Era crime…

Crime é o que o obscurantismo pode fazer com as pessoas….

Espiritismo era crime no Código Penal de 1890, punido com até 6 meses de prisão

Artigo 157 também previa multa de até 500 mil réis.
Espíritas foram processados por ‘atentar contra a saúde pública’.

Ricardo MunizDo G1, em São Paulo

A partir de 1890, ser espírita no Brasil era crime punido com multa e detenção de 1 a 6 meses. Nem a declaração do país como Estado laico, em 1891, ajudou. Antes da República, os espíritas eram alvos costumeiros de ataques da imprensa, reclamações de médicos e oposição da Igreja Católica. Depois, com Constituição republicana e tudo, ficou ainda pior.

Suicídio na visão espírita

Suicídio Na Visão Espírita
“O suicídio é o maior dos crimes porque é o desprezo do divino remédio nas dores passageiras da vida”. Camilo Castelo Branco.
Define-se suicídio como a ação pela qual alguém põe intencionalmente fim à própria vida. É um Ato exclusivamente Humano. Do ponto de vista da Doutrina Espírita, o suicídio é considerado um crime, e pode ser entendido não somente no ato voluntário que produz a morte , mas em todo tipo de ação conscientemente para apressar a extinção das forças vitais, o chamado Suicídio consciente. É uma transgressão da Lei Divina que é a Lei de Conservação. É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade de Deus.
Portanto, é também falta de confiança em Deus e de fé na vida futura. Todo suicídio produz traumatismo perispiritual e mental. Ficando o perispírito ainda impregnado das forças vitais que deveriam ter sido utilizadas na manutenção do corpo, o suicida sofre as conseqüências por ter rompido os laços que o prendiam ao corpo material sem a correspondência dos fluidos e forças vitais. Esse período é de intenso sofrimento, deixando o suicida num estado vibracional muito conturbado, o que naturalmente o mantém nas zonas inferiores. De acordo com “O Livro dos Espíritos”, aquele que comete o suicídio como vítima das paixões morais (álcool, drogas, sexo, vida desregrada) é duplamente culpado do que outro que é acometido de alguma loucura, porque tem a consciência e muito será pedido a quem muito foi dado. É importante lembrarmos que o sofrimento do suicida não está ligado a uma punição divina, como muitas pessoas pensam, seu sofrimento é conseqüência da violação à lei de conservação e toda sua dor vem dos seu impensado ato. Sendo efeito natural de uma desarmonização com as leis da vida e da morte, a lei da criação. Portanto, não é castigo, é efeito de uma causa.

Em O Livro dos Espíritos, nas perguntas 943 a 957, Allan Kardec discute o tema apontando as causas e as conseqüências deste ato sinistro. Diz-nos que o desgosto vida é efeito da ociosidade, da falta de fé. Os Espíritos nos advertem que quando cometemos o suicídio responderemos como um criminoso. Acrescenta ainda que “aquele que tira a própria vida para fugir à vergonha de uma ação má, prova que tem mais em conta a estima dos homens que a de Deus, porque vai entrar na vida espiritual carregado de suas mazelas, tendo-se privado dos meios de repará-las durante a vida. Deus é muitas vezes menos inexorável que os homens: perdoa o arrependimento sincero e leva em conta o nosso esforço de reparação;”, mas o suicídio nada repara”.

A Doutrina espírita que é consoladora por excelência é também esclarecedora, na medida em que afirma:

1. A vida não acaba com a morte.
A morte não significa o fim da vida, mas somente uma passagem para uma outra vida: a espiritual.

2. Os problemas não acabam com a morte.
Eles são provas ou expiações, que nos possibilitam a evolução espiritual, quando os enfrentamos com coragem e serenidade. Quem acredita estar escapando dos problemas pela porta do suicídio está somente adiando a situação.

3. O sofrimento não acaba com a morte.
O suicídio só faz aumentar o sofrimento. Os suicidas que puderam se comunicar conosco descrevem as dores terríveis que tiveram de sofrer, ao adentrar o Mundo Espiritual, devido ao rompimento abrupto dos liames entre o Espírito e o corpo. Para alguns suicidas o desligamento é tão difícil, que eles chegam a sentir seu corpo se decompondo. Além disso, há o remorso por ter transgredido gravemente a lei de Deus.

4. A morte não apaga nossas falhas.
A responsabilidade pelas faltas cometidas é inevitável e intransferível. Elas permanecem em nossa consciência até que a reparemos.

5. A Doutrina Espírita propicia esperança e consolação quando oferece a certeza da continuidade infinita da vida, que é tanto mais feliz quanto melhor suportamos as provas do presente.

Associação Espírita Kardecista Casa do Caminho-Escola de moral Cristã
-Fontes :Evangelho segundo Espiritismo-Livro dos Espíritos-Vida em Família-Joana d’Angelis-

No Cap. V, de “O Evangelho segundo o Espiritismo” – “Bem-aventurados os aflitos”, itens de 14 a 17, somos esclarecidos de que a confiança no futuro e a resignação , elimina a possibilidade de se cometer o suicídio, a causa é o descontentamento com algum fato da vida e uma enganosa fuga ao sofrimento. Normalmente acontece quando o homem tem uma visão muito estreita e imediatista da vida.
O início dos nossos problemas está no desconhecimento das leis divinas que regem o Universo. A falta de crença em Deus e a idéia de que tudo acaba com a morte, tornam o ser humano desesperançado, inseguro e angustiado. Quando surge um
problema difícil, mais grave, que lhe desafia a capacidade de solução; quando se sente acuado pelas circunstâncias, e a situação fogem ao seu controle parte para a solução que lhe parece mais fácil, e acredita que vai acabar de vez com todos os seus problemas: o suicídio. Na verdade, bastaria compreender a lição sublime do Amor fazendo aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem, para que nos sentíssemos menos infelizes e rejeitados.

