julguemos vítimas, esquecendo esse ou aquele atrito que nos tenha colhido em más regiões de influência, com absoluto esquecimento dos desajustes havidos, para que a espontaneidade na prática do bem, seja em nós ou fora de nós, não sofra qualquer prejuízo.

12 – Entendendo-se que cada criatura se encontra no lugar que lhe é próprio, não nos permitirmos apreciações apressadas ou errôneas em torno dessa ou daquela pessoa.

13 – Abolir a queixa da conversação, na certeza de que se, porventura, tivermos alguma razão para essa ou aquela reclamação quanto aos outros, é possível que aqueles de quem nos queixamos, talvez possuam motivos mais fortes para se queixarem de nós.

14 – Ajustar-se à família à maneira do ouro entregue ao cadinho, para que se lhe promova a purificação.

15 – Regozijarmo-nos com o progresso alheio, na convicção de que o êxito nos visitará igualmente, na medida em que nos esforcemos por obtê-lo.

16 – Nunca olvidarmos, em matéria de afeição, que a renúncia a quaisquer alegrias decorrentes de conjunções prematuras será sempre superior a qualquer vitória passageira nos domínios da posse.

17 – Fixar o lado melhor das pessoas e dos acontecimentos, para que o lado sombrio desapareça naturalmente.

18 – Rejubilarmo-nos com aquilo que tenhamos ao nosso dispor, sem preocupação por obter o que talvez quiséssemos.

19 – Saber sorrir tanto nas horas de contentamento, quanto naquelas outras em que as inquietações estejam conosco.

20 – Abstermo-nos de gastar com a irritação, o tempo e os recursos da vida com reações desnecessárias e incompatíveis com o nosso dever de acompanhar o Divino Mestre.

21 – Não desconhecer que, muitas vezes, contra nós próprios, ser-nos á necessário ouvir as opiniões de companheiros e acatá-las, considerando o benefício geral e não os nossos próprios interesses pessoais que nos cabe sofrear, para que a felicidade dos outros nos favoreça com a alegria de ver os outros felizes e abrindo, com isso, novas estradas no campo íntimo que nos visem a melhoria e a paz, a compreensão e o bom ânimo.

22 – Habituarmo-nos a enxergar nos companheiros de experiência terrestre a parte melhor que apresentem, a fim de que nenhum deles perca o incentivo de agir e servir, trazendo a quota de seus esforços no bem para a felicidade do grupo a que nos vinculamos.

23 – Auxiliar para o bem geral em todo tempo, mas escolher o tempo adequado para tratar dos problemas difíceis e dos casos graves com os irmãos neles envolvidos.

24 – Exerçamos a paciência sem limites.

25 – Aceitar o amor que Jesus nos ensinou e nos legou por esquema a ser cumprido nas menores ocorrências do nosso campo de ação.

26 – Começar de nós mesmos o serviço de conscientização, transferindo-o em seguida às pessoas que nos sejam particularmente queridas e, logo após, transmiti-lo aos grupos humanos em geral.

Estes são alguns dos itens que, em outra ocasião, ser-nos-á possível desenvolver em nosso próprio benefício. Que o Senhor nos ampare e nos abençoe sempre são os votos reconhecidos. Bezerra de Menezes.

Herdeiros de Deus – Geraldo Esteves Sobrinho

Quando tudo te parecer um quadro sombrio na tela da

existência, busca na natureza sagrada a lição edificante de

que o Criador permanece no comando de Sua Obra.

Seu Amor transcende nossa capacidade de entendimento e,

não raras vezes,

de aceitação do porquê de tudo. E nesse conflito entre nossa

pequenez e a grandiosidade de sua misericórdia vamos

alçando vôos, cada

vez mais altos,

no cumprimento da destinação que nos aguarda.

Afinal, como filhos, possuímos o Seu DNA, e, portanto,

herdeiros de tudo que Dele emana.

O que nos difere uns dos outros é o patrimônio espiritual que

já conseguimos

amealhar, traduzido na conquista do Bem, da Verdade e da

Luz,

independentemente de credo religioso, raça ou posição

social.

Paz a todos!

Colaboração do nosso irmão Geraldo Esteves Sobrinho

Saibamos Pensar

SAIBAMOS PENSAR

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Nós. Lição nº 08. Página 39.

Se pretendes receber a luz dos anjos para viver em paz entre os homens, observa como pensas, a fim de que a sombra de ontem não te anule a esperança de hoje.

Cada dia é frente movimentada na luta silenciosa, em que nos cabe entronizar na consciência aquela vitória espiritual sobre nós mesmos, capaz de assegurar-nos a suspirada penetração na Vida Celeste.

