ARTE DE AMAR II

Arte de Amar II

 

Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte. 1 João 3:14

 

Quem somos nós para julgar a dor de quem fica, na partida de alguém que ama, para o mundo da verdade?

 

Considerando a nossa natural ignorância com relação às necessidades catárticas de cada um, ousamos, de uma maneira genérica,  refletir em alguns pontos sobre como devemos tratar os desencarnados. Talvez alguma coisa tenha sido falado, mas pedimos licença para relembrar-nos:

 

O amar significa ver o velório como um momento de redescoberta de quem desencarna: Normalmente, independente da religião, o desencarnado, em um primeiro momento,  não entende que deixou o casulo físico. As primeiras horas seguintes ao desencarne são de suma importância para quem parte. É postura de amor em relação a quem parte, entender suas necessidades, libertando-lhes do liames perniciosos do apego, o que não quer dizer que a lágrima seja proibida, de vez que a lágrima sincera é hino de amor. Os momentos iniciais são, por si, complexos e confusos, momento que nos pede discrição até mesmo no amor.

 

O amar é ver o velório como um momento de reflexão: o desencarnado não precisa de nossa língua, mas de nossa  prece. Com tristeza vemos os velórios como shows intermináveis de anedotas e casos desnecessários, envolvendo ou não o desencarnado. Ora, prova de amizade maior neste momento é que os amigos e familiares, sejam empáticos à dor de quem parte, acolhendo a família com afeto e amor, sem mostrar seus lados áridos da alma. À parte a amizade que lhe devotem, se é de intenção de fazer do velório anedotário infeliz,  sugerimos que o ser demonstre apreço e amor, permanecendo em casa, de vez que,  talvez, em seu lar, existam aprendizados necessários à sua existência tão inseridas nas valas da indiferença humana.

 

Ama quem não faz do velório do ser amado uma festa:  cemitério, especialmente as capelas, não são restaurantes, fumódromos ou local de uso de químicos desestabilizantes. Espíritos vigilantes protegem, à mercê do mérito do desencarnado, os velórios, mais especificamente, quem parte. O uso de comida, bebida e demais químicos é um desrespeito não só ao recém-desencarnado, mas também para todos aqueles que já não possuem órgãos sensórios físicos, ou que se vincularam aos excessos em vidas pregressas.  Mais difícil que manter o equilíbrio de um recém-desencarnado, é reequilibrá-lo e mantê-lo em equilíbrio, ante recursos alimentícios e viciantes, nos primeiros momentos da vida da verdade. Quem esteja com fome ou deseje se dopar que fique em casa, de vez que uma simples inconseqüência ingestiva,  em campo santo, além de causar mal estar para o desencarnado, aproxima de quem comete o deslize entidades lhe farão companhia em caráter obsessório.  Outro fator recorrente em velórios é o descuido, independente de gênero, com as vestimentas dos encarnados. Ora, o excesso e a falta de metragem no vestuário, criam ondas anacrônicas no velório. É um momento de dor, não desfile de modas. O ser feminino  com peças mínimas ou com posturas gestuais desnecessárias são um chamativo para pensamentos lascivos alteros, aproximando do local entidades vinculadas aos aspectos hedônicos do existir.

 

Ama quem respeita os direitos e os desejos do desencarnados: no desencarne o desejo do desencarnado tem que ser respeitado. Se o corpo do desencarnado ao estado pertence, o espírito tem seus direitos inalienáveis e, que em penhor de amor, respeito e fraternidade. Tudo que o desencarnado solicitar deverá ser respeitado. Detalhes a parte – flores, idumentárias, urna – alguns ítens nos chamam atenção, pelo absurdo, daqueles por quem julgam ser amados: se alguém quer ser enterrado com sapatos, que deixemos e, principalmente verifiquemos se estão, na urna, com eles. Se o desencarnado que música no velório, que tenha a música e, e momento algum deverá ser tirada. O encarnados podem se retirar do ambiente, o desencarnados só que paz. Se o desencarnado não desejar velório, respeitados os aspectos legais, não faça velório. Se o desencarnado não desejar flores, não ponham. Se for espírita, católico, protestante, evangélico, judeu, indu, budista, façamos suas exéquias conforme a fé conforme a fé que abraçou em vida. Se for ateu, não enalteça nem valor religioso. Ou seja, no desencarne, os desejos que valem são os do desencarnado. Cada ente da família poderá ter seus direitos respeitados quando seu próprio decesso.

 

Pensemos com coerência: pelo que saibamos ninguém fica para semente. Assim todos seremos defuntos, cedo ou tarde. Procuremos amar para que sejamos em nosso desencarne amados. Não sejamos indiferentes, nem exagerados. Sosseguemos nossos coraçoes, nosso linguajar. Plantemos simpatias à nossa volta e, é de bom alvitre que deixemos nossos desejos por escrito, de maneira tal que, não tenhamos desconforto ao desencarnar. A reencarnação é, por si mesma, experiência complexa pelo que, parafraseando do ditado mundano mulher prevenida vale por duas, completamos dizendo que o encarnado prevenido vale por inúmeros seres que ficam-lhe à retaguarda querendo impor suas vontades.

 

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. (André Luiz, Nas conversações, Capítulo 9, Agenda Cristã, Psicografia de Chico Xavier.)

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