Não há morte. A vida continua sempre porque somos espíritos indestrutíveis, imortais, eternos e porque somos partículas
emanadas do Nosso Criador, Deus, . O suicida encontra, na Espiritualidade, situações desesperadoras, mais intensas e
dolorosas que as que conheceu aqui na Terra. O corpo morre, desaparece; o espírito, porém continuará vivo, respondendo
pelas suas ações, em cumprimento à lei divina, que é eterna, e imutável.

A existência é um dom muito precioso, porque nosso corpo é uma concessão divina, para que aprendamos a crescer para
a luz e a viver para o amor Afinal, o mundo em que vivemos não tem um Ser Superior que tudo vê, tudo pode e tudo sabe. Não pensemos que Ele desconhece os nossos corações. Somos todos filhos de Deus, que é Pai Amoroso, e que nos dedica o mais profundo amor. Não estamos sozinhos ou desamparados, somos espíritos eternos, cuja meta é a evolução através da reencarnação, progredimos e ganhamos novas experiências e conhecimentos. Nessas vivências cometemos bons atos, desenvolvendo afetos, e atos negativos, prejudicando o próximo e a nós mesmos.Pratiquemos o bem em todas as oportunidades, sabendo que Jesus, o Amigo Divino, está conosco, silencioso e compassivo fortalecendo-nos nas horas difíceis, amparando-nos nos momentos de dor e sustentando-nos na caminhada rumo à
evolução, sem nunca nos abandonar

Associação Espírita Kardecista Casa do Caminho-Escola de moral Cristã
-Fontes :Evangelho segundo Espiritismo-Livro dos Espíritos-Vida em Família-Joana d’Angelis-

 

Cena de Nosso Lar, O filme

Suicídio – Conhecer para não se arrepender

Suicídio

SUICÍDIO: CONHECER PARA PREVENIR
A falta de uma crença na vida futura leva muitas pessoas a atitudes desesperadas. O Espiritismo oferece respostas claras e uma nova perspectiva diante dos problemas do dia-a-dia, recuperando os valores da vida.

Problemas, decepções, sofrimentos e a imaginação da morte como fim de tudo são fatores que levam muitas pessoas a desejar colocar um fim à sua própria existência. Compreender a imortalidade da alma e a reencarnação como leis naturais oferece um novo entendimento da vida, demonstrando que o suicídio não resolve coisa alguma.

Não é fácil lidar com essa questão. O suicídio é um assunto que costuma despertar emoções diversas, como medo e raiva. Suscita também uma série de idéias preconcebidas, que se transformam em preconceito e discriminação, atingindo tanto a família do suicida, quanto sua memória.
Em parte, isso se deve ao fato deste tema ser considerado tabu. Outras razões, principalmente de natureza religiosa,se somam, trazendo muito desconforto moral aos que ficam (familiares e amigos do suicida).
Antes de tudo, é importante considerar o suicídio como um fato que faz parte da nossa realidade planetária, exigindo de nós sensibilidade e razão para melhor lidarmos com suas ocorrências e suas repercussões.
Daí a urgência em aprendermos a lidar melhor com as tantas facetas da morte, para minorarmos em nós mesmos e nos outros os sofrimentos decorrentes de atos extremos, como a eliminação da própria vida física. Isso porque a morte, como mudança de estado da individualidade imortal, coloca a esperança como sentimento primeiro e fundamental, mesmo diante das maiores dores.

A NECESSÁRIA EDUCAÇÃO PARA A MORTE
Todo aluno do ensino fundamental aprende que os seres vivos nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. Este último item, contudo, não tem merecido a devida atenção dos professores – isso apenas para falarmos da escola, um dos espaços de convivência e aprendizado importantes, no decorrer do nosso desenvolvimento pessoal.
Conforme aponta Maria do Socorro Nascimento de Melo, antropóloga e pedagoga, especialista em tanatologia no meio escolar, a morte “permanece oculta na prática pedagógica das instituições educacionais”. A mesma autora nos diz que, a partir da década de 1950, tivemos uma inversão nas curvas de interesse: a da vida e da morte.
Busca-se “iniciar a criança cada vez mais cedo nos ‘mistérios da vida’: mecanismos do sexo, concepção, nascimento e métodos contraceptivos”, enquanto que “sistematicamente escondem dela a morte e os mortos, silenciando-se diante das suas interrogações e questionamentos”. Isso revela uma inabilidade dos educadores para tratar de tais questões, uma tendência a fugir de olhá-las frente a frente.
Seja na escola, em casa ou em outros ambientes, não se vivenciam experiências significativas em torno do tema ‘morte’.
DA NEGAÇÃO AO MEDO
Os poucos livros que tratam da morte (fato real) e do morrer (como se deu o acontecimento) não invalidam o que dissemos acima, o que torna a discussão em torno do tema ( ver ** abaixo) ainda muito restrita e, ao mesmo tempo, necessária.

