Dia de prece – Prece de Cáritas

Narrada por Renato Prieto

Produção: Semíramis Alencar

semiramisalencar@gmail.com

A Prece de Cáritas

Cáritas era um espírito que se comunicava através de uma das médiuns de sua época – Mme. W. Krell – em um grupo de Bordeuax (França). A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de Dezembro, do ano de 1873, ditada pela suave Cáritas, de quem são, ainda, as comunicações: “Como servir a religião espiritual” e “A esmola espiritual”.

Todas as mensagens que Mme. W. Krell psicografava em transe, e, que chegaram até nós, encontram-se no livro Rayonnements de La vie Spirituelle, publicado em Maio de 1875 em Bordeaux, inclusive, o próprio texto em francês (como foi transmitido) da Prece de Cáritas.

Convite à Gratidão

26 – CONVITE À GRATIDÃO

“Bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos insultam.”

(Lucas: capítulo 6º, versículo 28.)

Por temperamento te retrais em muitas circunstâncias, quando deverias e poderias exteriorizar os sentimentos que portas.

Supões que todos marcham guindados à alegria, tão jubilosos se manifestam, que evitas traduzir os tesouros da boa palavra e da gentileza que se vão enferrujando por desuso nos cofres do teu coração.

Recebes dádivas, fruis oportunidades, recolhes bênçãos, acumulas favores, arrolas benefícios e somente uma formal expressão já desgastada de reconhecimento te escapa dos lábios.

Justificas-te no pressuposto de que retribuíste com a necessária remuneração, nada mais podendo ou devendo fazer.

Não há, porém, moeda que recompense uma noite de assistência carinhosa à cabeceira do leito de um enfermo.

É sempre pálido o pagamento material, passado o sacrifício de quem se nos dedicou em forças e carinho.

Mas o gesto de ternura, a palavra cálida, a atenção gentil, o sorriso expressivo de afeto espontâneo são valores-gratidão que não nos cabe

desconsiderar ou esquecer.

Em muitos profissionais deste ou daquele mister esfria-se a dedicação, substituída por uma cortesia estudada e sem vida, em consequência da ingratidão constante dos beneficiários das suas mãos e das suas atenções.

Acostumaram-se a ver no cliente de tal ou qual procedência apenas um outro a mais e se desvincularam afetivamente, por não receberem o calor humano do sentimento da gratidão.

Gratidão, como amor, é também dever que não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece.

A pétala de rosa espalhando perfume ignora a emoção e a alegria que propicia.

Doa a tua expressão de reconhecimento junto aos que se tornaram frios e o teu amor aquece-los-á.

Batendo-se-lhes às portas da afetividade, por gratidão, elas se abrirão para que a paz que ofereças reine em derredor deles e de ti mesmo, porquanto a regra excelsa é bendizer até aqueles que nos maldizem, orando por quantos nos insultam.

Convites da Vida. Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis

Lazer e entretenimento

Lazer e entretenimento

         Você já observou quantas alternativas de entretenimento são oferecidas nos dias de hoje?

São tantas as possibilidades que às vezes fica difícil a escolha.

Todavia, se é verdade que a oferta é grande, não é menos verdade que nem sempre o entretenimento atinge os objetivos a que se propõe.

O entretenimento tem por objetivo divertir, trazer bem-estar, alegria, descontração.

No entanto, há que se perguntar porque as pessoas vão a esses locais de diversão e se drogam, se embebedam, se tornam violentas, perdem o juízo, o bom senso.

É de se perguntar porque as cidades litorâneas onde muitos passam as férias geralmente se tornam, na “temporada”, estressantes, irritantes, cansativas, sujas, barulhentas.

Será que para se divertir é preciso perder o juízo?

Será válido buscar, em nome do lazer, mecanismos de alienação da realidade, de fugas variadas, de entorpecimento dos sentidos?

O entretenimento deve trazer satisfação, paz íntima, contentamento. E tudo isso só é possível com lucidez, com domínio da razão, com discernimento.

Quando se opta pelo entorpecimento dos sentidos é sinal grave de que algo não está bem e, por mais que se tente fingir diversão, não se consegue essa satisfação.

E, nesse caso, as consequências podem ser ainda mais desastrosas.

O indivíduo sai para se divertir e volta deprimido, insatisfeito, ansioso, quando não cai nas malhas da violência, sempre à espreita dos descuidados…

É importante refletir sobre essas questões que dizem respeito a todos nós.

É preciso refletir sobre os propósitos que nos movem a buscar lazer, divertimento, férias…

É muito comum, em cidades litorâneas, no verão, o trânsito intenso e as buzinas nervosas fazendo parecer que as pessoas estão ali contrariadas, cumprindo uma penalidade.

