Convite á fraternidade

25 – CONVITE À FRATERNIDADE

“Ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo do médio,

mas no velador.”

(Mateus: capítulo 5º, versículo 15.)

Abençoado pela oportunidade de progredir em regime de liberdade relativa, no corpo que te serve de esteio para a evolução, considera a situação dos que foram colhidos pelas malhas da criminalidade e expungem em regime carcerário os erros, à margem da sociedade, a benefício deles mesmos e da comunidade.

Visitá-los constitui dever impostergável.

Não é necessário que sindiques as razões que os retêm entre as grades ou no campo aberto das colônias agrícolas correcionais ou que te inquietes em face aos dramas que os sobrecarregam.

Há sim, alguns que são criminosos impenitentes, reincidentes, sem coração… Doentes, portanto, psicopatas infelizes ou obsidiados atormentados, sem dúvida…

Outros, no entanto…

Mães que não suportaram os incessantes maus-tratos de companheiros degenerados;

Irmãos avassalados pelo que consideravam injustiças terríveis e não tiveram energias para superar o momento crítico;

Operários espezinhados que não dispunham de forças para vencer a crise;

Patrões ludibriados que tomaram a justiça nas mãos;

Jovens viciados por este ou aquele fator desequilibrante, que agiram atados sob a constrição de drogas ou paixões;

Homens e mulheres probos que foram surpreendidos pela infelicidade num momento de fraqueza;

Adolescentes ou anciãos que foram levados ao furto pela fome.

Quantas crianças, também, em Reformatórios, Escolas corretivas, porque não tiveram um pouco de carinho e desde cedo somente receberam reproche e desprezo social!

Podes fazer algo.

Tens muito para dar, especialmente no que diz respeito a valores morais e espirituais.

Confraterniza com eles e acende nas suas almas a flama do ideal imortalista, para que encontrem mesmo aí onde sofrem um norte que lhes constitua bússola e rota na imensa noite do desespero que sempre irrompe nas celas em que se demoram enjaulados por fora ou encarcerados por dentro.

Constatarás que ajudá-los é ajudar-se e ser fraterno para com eles é libertar-se de várias constrições que te inquietam, pondo a luz da tua fé no velador da fraternidade.

FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis.

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