**DEBATE EM TORNO DA MORTE
Fala-se de “psicologia da morte” e de “educação para a morte”, como novas maneiras de encarar, como dizem os estudiosos, a morte e o morrer.
O ramo da ciência que tem cuidado destes estudos é a tanatologia que, para alguns autores, é a ciência que estuda os processos emocionais e psicológicos que envolvem as reações à perda, ao luto e à morte.
Alguns autores no Brasil têm se destacado no estudo tanatológico, entre outros: Evaldo D’Assumpção, Wilma da Costa Torres, Roosevelt Moises Smeke Cassorla e Maria Júlia Kóvacs.
A visão espírita, também se faz presente no trabalho organizado por Franklin Santos e Dora Incontri, ambos professores da USP e integrantes do movimento espírita. Além de coordenarem um curso de tanatologia, eles organizaram a obra A arte de morrer: visões plurais, publicada pela Ed. Comenius. A.S.**

As conseqüências do alheamento diante desse fato natural vão desde a negação face às ocorrências (o falecimento de alguém) até o pavor extremo, que causa depressões, síndromes, como a do pânico, e outros tipos de transtornos psicológicos.
Roosevelt Cassorla, especialista em tanatologia e autor da obra Do suicídio: estudos brasileiros, aprofunda o debate, mostrando-nos que a negação da morte pode conduzir a “processo melancólicos, somatizações, dificuldades em retomar a vida, risco suicida, desistência da vida, sentimentos de culpa, etc.”.
O enfrentamento de sua ocorrência com alguém próximo ou distante, mas que de alguma forma nos afete, faz parte do processo de luto, que, em condições normais deveria conduzir-nos à aceitação tanto da morte, quanto do morrer.
Luto, do latim luctus, significava originalmente apenas “dor, mágoa, lástima”. Com o tempo seu significado foi se ampliando, e hoje temos a definição do Houaiss como sendo o “sentimento de tristeza profunda por motivo da morte de alguém” ou “originado por outras causas (separação, partida, rompimento etc.); amargura, desgosto”.
Um termo relacionado ao luto é a perda, pois sempre que há uma perda significativa em nossas vidas, seja de uma pessoa ou de uma condição ou sentimento (emprego, uma alteração corporal, mudança nas condições de vida, abandono etc.) nós, naturalmente, entramos em processo de luto.
Em geral, não é fácil lidar com as perdas e o luto se torna complicado, pois estaremos às voltas com as nossas próprias reações, sobre as quais, eventualmente, não temos controle. E quando esta perda se dá por morte causada pelo suicídio, o luto se tornará mais difícil.
O suicídio, segundo os psicólogos Basílio Domingos e Maria Regina Maluf, compõe a lista das perdas dramáticas, ao lado, dentre outras causas, da AIDS. Por serem perdas “não autorizadas socialmente”, isto é, situações em que a pessoas morre em razão de um suposto comportamento inaceitável para o grupo ao qual pertence, têm-se muitas vezes lutos também não autorizados. O sobrevivente se isola e perdem-se, assim, os benefícios do processo catártico do desabafo, do refazimento e de todo apoio que se poderia receber, seja dos amigos, dos parentes, seja de outras instituições, públicas e privadas. Por exemplo, as seguradoras não costumam pagar à família o prêmio, em caso de morte por suicídio. (ver ** abaixo)

**QUANDO DESABAFAR É A MELHOR SAÍDA
Segundo a coordenadora do Programa de Intervenção em Crise e Prevenção do Suicídio, do Instituto de Psicologia da UnB, Cristina Moura, “o desabafo diminui o impacto traumático causado pelo falecimento do próximo e ajuda o enlutado a superar a perda. O processo é chamado pelos especialistas de “elaboração do luto”. “Alguns têm a idéia de que luto é uma coisa que você senta, espera e ele passa, e na verdade, não é assim que acontece”, explica. “ O enlutado acha que o problema desaparece se não lembrar. Mas ele perde a oportunidade de falar no assunto e assim, de elaborar o luto”, avalia. Algumas instituições mantêm grupos de apoio a enlutados, como a própria Universidade de Brasília: http://www.secom.unb.br/releases/rl0308-05.htm(A.S.)**

Recapitulando: a morte é um processo natural, mas que tem sido negado, o que tem trazido sérias conseqüências para a saúde pública. Os especialistas afirmam que a sociedade precisa, com urgência, re-humanizar o “morrer”, o que implicaria em se retomar antigos e bons hábitos como o de permitir que pacientes terminais morram no lar, ao lado da família, e fazer o velório em casa, de modo a se prantear o morto, elaborando-se mais facilmente o luto e oferecendo ás crianças e jovens um saudável contato com esta inevitável ocorrência da vida!
O luto deveria ser vivenciado ao longo de suas fases, por possibilitar que as pessoas lidem emocionalmente com as angústias decorrentes da perda, ajudando nas cicatrizações das feridas da alma, tão necessárias para se seguir adiante, principalmente em ocorrências mais drásticas, como a do suicídio e das mortes violentas, em geral.