As crianças, no interior dos veículos, parecem assustadas, e não devem entender como podem suas férias ser tão tumultuadas.

Talvez algumas pessoas não se deem conta de que estão de férias. Que estão lá para obter satisfação, tranquilidade, paz, e não para competir no trânsito, irritando-se e irritando os outros.

Outras desejam levar para esses locais de lazer o seu “barulho particular”, com o qual estão acostumadas.

Falam alto, ouvem música mais alto ainda, como se o mundo fosse feito só para elas, e todas as demais pessoas devam se submeter aos seus gostos e desgostos.

Quando isso acontece, o lazer se converte em perturbação generalizada e causa um efeito totalmente oposto ao esperado.

Por todas essas razões, vale a pena pensar nos propósitos que nos movem a buscar o entretenimento.

E, mais importante, vale lembrar que vivemos num mundo em que precisamos respeitar aqueles que dividem o espaço conosco.

Se não for assim, para que serve o entretenimento?

     Pense nisso!

     Lembre-se que as pessoas que buscam o lazer têm os mesmos direitos que você, e todos têm o dever de contribuir para o bem geral.

Lembre-se, ainda, que o seu direito termina onde começa o direito do outro.

Respeitar esse direito é o mínimo que se espera de uma sociedade civilizada.

Pense nisso, e tenha uma boa diversão!

Equipe de redação do Momento Espírita, sob inspiração de conferência de J. Raul Teixeira, no dia 12/12/2004, no Clube Morgenau, Curitiba-PR.

O Prisioneiro das Ruas – André Luiz Gadelha

O PRISIONEIRO DAS RUAS

Já são altas horas da noite quando forma-se uma fila de irmãos à espera da sopa, do agasalho e da palavra amiga dos membros de uma ONG dedicada ao amparo aos moradores de rua.

Nessa fila, encontra-se Rodrigo, habitante das ruas já há alguns anos, contando com a sorte e a boa vontade das pessoas para conseguir almoçar e jantar.

Vive da coleta de material reciclável, conseguindo algum provimento monetário para sustentar um mísero barraco em comunidade carente. Mas, na maior parte do tempo, vivia nas ruas, chegando a dormir debaixo de pontes e em ruas escondidas, tendo outros irmãos em condição semelhante e os cães vira-latas como companhia.

Não aceitava habitar em abrigos e nem praticava furtos ou qualquer forma de ilegalidade.

Tinha uma existência bastante limitada, mas vivia com um sorriso no rosto, sem queixar-se da sua situação.

“Mas, nas ruas, eu sou livre”, respondia Rodrigo sempre que era questionado a respeito do seu gosto voluntário pela sua condição.

Reportando-nos à época dos senhores feudais, vamos encontrar Nícolas, pobre lavrador e artesão, de cujas mãos saía o seu sustento e que servia para manter o luxo afrontoso do senhor das terras que habitava.

Não mais suportando o silêncio diante de tamanha injustiça, passa a manifestar-se contra o cruel senhor, através de atos de desobediência civil e do despertar que oferecia aos demais agricultores, o que lhe custou a liberdade.

Capturado pelos soldados do senhor feudal, Nícolas foi posto a ferros, permanecendo em cárcere por longos 27 anos, tempo em que não mais viu o sol nascer e onde foi perdendo a sua saúde até a chegada do desencarne.

Depois dessa experiência, Nícolas viveu existências como mercador de especiarias, marujo de navegações transoceânicas, caixeiro viajante e outras tantas atividades, sempre contando com a liberdade como companheira.

Hoje, como Rodrigo, não diferente dos últimos pretéritos, Nícolas dedica-se à contemplação à liberdade.

Não interessava conforto, fartura ou fixação. Estabilidade era vocábulo desconhecido por este irmão.

Afinal, 27 anos de cárcere total e cruel são motivos mais que suficientes para se valorizar a liberdade.

Que Jesus continue nos abençoando

Rio de Janeiro, 30 de Março de 2017

Jesus

“Com o nascimento de Jesus, há como que uma comunhão direta do Céu com a Terra.

Estranhas e admiráveis revelações perfumam as almas e o Enviado oferece aos seres humanos toda a grandeza do seu amor, da sua sabedoria e da sua misericórdia.

Aos corações abre-se nova torrente de esperanças e a Humanidade, na Manjedoura, no Tabor e no Calvário, sente as manifestações da vida celeste, sublime em sua gloriosa espiritualidade.

Com o tesouro dos seus exemplos e das suas palavras, deixa o Mestre entre os homens a sua Boa Nova.

O Evangelho do Cristo é o transunto (modelo, imagem ou retrato fiel, semelhança, reflexo) de todas as filosofias que procuram aprimorar o espírito, norteando-lhe a vida e as aspirações.