Hora a hora, aprendamos a pensar com o bem, pelo bem, junto do bem, através do bem e estendendo o bem, a fim de que venhamos a errar menos, diante das leis que nos regem.

Observando o irmão transviado, que a convenção apelida por malfeitor, mentaliza-lhe a recuperação que o integrará na comunidade das criaturas úteis e auxilia-o quanto possas.

Perante a irmã que se fez infeliz na conceituação dos outros, reflete no esforço que o seu valor feminino despendeu para ser nobre e digna e estende-lhe mãos fraternas.

Ante o delinquente que se transformou em réu da justiça, medita na batalha indefinível que o companheiro desventurado terá vivido em si próprio, antes de render-se à tentação e ampara-o com os recursos ao teu alcance.

Não cubras teus olhos com o crepe do pessimismo, nem envolvas teus braços no gelo da indiferença.

Aprende a pensar para o bem para que o bem te ensine a ver e a servir.

Onde o mundo situa o aviltamento e a corrupção, a falência e a queda, o pensamento reto descobre sonhos malogrados e aspirações desfeitas que a tempestade da ignorância e da penúria destruiu.

Não te confies às sugestões da tristeza e do desânimo, da crueldade e da maldição.

Passa auxiliando e sentirás no irmão da estrada a continuação de ti mesmo.

E, acendendo a luz da confiança e da bondade em torno dos próprios pés, guardarás a mente invulnerável à influência das trevas, convertendo o próprio espírito em vaso sagrado no qual o pensamento nobre, recolhido com limpidez e segurança, transformar-te-á a existência em estrela, brilhando na Terra em abençoada antecipação ao Reino de Deus.

RESGATE E RENOVAÇÃO

RESGATE E RENOVAÇÃO

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Encontro de Paz. Lição nº 11. Página 53.

A Reencarnação não seria caminhada redentora se já houvesses atendido a todas as exigências do aprimoramento espiritual.

Enquanto na escola, somos chamados ao exercício das lições.

Ante a Lei do Renascimento, surpreenderás no mundo dificuldades e lutas, espinhos e tentações.

Reencontrarás afetos que a união de milênios tornou inesquecíveis, mas igualmente rentearão contigo velhos adversários, não mais armados pelos instrumentos do ódio aberto, e sim trajados noutra roupagem física, devidamente acolhidos à tua convivência dificultando-te os passos, através da aversão oculta.

Saberás o que seja tranquilidade por fora e angústia por dentro.

Desfrutarás a amenidade do clima social que te envolve com os mais elevados testemunhos de apreço e respirarás, muitas vezes, no ambiente convulsionado de provações entre as paredes fechadas do reduto doméstico.

Entenderás, porém, que somos trazidos a viver, uns à frente dos outros, para aprender a amar-nos reciprocamente como Filhos de Deus.

Perceberás, pouco a pouco, segundo os princípios de Causa e Efeito, que as mãos que te apedrejam são aquelas mesmas que ensinastes a ferir o próximo, em outras eras, quando o clarão da verdade não te havia iluminado o discernimento e reconhecerás nos lábios que te envenenam com apontamentos caluniosos aqueles mesmos que adestraste na injustiça, entre as sendas do passado, a fim de te auxiliarem no louvor à condenação.

Ergues-te hoje sobre a estima dos corações com os quais te harmonizaste pelo dever nobremente cumprido; entretanto, sofres o retorno das crueldades que te caracterizavam em outras épocas por intermédio das ciladas e injúrias que te espezinham o coração.

Considera, porém, o apelo do amor a que somos convocados dia por dia e dissolve na fonte viva da compaixão o fel da revolta e a nuvem do mal.

Aceita no Educandário da Reencarnação a trilha de acesso ao teu próprio ajustamento com a vida, amando, entendendo a servindo sempre.

Se alguém não te compreende, ama e abençoa.

Se alguém te injuria, abençoa e ama ainda.

Seja qual seja o problema, nunca lhe conferirás solução justa se não te dispuseres a amar e abençoar.

Onde estiveres, ama e abençoa sem restrições ante a consciência tranquila e conquistarás sem delongas o Domínio do Bem que vence todo mal.

Mistura de Sentimentos – André Luiz Gadelha

MISTURA DE SENTIMENTOS

Chegava ao fim mais uma tarde de aprendizado do grupo de médiuns da Casa Espírita Nosso Pai, quando o seu presidente, Welington, toma a palavra, dirigindo-se a Haílton, o médium mais ostensivo da instituição:

– Haílton, está tudo bem? Não pude deixar de notar que o irmão esteve inquieto por todo o estudo de hoje. Há algo que deseja nos trazer?

