DOENÇAS EM SERVIÇO

As moléstias, que são filhas do serviço, são palmas de espiritualidade. Não vos desejamos palmas semelhantes à maneira de espinhos do jardim, mas não podemos deixar de lhes reconhecer o profundo valor no campo das experiências que purificam, enriquecem e nobilitam.

Livro: Deus Conosco

Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel,

organização de Wanda Amorim Joviano e Geraldo Lemos Neto

Vinha de Luz Serviço Editorial

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ESPIRITISMO: CIÊNCIA DE OBSERVAÇÃO

(…)

O Espiritismo, ligando às leis da Natureza a maior parte dos fenômenos reputados sobrenaturais, vem precisamente combater o fanatismo e o maravilhoso, que o acusam de querer fazer reviver; ele dá dos que são possíveis uma explicação racional, e demonstra a impossibilidade dos que seriam uma derrogação das leis da Natureza. A causa de uma imensidão de fenômenos está no princípio espiritual, cuja existência vêm provar. Mas como os que negam esse princípio podem admitir as suas consequências? Aquele que nega a alma e a vida extracorporal não pode reconhecer os seus efeitos.

Para os espíritas, o fato de que se trata nada tem de surpreendente e se explica, por analogia, com uma multidão de fatos do mesmo gênero, cuja autenticidade não pode ser contestada. Entretanto, as circunstâncias em que se produziu apresentam uma dificuldade; mas o Espiritismo jamais disse que não tinha mais nada a aprender. Ele possui uma chave, cujas aplicações ainda está longe de compreender na sua inteireza; aplica-se a estudá-las, a fim de chegar a um conhecimento tão completo quanto possível das forças naturais e do mundo invisível, no meio do qual vivemos, mundo que nos interessa a todos, porque todos, sem exceção, devemos nele entrar mais cedo ou mais tarde, e vemos todos os dias, pelo exemplo dos que partem, a vantagem de o conhecer antecipadamente.

Nunca repetiríamos em demasia: O Espiritismo não faz nenhuma teoria preconcebida; vê, observa, estuda os efeitos e dos efeitos procura remontar às causas, de tal sorte que, quando formula um princípio ou uma teoria, sempre se apoia na experiência. É, pois, rigorosamente certo dizer que é uma ciência de observação. Os que fingem nele não ver senão uma obra de imaginação, provam que lhe ignoram as primeiras palavras.

Livro: Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos – Ano XI, 1868

(nº 1 – janeiro de 1868)

Allan Kardec

FEB – Federação Espírita Brasileira

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POR QUE DEUS NÃO ACABA COM O MAL?

(…) por que Deus, se é sempre o mais forte, o Senhor do sistema, não sana de vez o mal, anulando-o? Não basta que uma coisa se nos torne lógica e justa, por ser cômoda. Há necessidade de que, quem errou, compreenda. Nenhuma força pode ser destruída, mas apenas corrigida. Subsiste a lei de equilíbrio e justiça, em que se baseia o sitema, que exige a sua reconstrução. Não é com a psicologia da própria vantagem imediata, relativa e utilitária, que se podem resolver tais problemas. Recordemos que nós não somos punidos pelas nossas culpas por um Deus vingativo, mas sim, automaticamente, por essas mesmas culpas, isto é, pelas forças por nós movidas e pelas posições que quisermos assumir no sistema. O mal não se pode extinguir por um ato arbitrário, pois que a Onipotência divina não é jamais arbitrária, mas segundo a Sua própria Lei. O mal só se pode extinguir por reabsorção, isto é, por retificação, por reconstrução daquilo que ruiu. Só assim se explica como a dor pode redimir. Trata-se de um processo de cura. Eis por que a luta contra o mal é virtude, ou seja, é qualidade reconstrutora de bem. Se o nosso universo fosse, no estado atual, consequência pura do primeiro ato criador de Deus, ele deveria ser perfeito. Não o é, porque a criatura nele introduziu outras forças. É justo que o labor da reconstrução lhes caiba, como delas foi a revolta à ordem. Somente assim elas poderão verdadeiramente aprender a conhecer a Lei, cuja compreensão já revelaram não ter desejado. Como se vê, tudo se desenvolve com cabal lógica. Muitos desejariam Deus como seu servo, e se lamentam porque Ele não lhes poupa o incômodo de trabalhar, lutar, sofrer e por isso O acusam. Mas é fácil compreender quanto é absurdo colocar as nossas pobres comodidades como centro do sistema. Não é com tais medidas que se pode medir, nem com semelhante psicologia que se pode compreender.

