PROSA DAS LÁGRIMAS

Prosa das Lágrimas

 

Há Tempo de chorar (Eclesiastes 3-4)

 

Nós, por excesso de zelo em nossa criação, somos levados a confundir o chorar que alivia, com a lágrima ácida do egoísmo humano:

 

Se um filho nos ofende choramos sem meditar o quanto fomos os cultivadores destas lágrimas em nossos corações. A invigilância nossa é terrível;

 

 Se alguém nos fere em nossos caros anelos, o melindre nos acicata a alma, esquecendo que se há melindre, há orgulho ferido.Ora chorar pela verdade a nós mostrada, de maneira peremptória, é desprezar a oportunização que a vida nos dá de subir um degrau na escala de valores humanos;

 

O companheiro(a) esquece as responsabilidades matrimoniais e choramos, à guisa de desespero, sentido-nos injustiçados, sem sequer darmo-nos  a oportunidade, de verificar, em nós, nossos ciúmes e esquisitices que talvez,nós mesmos não suportássemos;

 

Na perda de um ente querido vemo-nos na eminência no colapso emocional, chorando cântaros, lembrando que o amado, que nos deixa, pode estar abandonando uma cela que o incomodava e, que jamais deixará de nos amar.

 

Chorar não é proibido.Inadequado é ser agente do escândalo. Nossas mazelas são tão profundas, nossa incompreensão da dor é tão funda, que ainda hoje, temos no interior do Brasil, nossas queridas “carpideiras” que recebem para chorar, em velórios.

 

As patologias somato-emocionais encontram raízes profundas em nós mesmos, nas histerias, neurastenias, neuroses profundas, a depressão e as dores do pânico, à guisa de descompassos emocionais.

 

Como chávena com absinto em nossa alma, as lágrimas descontroladas cortam nossa alma, tanto quanto faca afiada corta nosso corpo.

 

Nossos melindres são imensos. O que não quer dizer que devemos nos crucificar além da conta.Nada há de inadequado em chorar por dor legítima, mas mourejar além da conta nas bacias de lágrimas é, no mínimo, contraproducente. Nossa memória ou nossos interesses escusos imensos o fato é que, parte de nossas lágrimas no hoje, tiveram, em nós mesmos, agentes no passado.

 

Consideremos profundamente que estamos no “lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas”. Assim podemos concluir que nada nos baterá ao coração ao acaso. Não existe acaso. Assim, as ocorrências que nos batem à porta, vêm somente quando dermos conta. Assim como a Lei Penal, a Lei da vida é inexorável. Quem planta lágrimas de angustia, colhe dores que a rigor, passaria ao largo daqueles que pautam a conduta pela parcimônia e pela paz de espírito. Não existem filhos ingratos, amigos invejosos, maridos infiéis e mortes desnecessárias, sem merecermos, mas necessidades íntimas a serem trabalhadas.

 

As ocorrências dolorosas em nossa vida existem para que possamos olhar mais adiante e evoluirmos de vez que, lágrimas verdadeiras são ou alívios para a alma ou pleitos de saudade enquanto, outras lágrimas, são os cadafalsos de nossa própria miséria interior, bem distante da riqueza do amor pregado por Jesus.

 

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. (André Luiz, Nas conversações, Capítulo 9, Agenda Cristã, Psicografia de Chico Xavier.)

 

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