Haílton, responde:

– Tem um irmão querendo falar desde que o Antônio chegou. Parece que esse irmão veio junto com ele.

Antônio era o mais novo dos irmãos constantes do grupo mediúnico da casa, ainda tendo muito o que aprender sobre os fenômenos existentes entre a terra e o céu. Acontece que, na manhã desse mesmo dia, tinha levado a esposa a um cemitério para visitar o túmulo de seu pai e, na ocasião, ao fazer uma prece, resolveu estendê-la a todos os irmãos que talvez estivessem presentes ali. Assim sendo, Antônio, ao ir ao centro espírita, não foi só.

Outros médiuns relataram estarem sentindo sensações nunca sentidas nos trabalhos dos sábados, colaborando com o relato de Haílton que teve a permissão do irmão Welington para deixar que o irmão invisível falasse.

A partir daí, tem-se um diálogo entre o presidente da casa e o irmão representante do grupo que ali estava:

– Gente, obrigado por deixar que eu fale. – inicia o irmão.

– Seja bem vindo meu irmão. Que Jesus esteja convosco. O que o traz aqui? Em que podemos ser úteis a ti? – Prossegue Welington.

O irmão, então, se explica:

– Viemos acompanhando um dos irmãos que estuda com vocês. Hoje, ele esteve no cemitério onde estávamos e nos chamou a atenção o que ele disse sobre não ficarmos ali, pois não era o nosso lar. Não era o lugar onde deveríamos estar. Falou que somos livres por estarmos fora do corpo e que a nossa liberdade não era para ser desperdiçada naquele lugar. Disse que o cemitério é tão somente o lugar onde devolvemos o nosso corpo à natureza. Como espíritos livres, não merecíamos estar ali.

As palavras dele nos tocaram e algo nos disse que deveríamos acompanhá-lo. Então, como não houve impedimento algum, acompanhamos.

Somos muitos, com os mais diversos sentimentos. Tem gente abandonada pela família. Tem gente se arrastando de remorsos. Tem gente magoada demais. Tem gente que nem sabe que morreu. Mas, uma coisa há de comum: desejamos saber onde deveríamos estar, já que não era ali.

Welington, então, esclarece:

– Querido irmão. Realmente tudo o que o nosso irmão falou a vocês através da prece é verdade. Tenho a certeza de que vocês possuem muitas dúvidas a respeito de muita coisa. Mas, vocês, aqui, estão no lugar certo. Provavelmente, vocês devem estar cercados de espíritos iluminados, correto?

– Sim. Estão a nos observar com carinho no olhar. O que eles querem? – Pergunta o irmão.

Welington, responde:

– Eles são os mentores da casa e estão diante de vocês para ajuda-los, levando-os a colônias onde serão bem recebidos e cuidados em suas mais diversas feridas e dúvidas. Eles, tal como nós, estamos aqui para auxiliar vocês, livrando-os de toda e qualquer incerteza. Mas, precisamos que vocês deixem ajuda-los.

O irmão termina:

– Tudo bem. Iremos acompanha–los. Obrigado pelo carinho de vocês.

Fazendo-se silêncio, a incorporação se encerra e toda aquela mistura de sentimentos e sensações tem termo.

Welington pergunta se todos estão bem e faz a prece de encerramento dos propósitos.

Que Jesus nos abençoe.

Divino Recurso

DIVINO RECURSO

Pelo Espírito Albino Teixeira. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Fé. Lição nº 10. Página 38.

Trata-se de remédio real do espírito.

Sem ele:

– A paz carece de base;

– O amor não existiria;

– O trabalho cairia em frustração;

– A fé não desabrocha;

– A paciência não surge;

– A união se faria impraticável;

– A solidariedade não funciona;

– A esperança não encontraria razão de ser;

– O lar não subsistiria;

– A civilização se ergueria em bases de crueldade.

Desse recurso todos necessitamos; e de tão alta significação se nos faz no cotidiano que a Sabedoria da Vida não permite se efetue aquisição dele em mercados do mundo, a fim de que esteja ao alcance de todos, já que deve nascer em nós mesmos, no laboratório do coração.

Esse remédio é o perdão recíproco.

E semelhante medicamento se mostra de tal modo importante, nos assuntos de vivência e convivência, que Jesus – o Divino Médico da Alma – prescreve para cada infestação de ofensa que se lhe aplique a virtude não sete vezes, mas, setenta vezes sete vezes.

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