Mistura de Sentimentos – André Luiz Gadelha

MISTURA DE SENTIMENTOS

Chegava ao fim mais uma tarde de aprendizado do grupo de médiuns da Casa Espírita Nosso Pai, quando o seu presidente, Welington, toma a palavra, dirigindo-se a Haílton, o médium mais ostensivo da instituição:

– Haílton, está tudo bem? Não pude deixar de notar que o irmão esteve inquieto por todo o estudo de hoje. Há algo que deseja nos trazer?

Haílton, responde:

– Tem um irmão querendo falar desde que o Antônio chegou. Parece que esse irmão veio junto com ele.

Antônio era o mais novo dos irmãos constantes do grupo mediúnico da casa, ainda tendo muito o que aprender sobre os fenômenos existentes entre a terra e o céu. Acontece que, na manhã desse mesmo dia, tinha levado a esposa a um cemitério para visitar o túmulo de seu pai e, na ocasião, ao fazer uma prece, resolveu estendê-la a todos os irmãos que talvez estivessem presentes ali. Assim sendo, Antônio, ao ir ao centro espírita, não foi só.

Outros médiuns relataram estarem sentindo sensações nunca sentidas nos trabalhos dos sábados, colaborando com o relato de Haílton que teve a permissão do irmão Welington para deixar que o irmão invisível falasse.

A partir daí, tem-se um diálogo entre o presidente da casa e o irmão representante do grupo que ali estava:

– Gente, obrigado por deixar que eu fale. – inicia o irmão.

– Seja bem vindo meu irmão. Que Jesus esteja convosco. O que o traz aqui? Em que podemos ser úteis a ti? – Prossegue Welington.

O irmão, então, se explica:

– Viemos acompanhando um dos irmãos que estuda com vocês. Hoje, ele esteve no cemitério onde estávamos e nos chamou a atenção o que ele disse sobre não ficarmos ali, pois não era o nosso lar. Não era o lugar onde deveríamos estar. Falou que somos livres por estarmos fora do corpo e que a nossa liberdade não era para ser desperdiçada naquele lugar. Disse que o cemitério é tão somente o lugar onde devolvemos o nosso corpo à natureza. Como espíritos livres, não merecíamos estar ali.

As palavras dele nos tocaram e algo nos disse que deveríamos acompanhá-lo. Então, como não houve impedimento algum, acompanhamos.

Somos muitos, com os mais diversos sentimentos. Tem gente abandonada pela família. Tem gente se arrastando de remorsos. Tem gente magoada demais. Tem gente que nem sabe que morreu. Mas, uma coisa há de comum: desejamos saber onde deveríamos estar, já que não era ali.

Welington, então, esclarece:

– Querido irmão. Realmente tudo o que o nosso irmão falou a vocês através da prece é verdade. Tenho a certeza de que vocês possuem muitas dúvidas a respeito de muita coisa. Mas, vocês, aqui, estão no lugar certo. Provavelmente, vocês devem estar cercados de espíritos iluminados, correto?

– Sim. Estão a nos observar com carinho no olhar. O que eles querem? – Pergunta o irmão.

Welington, responde:

– Eles são os mentores da casa e estão diante de vocês para ajuda-los, levando-os a colônias onde serão bem recebidos e cuidados em suas mais diversas feridas e dúvidas. Eles, tal como nós, estamos aqui para auxiliar vocês, livrando-os de toda e qualquer incerteza. Mas, precisamos que vocês deixem ajuda-los.

O irmão termina:

– Tudo bem. Iremos acompanha–los. Obrigado pelo carinho de vocês.

Fazendo-se silêncio, a incorporação se encerra e toda aquela mistura de sentimentos e sensações tem termo.

Welington pergunta se todos estão bem e faz a prece de encerramento dos propósitos.

Que Jesus nos abençoe.

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