SILÊNCIO

Silêncio

 

O silêncio nos fala com profundidade indescritível por palavras. Somos hoje, na terra, homens falantes, gritantes, cada qual querendo, de qualquer maneira que nossos pontos de vista vençam.

 

Felizes seremos, se ouvirmos a todos e processarmos o que ouvimos em um ato genuíno de reflexão salutar.

 

Felizes somos hoje se em rotina diária conseguimos, por alguns momentos, entregarmos à prática do silêncio interior, para entendermos o que somos, o que fomos e o teor de nossas atitudes diuturnas.

 

Calemo-nos diante do mal fazer alheio, pedindo ao Pai, sentinela atento às nossas necessidades, o discernimento antes para nós, para que tal análise jamais seja-nos óbice para amá-lo.

 

O silêncio hoje é janela aberta às mais nobres aspirações.

 

Silêncio verdadeiro é aquele que cura feridas e se dilue nas águas amorosas da boa vontade e do esquecimento.

 

Entretanto, não confundamos silêncio com omissão. Ser silencioso não é ser permissivo ou casuístico. O silêncio dever ser construtivo e pacífico. Mas, na necessidade de nossa atitude verbal, a palavra límpida de, justa e cristalina, deve ser colocada claramente.

 

O exemplo do Cristo é uma meta para nós. Quando julgado, dado o conhecimento da sua missão, em qualquer momento altercou, discutiu, debateu. Apenas entregou-se, em silêncio, à imolação por nós.

 

Mas, jamais podemos esquecer que o mesmo Cristo jamais transigiu em assuntos que envolviam a justiça do homem do seu tempo. Para bem lembrarmo-nos em nossos corações, sem discutirmos aqui aspectos estéticos e mórficos, podemos lembrar, aqui,  a passagem da mulher adúltera que ia ser apedrejada e a expulsão dos vendilhões do templo, ou seja, como missionário a nos salvar, ele entregou-se efetivamente à Deus para nos evoluir em nossa marcha ascensional ao Pai. Mas como homem, soube usar a palavra como mediadora da justiça para o próprio homem.

 

Assim devemos usar o silêncio com equilíbrio, sem esquecer de colocarmo-nos em nossas posturas, quando necessário, sem medo ou qualquer receio. Nem devemos ser misantropos de nosso tempo, nem palradores a convulsionar ainda mais a terra.

 

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. (André Luiz, Nas conversações, Capítulo 9, Agenda Cristã, Psicografia de Chico Xavier.)

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2 comentários sobre “SILÊNCIO

  1. Gostei muito desta mensagem. É um grande alerta. E não é nada fácil silenciar nas horas certas. Somos mais do tipo discutidores, queremos sempre dominar. Esquecemos que a palavra sábia ajuda muito mas o silêncio na hora adequada é de ouro.

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