Jesus foi a manifestação do amor de Deus, a personificação de sua Bondade Infinita”.

Emmanuel & Chico Xavier. Livro: Antologia Mediúnica do Natal. Lição nº 66. Lição: Jesus.

Atrás do Trio Elétrico, Também Vai Quem Já Morreu – Revista Visão Espírita

NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA ? CARNAVAL


ATRÁS DE UM TRIO ELÉTRICO, TAMBÉM VAI QUEM JÁ MORREU !

Nas explicações de Emmanuel, o Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos.


Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval.
Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios.


Além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis.
Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu… não quero saber se o diabo nasceu foi na bai, foi na Bahia…
Se antes de compor sua famosa canção o filho de Dona Canô tivesse conhecido o livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ditado ao médium Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, talvez fizesse uma letra diferente e, sensível como o poeta que é,


Cuidaria de exortar os foliões “pipoca” e aqueles que engrossam os blocos a cada ano contra os excessos de toda ordem.


Mas como o tempo é o senhor de todo entendimento, hoje Caetano é um dos muitos artistas que pregam a paz no Carnaval, denunciando, do alto do trio elétrico, as manifestações de violência que consegue flagrar na multidão.


No livro citado, Manoel Philomeno, que quando encarnado desempenhou atividades médicas e espiritistas em Salvador, relata episódios protagonizados pelo venerando Espírito Bezerra de Menezes, na condução de equipes socorristas junto a encarnados em desequilíbrios.


Philomeno registra, dentre outros pontos de relevante interesse, o encontro com um certo sambista desencarnado, o qual não é difícil identificar como Noel Rosa, o poeta do bairro boêmio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, muito a propósito, integrava uma dessas equipes socorristas encarregadas de prestar atendimento espiritual durante os dias de Carnaval.


Interessado em colher informações para a aprendizagem própria (e nossa também!), Philomeno inquiriu Noel sobre como este conciliava sua anterior condição de “sambista vinculado às ações do Carnaval com a atual, longe do bulício festivo, em trabalhos de socorro ao próximo”.


Com tranquilidade, o autor de “Camisa listrada” respondeu que em suas canções traduzia as dores e aspirações do povo, relatando os dramas, angústias e tragédias amorosas do submundo carioca, mas compreendeu seu fracasso ao desencarnar, despertando “sob maior soma de amarguras, com fortes vinculações aos ambientes sórdidos, pelos quais transitara em largas aflições”.


No entanto, a obra musical de Noel Rosa cativara tantos corações que os bons sentimentos despertados nas pessoas atuaram em seu favor no plano espiritual:


“Embora eu não fosse um herói, nem mesmo um homem que se desincumbira corretamente do dever, minha memória gerou simpatias e a mensagem das músicas provocou amizades, graças a cujo recurso fui alcançado pela Misericórdia Divina, que me recambiou para outros sítios de tratamento e renovação, onde despertei para realidades novas”.


Como acontece com todo espírito calceta que por fim se rende aos imperativos das sábias leis, Noel conseguiu, pois, descobrir:


“Que é sempre tempo de recomeçar e de agir”…


E assim ele iniciou a composição de novos sambas:


“Ao compasso do bem, com as melodias da esperança e os ritmos da paz, numa Vila de amor infinito…”.
Entre os anos 60 e 70, Noel Rosa integrava a plêiade de espíritos que ditaram ao médium, jornalista e escritor espírita Jorge Rizzini a série de composições que resultou em dois discos e apresentações em festivais de músicas mediúnicas em São Paulo.


O entendimento do Poeta da Vila quanto às ebulições momescas, é claro, também mudou:
“O Carnaval para mim, é passado de dor e a caridade hoje, é-me festa de todo, dia, qual primavera que surge após inverno demorado, sombrio”.


A carne nada vale:


"O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento".
Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra.


Em seu lugar, então, predominarão:
A alegria pura…
A jovialidade,
A satisfação,
0 júbilo real.


… Com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade.


A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia:
"Na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana".


Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta:


▬ O de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem:
Das orgias,
Dos desvarios,
Dos excessos, em suma,
Aos falsos deuses do vinho.


Bezerra cita os estudiosos do comportamento e da psique da atualidade:


“Sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira silaba de cada palavra compõe o verbete carnaval”.


Assim, em cinco ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes.
Está no materialismo, que vê o corpo, a matéria, como inicio e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento.
Esse comportamento afeta inclusive aqueles que se dizem religiosos, mas não têm, em verdade, a necessária compreensão da vida espiritual, deixando-se também enlouquecer uma vez por ano.