Livro: Deus e Universo

Pietro Ubaldi

Fundação Pietro Ubaldi

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A IDADE MÉDIA JÁ PASSOU

(…) A Idade Média já passou. Ninguém precisa concordar com ninguém em matéria de religião, e pode até discutir princípios e fundamentos seus, com o fim de esclarecer e informar, mas tem o dever de respeitar o direito inalienável de crença do outro. Imposição de ideias é violência intelectual e psicológica. Cada ser é livre para pensar como queira e dentro dos limites de sua consciência. A diversidade de opinião, bem conduzida, é também fator de aprimoramento e progresso.

Livro: A Bênção do Recomeço (Elucidações Doutrinárias)

João Cuin

Editora Espírita Cristã Fonte Viva

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FILHOS – IRMÃO JOSÉ/ CARLOS BACCELLI

FILHOS

Educa os teus filhos e orienta-os, mas não te esqueças de que cada espírito tem seu próprio caminho.

Não conseguirás substituí-los nas experiências que devam vivenciar.

Cada qual deve aprender à custa do próprio esforço e interesse.

Não superprotejas os teus filhos, afastando-os do trabalho enobrecedor.

O trabalho, para a criança, é o complemento natural da educação.

Para os anseios evolutivos do espírito na reencarnação, as facilidades constituem um desastre.

Sem disciplina, a criança cresce à mercê das circunstâncias.

Conversa com os teus filhos e procura, desde cedo, iniciá-los na prática do bem.

Sem um ponto de referência espiritual, o teu filho se perderá no abismo da descrença.

(De Vigiai e orai, de Carlos A. Baccelli, pelo Irmão José)

UM SUBLIME ALGUÉM – MARCO PRISCO/ DIVALDO FRANCO

UM SUBLIME ALGUÉM

Ninguém poderá carregar o fardo das suas dores. Eduque-se com o sofrimento.
Ninguém lhe entenderá os problemas complexos da existência. Exercite o silêncio.
Ninguém seguirá com você indefinidamente. Acostume-se com a solidão.
Ninguém acreditará que as suas aflições sejam maiores do que as do vizinho. Liberte-se delas com o trabalho de autoiluminação.
Ninguém responderá pelos seus erros. Tenha cuidado no proceder.
Ninguém suportará suas exigências. Adira à brandura e à simplicidade.
Ninguém o libertará do arrependimento após o crime. Medite na paciência e domine os impulsos.
Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada. Persevere no dever bem cumprido.
Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida. Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém que tem para cada anseio da sua alma uma alternativa de amor.
Por você,
Carregou o fardo do mundo…
Compreendeu os conflitos da vida…
Caminhou com todos…
Socorreu a quantos O buscaram…
Matou a fome, saciou a sede e ouviu as multidões inquietas…
Atendeu à viúva de Naim, ao apelo materno em Cana, restituiu a saúde à Hanah…
Carregou a Cruz da injustiça sem nenhuma reclamação…
Perdoou a traição de Judas, desculpou as negativas de Pedro e os libertou do remorso, com a concessão do trabalho em novos avatares…
Compreendeu as lutas da mulher atormentada, sedenta de paz, esclareceu o enfático doutor do Sinédrio, sedento de saber, arrancou das trevas o cego Bartimeu, sedento de caridade…
Ensinou que diante do amor todos os enigmas do Universo se aclaram por ser o Pai Celeste a Suprema Fonte do Amor.
Não se imponha, pois, a ninguém.
Embora você dependa de todos, nada aguarde de outrem. Receba e agradeça o que lhe chegue, como chegue, ajude e passe…
Aprenda que a luta é a lição de cada hora no abençoado livro da existência planetária e siga adiante com Ele.

(Do livro Sementeira da Fraternidade, de Divaldo Pereira Franco por Marco Prisco)