O QUE LEVA UMA PESSOA A QUERER ACABAR COM A PRÓPRIA VIDA?
A depender do ponto de vista dos diversos especialistas no tema, muitos são os fatores componentes das causas que predispõem as pessoas ao suicídio.
Daniel Sampaio, psicólogo português, alerta-nos para a multiplicidade dos fatores afirmando que “há um conjunto de causas que leva ao comportamento de suicídio. (…) nunca é por uma só causa, o suicídio é sempre multi-determinado”.
Dentre esses fatores estão os transtornos mentais (depressão), os transtornos de personalidade (agressividade), as doenças incuráveis, o abuso de substâncias tóxicas, os problemas matrimoniais, as relações interpessoais complicadas ou rompidas e a perda de um ente querido. Alguns doentes mentais têm uma acentuada tendência suicida, quando vivenciam crises mais agudas sem o devido acompanhamento e apoio.
Outro fator a destacar é a alteração na personalidade, principalmente em pessoas com baixo grau de maturidade e que estejam passando por frustrações, ou estejam submetidas a um elevado estresse.
A não-aceitação da própria identidade sexual, face aos conflitos de se lidar com a orientação sexual escolhida (homossexualidade e afins), tem causado muitos suicídios, principalmente em adolescentes.
Roosevelt Cassorla, por sua vez, aponta, como fatores que induzem a pessoa ao suicídio: a depressão, o alcoolismo e a toxicomania. Outros fatores associados a estes são o isolamento social e a convivência familiar conturbada.
O mesmo autor, investigando o comportamento suicida entre médicos e estudantes de medicina, aponta as características deste grupo de risco, o que pode nos servir de alerta, tanto para a complexidade do tema, quanto para os componentes morais, sociais e psicológicos envolvidos: “Trata-se de pessoas exigentes consigo mesmas, comumente com sucesso escolar, profissional ou científico. No entanto, têm dificuldades em lidar com as frustrações do mundo real, e quando se defrontam com elas inclinam-se a tomá-las como fracasso pessoal. Sua vida afetiva é pobre, difícil e desvalorizada frente à área intelectual. Em algum momento, quando as pessoas se defrontam com um vazio intenso, estimulado por supostos ‘fracassos’ dependentes de auto-exigências sádicas, e sem apoio afetivo, o terror inconsciente de ‘não existência’ os faz pensar em morrer”.
A partir da descrição acima, destacaremos outro fator: os condicionamentos sociais, isto é, as exigências feitas pelos grupos que afetam diretamente os indivíduos a eles vinculados. Destacamos o grave problema da competitividade, que tem se alastrado, e o conseqüente individualismo decorrente; temos ainda o apego das pessoas aos seus empregos, em um momento em que grande parte da identidade pessoal é determinada pela trajetória e êxito profissional. Não saber lidar com essas pressões pode ser fatal para as pessoas mais frágeis emocionalmente.
Até aqui, tratamos de casos em que a premeditação se apresenta de forma leve ou moderada, em meio aos desequilíbrios emocionais. No entanto, há também os casos em que se elimina apropria vida por razões filosóficas, por pensar que se é, não um simples depositário da vida, mas seu dono absoluto, o que resultaria no direito de dispor dela como bem desejar. Os adeptos e praticantes do “suicídio assistido”, permitido em alguns países, partilham destas idéias.
Há, ainda, os casos de indivíduos que, sentindo-se em situações-limites e sem ter para onde retornarem, optam pela solução extrema do auto-extermínio. São os casos dos desenraizados, isto é, de pessoas que perdem as suas referências culturais, como os indígenas e os expatriados (imigrantes em terras estrangeiras).

UMA VISÃO ESPÍRITA DAS CAUSAS DO SUICÍDIO
Adentrando a visão espírita a respeito do assunto, podemos colocar em cena algumas outras causas, que ampliarão consideravelmente o entendimento do tema.
Kardec, ao discorrer sobre o suicídio e a loucura em O Evangelho Segundo o Espiritismo, afirma que “a incredulidade, a simples dúvida quanto ao futuro, as idéias materialistas, em uma palavra, são os maiores incentivadores do suicídio: elas produzem a frouxidão moral”.
Em que se baseiam estas afirmações de Kardec? Os conceitos básicos da Doutrina Espírita dão sustentação às suas assertivas, pois nos é ensinado que:
-Somos espíritos imortais, criados por Deus para a plenitude de nossas expressões de inteligência e emotividade;
-Vivemos transitoriamente encarnados em um corpo físico;
-Ao deixarmos de viver neste mundo, atravessaremos a fronteira, tênue, que nos separa do outro mundo, o espiritual, que é a nossa pátria de origem;
-As diversas experiências pelas quais passamos fazem parte do nosso aprendizado e das correções de rumo necessárias. Daí, a idéia de um Deus justo e misericordioso, que sempre nos fornece oportunidades para prosseguirmos em novas tentativas de superação dos nossos equívocos;
-O corpo físico não nos pertence, como um objeto de que podemos dispor ao nosso bel prazer, mas antes é uma concessão temporária de que deveremos prestar contas;
-A vida é uma sucessão de desafios que, uma vez enfrentados, nos amadurecem, promovendo-nos a novas etapas de aprendizado;
-A dor, o sofrimento são elementos naturais que nos alertam e convidam a nos corrigirmos, portanto podemos abandonar o hábito de culparmos a Deus por nossos infortúnios.
Baseado nesses ensinamentos trazidos pelos Espíritos Superiores, Kardec chamará a atenção para o efeito nocivo das idéias materialistas e da incredulidade, geradoras da frouxidão moral que aconselha, por sua vez, a desistência da luta diante dos problemas e dificuldades, conduzindo ao ato suicida. Se após a morte nos depararemos com o nada, qual a razão para suportarmos as aflições?
Podemos, então, considerar que há, em princípio, duas causas que podem induzir o indivíduo a se autodestruir: uma social, que é o cultivo das idéias materialistas pelo grande contingente de pessoas que partilham essas idéias e, outra, individual, que é a atitude da própria pessoa diante dos desafios e lutas da vida.
Uma outra causa pode ainda ser acrescentada: a indução obsessiva, isto é, a influência de um Espírito, movido por vingança ou outro sentimento inferior, que consegue entrar em sintonia e envolver a sua vítima a ponto de forçá-la na tomada da decisão. Isso ocorre, por vezes, de modo totalmente inconsciente, dependendo do estágio de subjugação ao qual a pessoa foi conduzida. O que não ausenta, evidentemente, a responsabilidade relativa do obsediado.

