PEDRAS

Pedras

 

Da forma como vemos os vários lados da vida, em todos os níveis de existência, não vemos caminhos planos. De fato, as protuberâncias em lombadas são-nos incentivo, sempre, para frente.

 

Ao contrário do que vemos na matéria, não temos, por cá como fugir das nossas pedras, de vez que elas foram espalhadas por nós mesmos em inconsequentes atitudes, em passado improfícuo.

 

Consignar a Deus a existência ou intensidade das pedras que se encontram à nossa volta é incoerente dado que, Deus nos cria qual centelha divina, para que a evoluamos, por meio do trabalho profícuo, no bem. As pedras são por nossa conta.

 

De qualquer maneira, considerando nossa pequenez perante o todo e, considerando o livre-arbítrio, nossa consciência age como motor-motriz a criar necessidades, que nos incitam a usar a inteligência na experienciação na carne, sem necessitarmos de ardis inadequados para “dar um jeitinho”, para alçarmos a luz imortal.

 

Entretanto, em nossa eterna luta entre o Ego, substrato à consolidação da Eu consciente, e deste, nosso espírito, em princípio simples e ignorante, quando começa a agregar à sua volta estrutura provisória e ilusória na qual construímos castelos oníricos indefinidos para nossas necessidades, nos coloca em uma situação existencial de angústia e dor acerba. É que, nossos castelos tornam-se para nós, não mais arcabouço de proteção contra o exterior, mas masmorra improfícua, tumba real, do nosso espírito em ascese.

 

Ora, quando o dipsômano bebe ao extremo, chega um momento em que o fígado deixa de funcionar, os rins deixam de filtram, não existe a liberação das toxinas de nosso organismo, levando à depleção orgânica, o coma e a morte.

 

Nosso espírito, da mesma maneira, pela ação de nossa consciência, planta experiência felizes e infelizes, saturando nosso perispírito, inconsciente espiritual, de emoções, às vezes, inumanas. O perispírito, agindo no corpo físico, informa-lhe das ocorrências; o corpo usufrui o bom e o viciante e, qual autômato, recomanda ao perispírito a experienciação, que em relação sinérgica com a consciência, recomeço o ciclo doentio, mantendo a nossa falsa estrutura divina com vitalidade promíscua à nossa evolução.

 

Esta vitalidade promíscua transmite, aos poucos, ao corpo físico, energia deletéria que cria no corpo depleções em órgãos diversos, levando-nos às raias da campa inexorável. Como o fígado tem função, além das outras, energética, é o órgão primeiro de depleção e, desta forma, os rins deixam de filtram, não existe a liberação das toxinas de nosso organismo, levando à depleção orgânica, o coma e à morte.

 

Importante salientar que em ambos casos, vemos um autocídio inconsciente relativo de vez que, conforme nos assevera Jesus, conhecerás a verdade e ela vos libertará, mas como somos aprendizes pequenos ainda, mesmo de posse de pequena parcela da verdade, as sereias da leviandade e das facilidades, nos fascinam e enfeitiçam, fazendo-nos deixar o ideal para vivenciar plenamente o hedônico.

 

Como castelos efêmeros, com a morte, deixamos em nosso inconsciente as pedras de nossas ilusões que deverão ser alijados, de nós, por nós mesmos de vez que o plantio é livre, mas a coroa da vitória deve ser construída pelo sacrifício (desnecessário de fôssemos menos, Com Cristo mais sendo em nós), às vezes de nossos mais caros ideais, pois ninguém, senão nós mesmos vivenciamos em idas romagens o que nos remente Eclesiastes: Há Tempo de espalhar pedras…

 

Para concluir queremos partilhar uma constatação irrevogável das existências destas pedras do poeta mineiro: No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho, tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento, na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho, tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. (Carlos Drummond de Andrade).

 

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. (André Luiz, Nas conversações, Capítulo 9, Agenda Cristã, Psicografia de Chico Xavier.)

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