LÁGRIMAS

Lágrimas

 

Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Salmos 126:5

 

Muitas vezes as lágrimas não são vertidas pelos olhos físicos, mas ficam represadas no coração como em uma represa sustendo, amiúde, seu esvaziamento para a entrada de qualquer sentimento de felicidade e amor.

 

Há entre nós uma tradição muito antiga que coloca as lágrimas no patamar dos sintomas do desequilíbrio, o que de fato, não ocorre.

 

Nesta vida devemos ver tudo com equilíbrio e parcimônia e pois, do contrário, tornar-nos-emos robôs em atendimento às convenções humanas, psicológicas e religiosas.

 

A lágrima que desafoga o coração permite que glândulas físicas e as contrapartidas espirituais fiquem mais aliviadas, buscando um todo harmônico.

 

Quem represa dor ou angústia não produz corretamente hormônios tais como os vinculados ao bem-estar e à procriação, negando-se o ser o direito de estar receptivo à alegria de viver e dar continuidade à nossa espécie.

 

Lágrimas não são negativas quando visam a reflexão dos valores íntimos – limpeza da casa mental – pois não há como adentrarmos em uma casa se ela está bagunçada.

 

Lágrimas não são fel impalatável quando alguém amado nos precede à grande viagem. Mesmo que isto pareça-nos retórica ufânica, é da Lei que haja a renovação e o progresso alhures.

 

As lágrimas, se nos existem, são úteis. Além disso, ao contrário da crença geral, devemos usá-las. Ninguém morre por verter lágrimas. O que deve ser feito é um auto-estudo para que ela não nos leve a patologias, tais como depressão, estresse, síndrome do pânico, entre outras.

 

Lágrimas são-nos saudáveis se nos nasce um rebento. Aliás, o ser é levado a levado a chorar, logo que nasce, exatamente para auxiliar a limpeza das vias aéreas. Não precisamos dar gargalhadas sempre, conquanto estas sejam ótimos catalisadores hormonais. Devemos procurar, sempre equilibrar nossos sentimentos. Nem túmulos de tristezas, nem alegrias inconsequentes o tempo todo.

 

Discordamos quando irmãos nossos – sem bem que bem-intencionados – dizem: “não chore, pois pode te fazer mal”. A lágrima, como dreno de nossas emoções, é um dos remédios naturais mais fabulosos que Deus nos proveu.

 

Mesmo em momentos de tristeza, maioria dos casos, a lágrima, além de termômetro emocional, é fecunda estrada para redução da pressão psíquica e cardíaca. Como diz nosso inolvidável Chico Xavier: “A única coisa que eu não serei capaz de descrever é a dor de uma mãe na perda de um filho”.  É um fato e vai de encontro a que nos propomos. A dor é tão grande que às vezes só o tempo e muitas lágrimas poderem drenar-lhes as reservas de dor e saudade, convertendo-os em amor incondicional de humanidade.

 

Por fim, lembremos, lembremos-nos da lágrima catártica de Jesus no Monte das Oliveiras, perante a grandeza do testemunho que o esperava, mostrando-nos toda sua humanidade, conquanto na maior parte da vida riu e, principalmente amava.

 

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. (André Luiz, Nas conversações, Capítulo 9, Agenda Cristã, Psicografia de Chico Xavier.)

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