SEGREDOS

Segredos

 

O presente dado em segredo aplaca a ira, e a dádiva no regaço põe fim à maior indignação. Provébios 21:14

 

O segredo pressupõe que saibamos a importância da palavras certas quando o alvo são corações, como os nossos, em carência profunda. Todo segredo locupletado de sua essência, ou seja, o silêncio catártico, é joguete nas mãos da ilusão que envolve nossa consciência. Receber um segredo em nossas mãos é olhar, sem ver, ouvir e calar-se, perante as aleivosias da tentação do chicotear da língua . O segredo colocado em nossas mãos por alguém que necessita desafogar o espírito e, malbaratado pela nossa inconsciência,  pode, sob nossa responsabilidade, lançar o ser, de vez, nos vales da dor e da desesperação. Sempre é prudente que rejeitemos um segredo alheio se nossa sanha ímpia mental resvalar nas teias da maldade para com nosso próximo, pelo que devemos refletir sempre sobre as palavras sábias de Jó capítulo 31, versículo 27, quando nos relata: E o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão.

 

Vivemos em uma sociedade em que pouco nos comunicamos efetivamente; poucos são os grupos que se encontram, em encontro alma a alma, sem as conjecturas do físico. Sem generalizarmos, ocorrem, se muito, encontros entre seres com intuítos questionáveis, lembrando nossos priscos labores como alcoviteiros de plantão; assim nada mais natural nossa vinculação natural às dores de nossa própria língua quando deveríamos ser sacrário bendito da dor de quem sofre. A preocupação com nossa infidelidade é tamanha que até moisés nos deixou alerta inesquecível em Êxodo capítulo 21, versículo 14: Mas se alguém agir premeditadamente contra o seus próximo, matando-o à traição, tirá-lo-ás do meu altar, para que morra.

 

Quem tem segredos que não lhe diga respeito põe-se como escravo das ilusões alhures, incurso na Lei da dor. Um segredo pressupõe discrição no que, a rigor, somos falhos. De fato, alguns fatos devem ser segredados. O que não é correto é fazer-se depositário fiel de dores alteras e, lançar-lhas ao vento à primeira parapraxia, provocada ou não, que nos aporta o ser. E não digam que “comigo não acontece” , de vez que todos, absolutamente todos, materialmente ou não, estamos vinculados à terra, hospital bendito a nos adequar mente, coração e espírito.  Nossa incapacidade de suportar as emoções é tão profunda que está prevista em Salmos capítulo 69, versículo 26: Pois perseguem àquele a quem feriste, e conversam sobre a dor daqueles as chagaste.

 

Outras vertentes do segredo são os segredosmal guardados, os segredos delatado por outrens, e os mistérios, fatos significantes de alguns dos mais escabrosos cilícios para a humanidade, já tão doente de valores morais concretos, mormente de veio religioso. Opta-se, no mundo, ainda, pela exteriorização de certas ocorrências ínsitas nas LeisNaturais da Terra, criando vincos profundos em ppodesnecessário do obliterar o progresso humano. Poderíamos citar inúmeros exemplos, mas é-nos lícito, em penhor da caridade, que nós mesmos em priscas romagens pela terra, fomos incitadores da discórdia, quando deveríamos proteger iguais, mas o vil metal libertava nossa matrava maldita, e fazía-nos a um só tempo escravos de nossa consciência e escravizadores de mentes e corpos, corpos estes que se tornaram dolorosos esqueletos a nos perseguirem em nossos pesadelos da ilusão, qual marreta em nossas mentes dizendo, como em Lamentações, capítulo 5, versículo 8:Servos dominam sobre nós; ninguém há que nos livre da sua mão.

 

Não podemos esquecer de nossas próprias atuais existências. São frutos de várias ocorrências em que existem destaques, mas a língua é protagonista inefável. Até certo tempo atrás vivíamos pouco ou por sermos “línguas soltas” ou por “línguas soltas” dos outros. Éramos e, ainda somos crianças, não obstante já sermos cientes, no hoje, das realidades que nos cercam. Assim só podemos esperar hoje a laicização do saber, para que saiamos da, ainda, noite das trevas, na qual nos colocaram preceptores infelizes que  tentaram nos obstruir a luz do coração, em nome de mistérios sofismáticos. Não podemos esquecer o que nos diz magistralmente o Livro Salmos em seu capítulo 55, versículo 9, quando nos diz:Despedaça, Senhor, e divide as suas línguas, pois tenho visto violência e contenda na cidade.

 

Doe-nos os corações, quando ainda ouvimos e vemos que vigem mistérios religiosos milenares. É essencial, nos dias de hoje, que a Teologia, em suas mais diversas vertentes, caminhe conjuntamente com a ciência e o valores humanos e, que os homens, lídimos representantes da fé, lembrem-se que o progresso é inexorável, sem necessidade de verterem esforços para esconderem a luz, sob a égide do dogma putrescível. Nós, independente de nossa profissão de fé, devemos ser a luz para aqueles que vem-nos com exemplo, não vendas a obstruir-lhes as passadas. O sol brilha para todos, Jesus deve brilhar também, pelo que devemos, sempre, lembrar o que nos diz o convertido de Damasco em sua 1ª. Carta ao Contíntios, capítulo 13, versículo 8, quando diz que pelo mestre O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá.

 

Não podemos esquecer, de maneira alguma, a “verdade piedosa” ou o “segredo piedoso”, aquela que é dita em sua generalidade, mas não em sua plenitude, para preservação dos seres envolvidos. Neste sentido encontramo-nos em em encruzilhada, onde o ethos cobra-nos a verdade e a linearidade do pensar, se as convenções emotivas, ou seja, sermos práticos, sem considerarmos o amor e a caridade; de outro lado sermos, às vezes, omissos, alavancando a caridade em nossa defesa, mas não podendo ser mentirosos, ato o qual nos insere na Lei, ou seja sermos caridosos às avessas; omitir verdades naturais do outro, fazendo de algo natural, pista feérica a lhes catapultar a interpretações errôneas, grilhões plenos de sofismas e dor, quando não somos nem caridosos, nem práticos, mas feitores de uma senzala de dor. Para estas circunstacialidades dos encarnados Jesus nos dá a seguinte receita, por Mateus capítulo 5, versículo 37:  Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.

 

A guisa de Reflexão: segredo ou verdade, a qual devemos abraçar ? Somos de pensamento que devemos perguntar a Jesus. Temos a efemiridade do primeiro e a perenidade do segundo. Mas acreditamos que cedo ou tarde a verdade é exposta. Os antigos dizem que “todo segredo tem perna curta”. Diríamos que dado nossa administradora, consciência, não existem “pernas para os segredos”. O que se secreta é de natureza algo impedido, untado, muitas vezes de dores inerrarráveis. Jamais pensemos em conquistas na terra, se o preço for a consciência. Pensemos nisto, considerando o que nos lembra as alegorias evangélicas a seguir: Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade.  2 Coríntios 13, Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.  João 10:7 e, Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte. João 8:5.

 

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. (André Luiz, Nas conversações, Capítulo 9, Agenda Cristã, Psicografia de Chico Xavier.)

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