APROFUNDANDO A VISÃO ESPÍRITA
Kardec coordenou, no século 19, a sistematização dos ensinamentos dos Espíritos que contêm elementos de ciência, filosofia e orientação ético-moral.
Por distanciar-se das religiões tradicionais e por não comungar com as idéias da ciência materialista de sua época, o Espiritismo eliminou os traços de mistério e morbidez que cercavam a morte.
Trazendo a morte ao palco da vida, demonstrando de modo racional e experimental (mediunicamente) que os mortos continuam vivos, não é de se surpreender que os adeptos desta nova ordem de idéias – os espíritas – encarem a morte de outra maneira.
Como a morte é apresentada nas obras que fundamentam o Espiritismo e naquelas outras que o complementam?
Em o Livro dos Espíritos é dito que “a morte é apenas a destruição do corpo”; que o envoltório que reveste o Espírito, um outro corpo, sobrevive à destruição do corpo físico. Há, pois, no ser humano três elementos: 1) uma essência, que é o Espírito; 2) o perispírito ou corpo espiritual e 3) o corpo físico, veste temporária, destinada a nos permitir a permanência neste planeta por determinado tempo.
O que do ponto de vista meramente orgânico é visto como cessação, fim, na visão espírita é tido como uma etapa de transição entre duas dimensões de vida. Daí, podermos afirmar que morremos ao reencarnamos, pois deixamos a condição de Espíritos desencarnados, e morreremos novamente ao partir, ao abandonarmos a condição de Espíritos encarnados. O medo de morrer, curiosamente, existe tanto na vinda do mundo espiritual, quanto na volta para lá.
Ao nascermos, trazemos uma programação, um roteiro a ser cumprido. E neste roteiro, já prevista com mais ou menos precisão, a data de retorno.
Se vamos conseguir permanecer encarnados durante este período previamente demarcado é outra história. É o destino que cada um de nós haverá de construir, ao longo da trajetória entre o berço e o túmulo. Por meio da psicografia de Chico Xavier, o espírito André Luiz tratou com mais detalhes essa questão.
Alguns poucos conseguem a condição de “completistas” que, no dizer de André Luiz, são aqueles que completam o tempo certo de vida no corpo físico. Mais raros ainda são os que, já tendo conseguido completar o tempo previsto, ainda ganham um tempo extra, uma sobrevida. O mais comum é que retornemos antes.
Ao retornarmos antes podemos ser considerados como “suicidas indiretos ou inconscientes”, como ocorreu ao próprio André Luiz, conforme seu relato no livro Nosso Lar. Neste caso, a responsabilidade atribuída a nós será menor, de acordo com os conhecimentos de que dispúnhamos quando encarnados ou por conta de outras razões que nos anteciparam o desencarne.
A noção de suicídio é, pois, ampliada, pois o modo como vivemos também pode nos abreviar a vida, o que nos torna responsáveis e sujeitos às conseqüências decorrentes. O que importa aqui é a conscientização dos valores da vida e a importância de preservá-la para cumprirmos nossos objetivos na encarnação. A vida após a vida não é um processo de erro e castigo, mas trata-se da educação voluntária e consciente do espírito.

A SITUAÇÃO DOS SUICIDAS NO MUNDO ESPIRITUAL
A literatura espírita nos tem trazido preciosas informações acerca da vida dos suicidas no além-túmulo.
O primeiro conjunto de relatos sobre a condição espiritual dos suicidas está em O Céu e o Inferno. Como um repórter entre os dois mundos, Kardec entrevista nove espíritos desencarnados nesta situação. Remetemos o leitor à própria obra, pois as lições a se colher são inúmeras.
Em 1940, foi lançado O Martírio dos Suicidas, de Almerindo Martins de Castro, pela Federação Espírita Brasileira, obra que traz informações importantes sobre o tema.
A obra mais completa, porém, somente seria publicada anos mais tarde, em 1955. Trata-se do livro Memórias de um Suicida, de Camilo castelo Branco, psicografado por Yvonne Pereira muitos anos antes, pois os originais ficaram prontos em 1942. Este monumento literário tem sido um eficiente meio de prevenção ao suicídio, pois tem literalmente salvo muitas vidas. A leitura e o estudo é mais do que recomendada.
Nesta obra, em toda sua crueza, são apresentadas as conseqüências naturais da abreviação da vida no corpo físico. Por ser um relato em primeira pessoa, e tratando-se de um caso real, o drama dos que interrompem a vida se torna doloroso. Mas não é um livro de terror, como alguns chegam a imaginar quando não passam dos dois primeiros capítulos, porém constitui-se em verdadeiro manual de vida e de como viver melhor. É também um bálsamo para os sobreviventes, para os corações afetados por este gênero de morte, pois a despeito do sofrimento que experimentam os suicidas, em nenhum momento lhes são negados assistência e reconforto, mesmo que alguns deles os recusem, em crise de rebeldia.
Por fim, temos as mensagens familiares que chegaram até nós por meio dos livros psicografados pelo Chico Xavier e outros médiuns respeitáveis.
A tônica destas mensagens é a consolação que os próprios suicidas trazem, sob o amparo de espíritos mais elevados, aos familiares e amigos, dando notícia da continuidade da vida após a morte e informando sobre o tratamento a que estão submetidos, fornecendo também detalhes outros que facilitem e confirmem a sua identificação.
Muitos têm encontrado amparo e conforto no Espiritismo, seja por meio da literatura, seja freqüentando uma instituição espírita.
Há grupos espíritas que se dedicam exclusivamente ao trabalho de assistência aos suicidas, seja por meio de reuniões mediúnicas destinadas a atendê-los, seja por meio de preces em seu favor e de todos aqueles que podem ser afetados por este ato. O tratamento de desobsessão, quando essa causa estiver envolvida, é uma terapêutica eficaz e fundamental para afastar os efeitos da ação invisível do espírito obsessor. Kardec orienta essa prática com detalhe e clareza em O Livro dos Médiuns.