AGORA É O TEU MOMENTO

AGORA É O TEU MOMENTO

Não te detenhas no passado.
Não pares, contemplativo, visualizando o futuro.
Hoje, agora, é o teu momento, o que te deve interessar.
O produto do ontem, sem que te apercebas nem te esforces para tal, está presente para se incorporar no agora, como preparação para o daqui a pouco.
Vive bem este momento presente. Absorve as gotas preciosas que a vida faz destilar para ti. Não percas uma só dessas gotas.
Vive normalmente, mas desejoso de adquirir o alimento espiritual que te fará mais forte, mais compreensivo, para que possas amar muito e indistintamente. Este deve ser o teu propósito.
Apaga da memória os quadros que te pareceram desagradáveis, reconhecendo que, na realidade, esses quadros não foram mais que o esboço para uma obra de arte que figurará no museu da espiritualidade.
Banha-te a cada momento nas águas cristalinas do amor divino. Não permitas que a lama dos pensamentos negativos conspurque a beleza que existe em tudo, quando se têm “olhos de ver e ouvidos de ouvir”.
Não esperes encontrar a perfeição na face da Terra e, sobretudo, não te julgues em nada superior a qualquer de teus irmãos de jornada terrena, ainda que eles sejam uns depravados.
Cristo jamais se afastou dos pecadores. Ele, todo pureza, perdoou a mulher adúltera, dirigiu palavras sábias e profundas à mulher samaritana e, quando censurado por seus discípulos, respondia: “Não vim para os sãos e sim para os doentes”.
Ele, maior de todos, tornava-se pequeno e humilde e não se recusava a nenhum convite daqueles que sabia seus perseguidores.
Não são nossas palavras nem nossos atos aparentes que pesarão na balança da eternidade, mas nosso verdadeiro ser, aquilo que somos por dentro. Os atos e palavras podem sair camuflados. A mistificação pode ser tão perfeita que consigamos reunir em torno de nós uma onde de admiradores, mas se dentro de nós não há sinceridade, não há amor, se embora inconscientemente empanamos a verdade pela vaidade de nos apresentarmos bem paramentados de palavras e atos, então não adianta perder tempo em enganar os outros, porque os mais enganados seremos nós mesmos.
Vive a tua vida procurando perceber nos teus atos e palavras o que de real contêm, e quando descobrires que o teu comportamento não condiz com tuas aspirações espirituais, não te entregues ao remorso que retarda a caminhada; ora, expõe ao Pai que está em ti a dificuldade que ainda tens de te externares sem artifícios e Ele te enviará reforços; estarás, assim, equipado para tentar novamente as experiências até então mal sucedidas.
Aquele que consegue alcançar um degrau mais alto na espiritualidade não mais aceita prosélitos e ensina que cada um deve viver por si as suas próprias experiências, que não podemos servir de modelo para ninguém nem estamos à altura de termos seguidores.
Se Jesus é o mestre, e aquele que o segue, cumprindo o “amai-vos uns aos outros”, esse pode viver independentemente, vendo no universo a sua pátria e em cada semelhante um irmão.
Faze isto agora. Liberta-te do sentimentalismo que nos faz sofrer tanto e espalha sofrimento ao nosso redor.
Não te prendas a nada e a ninguém, e ama a todos e a tudo.
Agora é o teu momento.

(De Eu sou o caminho, de Cenyra Pinto)

O DOCE DE GOIABA (EVANGELIZAÇÃO INFANTIL)

O DOCE DE GOIABA

Fabinho estava brincando no quintal quando sentiu um cheirinho muito bom.
– Huuummmm… Que delicia! A mamãe estava fazendo doce de goiaba para o lanche.
– Mamãe, eu quero doce!
– Ainda não está pronto – respondeu a mãe sem parar de mexer a panela.

Fabinho nem conseguiu prestar atenção no desenho que estava passando na televisão.
– Mamãe! E o doce?
– Já está pronto. Mas precisa esfriar primeiro, antes de comer.

O menino passou perto da cozinha e sentiu o cheirinho bom do doce…
“Acho que mamãe não vai notar se eu pegar um pouquinho…” – pensou, indo ao encontro do pote com o doce.
– Fabinho pegou uma colher… tirou uma pequena porção… e colocou na boca…
– Aaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiii!!!!! – gritou.

O menino ficou envergonhado. Depois dos cuidados da mamãe, mais calmo, pediu desculpas.
– Filho, eu só quero o seu bem. O Pai do Céu me colocou pertinho de você para ensinar as coisas boas.
– Puxa, mãe, será que Deus me castigou por eu não saber esperar?
– Deus não castigou você. Você queimou a lingua porque foi apressadinho.
– Eu não vou mais comer doce?!
– Vai sim, mas só depois que a língua parar de arder.
– Que pena!
– Isso também passa.

Valeu, mãe! Você é muito esperta e sabe cuidar direitinho de mim! – disse o menino abraçando a mãe.

(história e desenhos extraidos de: http://peloscaminhosdaevangelizacao.blogspot.com.br/#top)