Processo de loucura e obsessão:
"As pessoas que se animam para a festa carnavalesca e fazem preparativos organizando fantasias e demais apetrechos para o que consideram um simples e sadio aproveitamento das alegrias e dos prazeres da vida, não imaginam que, muitas vezes, estão sendo inspiradas por entidades vinculadas às sombras".


Tais espíritos, como informa Manoel Philomeno, buscam vitimas em potencial:
“Para alijá-las do equilíbrio, dando inicio a processos nefandos de obsessões demoradas”.


Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.
Esse processo sutil de aliciamento esclarece o autor espiritual, dá-se durante o sono, quando os encarnados, desprendidos parcialmente do corpo físico, fazem incursões às regiões de baixo teor vibratório, próprias das entidades vinculadas às tramas de desespero e loucura.


Os homens que assim procedem não o fazem simplesmente atendendo aos apelos magnéticos que atrai os espíritos desequilibrados e desses seres…


Mas porque a eles se ligam pelo pensamento:
“Em razão das preferências que acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo”.


Ou seja, as tendências de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são o imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do desequilíbrio, o qual, em suma, não existiria se os homens se mantivessem no firme propósito de educar as paixões instintivas que os animalizam.


Há dois mil anos. Tal situação não difere muito dos episódios de possessão demoníaca aos quais o Mestre Jesus era chamado a atender, promovendo as curas “milagrosas” de que se ocupam os evangelhos.


Atualmente, temos, graças ao Espiritismo, a explicação das causas e consequências desses fatos, desde que Allan Kardec fora convocado à tarefa de codificar a Doutrina dos Espíritos.


Conforme configurado na primeira obra da Codificação – O Livro dos Espíritos, estamos, na Terra, quase que sob a direção das entidades invisíveis.


Pergunta o Codificador
“Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?”.
a influência é maior do que credes porque, frequentemente, são eles que vos dirigem”.


Pode parecer assustador, ainda mais que se se tem os espíritos ainda inferiorizados à conta de demônios.


Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando, como já dito, sintonizamos na mesma frequência de pensamento…


… Também obtemos, pelo mesmo processo, o concurso dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus.


Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada.


Esta última é a característica de espíritos como Bezerra de Menezes, que em sua última encarnação fora alcunhado de:
“O médico dos pobres”.
E hoje é reverenciado no meio espírita como:
“O apóstolo da caridade no Brasil”.


Fonte:
Revista Visão Espírita

Livramentos – Vivian Chagas

LIVRAMENTOS

A cada dia, quando nos deslocamos pelas ruas com nossos diversos trajetos, nos deparamos com diversos perigos: acidentes, assaltos, sustos e etc.

Com tudo isso à nossa volta, mais constatamos a presença de Deus em nossas vidas, nos livrando de diversos males e aflições presentes nas ruas.

Quando chegamos em nossos lares, felizes por termos tido tantos livramentos, será que agradecemos por ter chegado em segurança? Será que lembramos que o Nosso Pai Celestial nos amparou e nos guardou de todo o mal?

Se não te lembras de agradecer, pois estás cansado e ansioso por banhar-te e repousar, lembra-te que o Pai não descansa!!

Então, ao entrar em seu lar, agradeça mentalmente ao pai por ter te guardado e permitido que chegaste em casa são e salvo!

Que Jesus sempre nos proteja!

SIMPLICIDADE

SIMPLICIDADE

Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Seara de Fé. Lição nº 27. Página 94.

Era ele tão simples que nasceu sem a proteção das paredes domésticas.

Não encontrou senão alguns homens iletrados e rudes que lhe apoiaram o trabalho na construção da obra imensa.

Ensinava as revelações do Céu, nas praias e nos campos, quando não estivesse em casas e barcos emprestados.

Conversou com mulheres anônimas e algumas crianças esquecidas.

Todos os infelizes se lhe fizeram a grande família.

Valorizava a amizade, com tal devotamento, que chorou por um amigo morto.

Alimentou os que tinham fome.

Restaurou os doentes e defendeu todos aqueles que se vissem humilhados pela injustiça.

Aconselhou o respeito para com as autoridades do mundo e a obediência perante as Leis de Deus.

Pregou sempre o amor e a concórdia, a solidariedade e o perdão, a paciência e a alegria.

Mas, porque se abstivesse de partilhar o carro das vantagens terrestres, foi conduzido à cruz e a morte dele passou como sendo a de um malfeitor.

Entretanto, desde o extremo sacrifício, transformou-se no símbolo de paz e renovação para o mundo inteiro.

Esse herói da simplicidade tem o nome de Jesus Cristo.

Seu poder cresce com os séculos e a sua mensagem, ainda hoje quanto sempre, é a Esperança dos Povos e a Luz das Nações.