COLABORANDO NA PREVENÇÃO
Em alguns momentos de nossas vidas nos defrontaremos com pessoas às voltas com seus problemas e desejando buscar no suicídio o alívio ou solução para os mesmos.
Como devemos proceder nesses casos, que podem ir de um simples desabafo sem maiores conseqüências ao ato culminante do suicídio após estarmos com a pessoa?
O primeiro conselho é partilhar o caso, sempre que possível, com mais pessoas de confiança, de ambos ou de uma das partes, pelo menos. Sozinhos nem sempre conseguimos identificar meios de auxiliar a pessoa em crise.
Precisaremos avaliar se o caso necessita de intervenção médica ou psicológica, para recomendar ou providenciar tratamento específico.
De qualquer modo, no entanto, se a pessoa não estiver em condições de permanecer a sós, que se destaque alguém para um permanente plantão, pois o tempo de recomposição química do cérebro nessas crises é de 30 dias, tomando-se medicação, explica a Dra. Alexandrina Meleiro, médica psiquiatra do Hospital das Clínicas da universidade de São Paulo.
Diz a doutora, em entrevista ao Dr. Dráuzio Varela: “Com freqüência encontramos pacientes com doenças graves, em situação difícil, dizendo que não vale a pena viver assim. Vale. Quando a depressão começa a melhorar com o tratamento e tiramos o véu que cobre seus olhos, a solução aparece. No filme Philadelphia, há uma cena que me marcou e que costumo contar para as pessoas. O protagonista é um paciente com AIDS, na época em que esses doentes eram muito discriminados. Num dado momento, ele se olha no espelho e fala: ‘Não há problema sem solução’. Isso é uma verdade profunda. A solução existe, embora às vezes não a enxerguemos. Pode não ser a solução ideal, perfeita, mas é a possível naquela hora. Se houver flexibilidade para aceitá-la como se apresenta, veremos que a vida sempre vale a pena”.
Abel Sidney é escritor e professor. Participa do movimento espírita em Porto Velho, RO. É autor de Lições de um suicida: um estudo do clássico “Memórias de um Suicida” e mantém na internet a página Suicídio: conhecer para prevenir. http://www.abelsidney.pro.br/prevenir/suicídio.html.
Matéria de Capa da Revista Universo Espírita Ciência, Filosofia e Religião – Nº 58 – Ano 5 – 2008 – Compreender para prevenir o Suicídio – Ed. Universo Espírita.
PARA SABER MAIS:

A arte de morrer – Colocando a morte na pauta do dia – Disponível em: http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/425/artigo72441-1.htm
Luto: Estudos sobre a perda na vida adulta. Por Colin Murray Parkes. Summus Editorial.
Tentativa de Suicídio – Um prisma para a Compreensão da Adolescência. Por Enio Resmini. Ed. Revinter
Texto fornecido por Heloiza Ap. D. Vieira Gomes da Silva – Dirigente da Associação Espírita Kardecista Casa do Caminho – Vila Guilhermina – SP.

ONDE ENCONTRAR ORIENTAÇÃO À PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

LABORATÓRIO DE ESTUDOS E INTERVENÇÃO SOBRE O LUTO – Lelu/PUC/SP
Atendimento a pessoas enlutadas de todas as idades, não há restrição econômica.
Rua Monte Alegre, 981 – Perdizes – São Paulo/SP

QUATRO ESTAÇÕES – INSTITUTO DE PSICOLOGIA
Atendimento a pessoas enlutadas de todas as idades, treinamento para profissionais.
Alameda Lorena, 678 – Casa 5 – Jardim Paulista –CEP: 01424-000 – São Paulo/SP

SERVIÇO DE ATENDIMENTO PSICOLÓGICO DA PUC/RS
Atende a comunidade em geral.
Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 17 – Porto Alegre/RS

GRUPO DE APOIO PÓS-ÓBITO INFANTIL
Hospital Araújo Jorge – Goiânia/GO
Oferece apoio emocional a pais e familiares de crianças e adolescentes que faleceram na pediatria do próprio hospital ou fora dali.
Rua 239, nº 206 – Setor Universitário – Goiânia/GO

CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA
Prevenção ao suicídio, através do apoio emocional oferecido por pessoas voluntárias às pessoas angustiadas, solitárias ou mesmo sem vontade de viver.
http://www.cvv.org.br (A.S.)

Suicídio

SUICÍDIO

_ Tem o homem o direito de dispor de sua vida?

