BORRASCAS ÍNTIMAS

Borrascas Íntimas

 

Como passa a tempestade, assim desaparece o perverso, mas o justo tem fundamento perpétuo. Provérbios 10:25

 

Normalmente as borrascas da alma nos pegam nos momentos mais complexos de nossa vida.

 

Nunca nos preparamos para os dilúvios existenciais, como nos preparamos para os júbilos íntimos.

 

Cada momento de nossa vida se-nos passa ao olhar atônito ante a expectativa da destruição.

 

E são nestes momentos que situações íntimas, liberam de nós monstros supostamente dominados, quais dragões a deglutir nossas entranhas.

 

Estamos sempre preparados para as tempestades fora de nós, colocando-nos muitas vezes na posição de intocáveis.

 

Quais púberes inscientes, normalmente nós metemos os pés pelas mãos, pensamos menos que falamos, destruímos mais com construímos.

 

Não estamos em um planeta de facilidades, mas de realidades e, as nossas serão proporcionais à nossa capacidade de sobreviver às vagas destruidoras de nossos sonhos.

 

Até que o alçapão se nos abra aos pés, temos a ilusão que o mundo conspira a nosso favor e, nossa certeza é tanta que não procuramos estudar o meio que nos cerca.

 

Pensamos, nestes momentos, quão cruéis os outros são para nós, mas nem de longe buscamos destroçar a crueldade em nós.

 

Não concordamos com pontos de vista aqui ou acolá, mas nos esquecemos de que não somos unanimidade.

 

De fato, temos que sofrer, mas ninguém quer a perda, a dor, a lágrima e o abandono.

 

E de nada adianta procurar a justiça, considerando que embora o orbe seja o mesmo, os valores da alma são mais ou menos viciados conforme nossas próprias concepções.

 

Certeza tenhamos: se o sofrimento de hoje não encontra ressonância no hoje, o ontem nos clama clemência em prol de nossa evolução.

 

É neste ponto, é neste momento, que as dúvidas vergastam nossa alma, mostrando as nossas próprias feridas, aos nossos pares, de maneira inquestionável.

 

É justo considerar e entender que a grande escola da vida, sempre nos cobrará alguma disciplina na qual fomos reprovados, posto a perfeição na terra é impossível. Sempre estamos a débito.

 

Considerando assim as questões que nos movem, é justo prepararmos para a queda. Decorre que o nosso apego a andores é lamentável. As dores vêm exatamente para reduzir ao pó qualquer presunção distorcida.

 

E quando ocorrem tais fatos lamentáveis, temos na sequencia momentos de decepção, da “Síndrome do Coitadinho”, seguidos de momentos de tristeza, de perplexidade, de Revolta, de despertar, de introspecção, de Calar e, se der tempo, de aprendizado.

 

Tudo isto seria muito simples de fôssemos menos nós mesmos e, olhássemos mais para fora, para o aprendizado que nos aguarda, como agentes ou não do saber.

 

Nada no mundo é pronto; tudo é matéria em construção, de desconstrução, enfim, em transformação. O que hoje se põe como solução pronta, requer possibilidades de mudanças, para que possa, talvez, ficar melhor.

 

Pensemos nas grandes ressacas oceânicas: metaforicamente são grandes adstringências nas entranhas do universo aquífero, removendo o lodo inservível à lamina de água, para a grande transformação da renovação material.

 

Assim é tudo que nos cerca e, que pensamos ter como concreto e pronto. Nosso problema com a posse nos cega sobremaneira a ponto de desprezarmos, por confortável ser, todo ponto de vista que vem de fora. Quando a tempestade da mudança vem, estamos tão presos a atavismos estáticos, que se temos muita força para querelas improdutivas, força ou vontade alguma temos para mudar em nome de uma melhoria.

 

Não pensemos, jamais tão somente em dias solarengos, pois às grandes tempestades que aparentemente trazem destruição e desconforto, nova vida se faz presente com novas possibilidades e nuanças divinas. Pensemos sempre que amanhã não teremos onde encostar a cabeça. Para nós será sempre melhor viver na expectativa dolorosa da incerteza, que na ilusão de que nada mudará.

 

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. (André Luiz, Nas conversações, Capítulo 9, Agenda Cristã, Psicografia de Chico Xavier.)

 

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