__ Não; só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei.

Suicídio…
Uma das mais terríveis palavras do dicionário humano…
Pronunciada, “afunda o chão em sete palmos”, como diziam os antigos, ao se referirem às coisas mais sinistras da vida.
Só Deus dispõe ao direito à vida, por intermédio de suas leis, lembram os Instrutores Espirituais, ao ser ventilado, na Codificação, o assunto.
Estudaremos o doloroso tema com a esperança de que seja ele um incentivo à vida, por mais difícil se nos afigure ela, partindo dos seguintes pontos:

a) Causas freqüentes do suicídio:
• Falta de fé
• Orgulho ferido
• Esgotamento nervoso
• Loucura
• Tédio da vida
• Moléstias consideradas incuráveis
• Indução de terceiros, encarnados ou desencarnados

b) Quadro geral dos desertores da vida, no plano espiritual:
Relatos de antigos suicidas e obras especializadas, de origem mediúnica, falam-nos, inclusive, de vales sinistros, onde se congregam, em tétricas sociedades, os que sucumbiram no auto-extermínio.
Nessa regiões, indescritíveis na linguagem humana, os quadros são terríveis.
Visão constante das cenas do suicídio, seu e de outrem.
Recordação aflitiva dos familiares, do lar distante, dolorosamente perdidos
Saudade da vida – vida que o próprio suicida não soube valorizar, por lhe haver faltado um pouco mais de confiança na ajuda de Deus, que tem sempre o momento adequado para chegar…
Outras vezes, solidão, trevas, pesadelos horrendos, com a sensação, da parte do infeliz, de que se encontra “num deserto , onde os gritos e gemidos têm ressonâncias tétricas”.
Os mais variados efeitos psicológicos e as mais diversas repercussões morais tornam a presença do suicida, no mundo espiritual, um autêntico inferno, onde estagiará, não sabemos quanto tempo, tudo dependendo de uma série de fatores que não temos condições de aprofundar, eis que inerentes à própria Lei de Justiça.
Ataques de entidades cruéis.
Acusações e blasfêmias.
Sevícias e sinistras gargalhadas povoam a longa noite dos que não tiveram coragem para enfrentar o tédio, o desamor, a calúnia, a desventura…
Se pudessem os homens levantar uma nesga da vida espiritual e olhar, a distância, as cenas de torturante sofrimento a que são submetidos os suicidas, diminuiriam, por certo, as estatísticas.

c) Conseqüências em futuras encarnações:
Se a tortura do Espírito, após o suicídio, é horrível, seu retorno ao mundo terreno, pela reencarnação, far-se-á na base das mais duras penas.
Reencarnações frustradas, isto é, que se interromperão quando maior for o desejo de viver, o “anseio de vida”- vida esta que ele não teve fé suficiente para valorizar.
Os que se envenenaram, conforme os tóxicos de que se valeram , renascem trazendo as afecções valvulares, os achaques do aparelho digestivo, as doenças do sangue e as disfunções endocrínicas, tanto quanto outros males de etiologia obscura; os que incendiaram a própria carne amargam as agruras de terríveis doenças dermatológicas, como o fogo selvagem e a ictiose; os que se asfixiaram, seja no leito das águas ou nas correntes de gás, exibem processos mórbidos das vias respiratórias, como o caso de enfisemas ou de cistos pulmonares; os que se enforcaram carreiam consigo os dolorosos distúrbios do sistema nervoso, como sejam as neoplasias diversas e a paralisia cerebral infantil; os que estilhaçaram o crânio, ou deitaram a própria cabeça sob rodas destruidoras, experimentam desarmonias da mesma espécie, notadamente as que se relacionam com o cretinismo, e os que se atiraram de grande altura reaparecem portando os padecimentos da distrofia muscular progressiva ou inflamações do tecido ósseo.
Segundo o tipo de suicídio, direto ou indireto, surgem as distonias orgânicas derivadas, que correspondem a diversas calamidades congênitas, inclusive a mutilação e o câncer, a surdez e a mudez, a cegueira e a loucura, a representarem terapêutica providencial na cura da alma”. (Emmanuel)

O suicídio, longe de ser a porta da salvação, é o sombrio pórtico de inimagináveis torturas.

 

Bibliografia:
O Pensamento de Emmanuel – Martins Peralva – nº 35
Texto fornecido por Cleusa Bottura Russo – Coordenadora de Cursos da Associação Espírita Kardecista Casa do Caminho – Vila Guilhermina – SP

 

5º Encontro Espírita de Alerta Contra o Suicídio foi um sucesso

Reblogando de lunares.org.br

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

5º Encontro Espírita de Alerta Contra o Suicídio foi um sucesso

100_2188.jpg

clique aqui para ver todas as fotos
Foi uma manhã maravilhosa. Rodeados pela natureza no belíssimo parque do Ibirapuera na cidade de São Paulo, aproximadamente 100 pessoas viveram momentos de arte, poesia, música e atividades físicas no que foi o 5º Encontro Espírita de Alerta Contra o Suicídio.
Nos primeiros momentos, após a prece de abertura proferida pelo nosso querido amigo e irmão Mição (colunista deste jornal) os Personal Treineers Sarah e Fábio movimentaram todos os presentes com uma série de exercícios físicos embalados por muita música e animação. Várias pessoas que estavam passando pelo local, resolveram participar das atividades. Após muita movimentação, a cantora lírica Andréa Bien encantou a todos com sua maravilhosa voz e capacidade de interpretação das belíssimas músicas que o tempo não apaga. Sua afinação fez inveja a muitos passarinhos escondidos na copa das árvores.. Com um número maior de participantes tivemos a assistente social Telma Giangiardi, experiente profissional em trabalhos com pessoas da 3º idade, movimentar a todos os participantes com a sua dança sênior. Foi muito compensador acompanhá-la em vários movimentos físicos diferentes e divertidos. O teatro não poderia ficar fora deste encontro, por isso, o ator e diretor Aguinaldo Gabarrão hipnotizou a todos com seus contos e poesias. Além de envolvente, tivemos uma verdadeira aula de interpretação. O excelente violinista Jonatan e sua belíssima namorada Juliana fecharam a parte artística com uma apresentação de violão e canto lírico, emocionando os presentes.
Este encontro no Parque do Ibirapuera, na verdade, fechou um trabalho maior que ocorreu durante todo o ano de 2010 com o objetivo de conscientizar o meio espírita / espiritualista da necessidade de ações pró-ativas a fim de combater o suicídio de todas as formas possíveis. Foram proferidas muitas palestras, distribuídos milhares de panfletos e outros materiais de divulgação. Neste ano, com certeza, muito mais gente percebeu que o suicídio já é uma chaga da sociedade e transmitir aquilo que sabemos sobre o assunto, a quem quer que seja, pode salvar vidas.

capa%20livro%20c%F3pia.gif O que leva o ser humano à situações de auto destruição? O que nos faz perder a esperança, recorrendo a soluções drásticas como o suicídio?
Para tentar responder à perguntas difíceis como essas é que Marco Aurélio Giangiardi escreveu cinco peças teatrais publicadas nesse livro. Nelas, ele fala da valorização da vida e de sua certeza, apoiada nos ideais do espiritismo, de que devemos estender a mão para aqueles que enfrentam o desafio da depressão, da dependência química e a tentação ao suicídio.
Esta obra reúne cinco roteiros teatrais já encenados com sucesso diante de mais de 30000 espectadores, pelo grupo teatral Lunares, do qual o autor é fundador e diretor. O livro contém os textos completos, fichas técnicas e um histórico de cada montagem.

Mãe de Teresina pede ajuda para a filha com síndrome de Sandhoff

REFORÇANDO O APELO DESSA MÃE

QUALQUER AJUDA É FUNDAMENTAL

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Amigos,
Esse é um apelo REAL. Não é um Hoax, não é boato. Essa criança linda, Gabriela, sofre com síndrome de Sandhoff e sua família pede ajuda para que ela possa se submeter à um transplante de células tronco nos EUA.
A mãe dela Luciana Pallin é uma amiga minha e estou abraçando a causa para ajudá-la.
O que vcs puderem fazer , depositar qualquer quantia na conta dela, contatos que possam ajudar, políticos, instituições dispostas á ajudar,a família agradece.

Segue a cartinha dessa mãe que luta por sua filhinha com grande amor
_____****____
Meu nome é Luciana, e meu esposo é o Aziz, estou escrevendo pois estamos passando por
um momento muito dificil e precisando muito de ajuda.
Minha filha Gabriela nasceu com uma rara doença chamada Sandhoff,
é uma doença degenerativa e fatal… estamos lutando muito meu amigo para tentar salvar a vida
dela…. encontramos um tratamento que pode salvá-la em Lima Peru, é com células tronco e uma
terapia genica e nao tem no Brasil, é a única chance que minha filha, que hoje esta com 4 anos
e 9 meses, tem… Ja levamos a Gabi para esse tratamento e ela esta respondendo, não podemos
desistir!! Qual a mãe que desiste de um filho? nuncaaaa!! Porem o tratamento é muito caro,
25 mil dolares e tem as despesas com passagens, materiais, equipamentos, enfermeira que
preciso levar, tudo fica em torno de 65 mil reais, é muito alto o valor, e o tratamento esta
marcado para fevereiro agora … de 2013.. Ja consegui depois de muita divulgação na imprensa
aqui de Teresina 25 mil reais, mais ainda falta muito, estou vendendo rifa, e tem um humorista
que ira fazer um show, espero chegar a 40 mil … mas ainda faltara muito para completar o valor..Peço humildemente, que se puder nos ajude, ajude minha filha continuar lutando para viver!
Sei que preciso de um milagre, e que tudo esta nas mãos do nosso bondoso Pai…
mas acredito muito que Deus pode sim mudar tudo, que Ele pode usar esses
médicos em favor da Gabi, e a ajudando abrir portas para ajudar outras crianças que sofrem
dessas doenças tão crueis… Peço mesmo pela misericordia DIVINA!
Se vocês puderem me ajudar compartilhando esse e-mail com seus amigos, nos centros espiritas
e pedindo pela Gabi, agradeço imensamente e rogo a Deus que toque o coração das pessoas …
que ajudem minha filhinha!
Tenho um blog http://www.unidaspelavida.com/ lá tem todas as reportagens e matérias e tudo que disse
é verdade infelizmente…
Tenho facebook tb, Luciana Pallin, e adiciono a todos e respondo o que tiverem duvida….
Minha filha não fala, não anda, não come pela boca, ela tem uma sonda direto no estomago,
mas ela tem uma FORÇA INCRÍVEL, e quer VIVER! Ela luta muito…, nós sabemos que há um
espírito muito iluminado no corpo fragil da minha filha… e que nos ensina a cada dia com sua
força, com sua resignação, com sua pureza.
Agradeço demais tudo que puderem fazer por ela, de coração !
Fica com a Paz de DEUS ! E que Deus ilumine todos os seus passos, e te proteja onde vocês forem!

Luciana e GABI

http://www.unidaspelavida.com
http://www.facebook.com/luciana.pallin