Prece Espírita II – Guilherme Frederico Knopak

Numa coluna anterior comentei um entendimento geral do Espiritismo sobre a prece, no que poderia ficar a pergunta: “Qual a utilidade em se fazer prece por terceiros?” Para se entender esta questão é necessário adentrar um pouco na especificidade das teses espíritas.
A prece pode visar possibilidade de comunicação com os espíritos desencarnados, visando deles alguma espécie de auxílio. Entretanto, isso deve ser visto com cuidado, observando dois pontos particulares:
1º O processo de comunicação com os espíritos desencarnados é complexo, sendo que para entendê-lo várias são as causas a serem observadas, atentando que na comunicação o espírito encarnado nunca é passivo e a possibilidade de ser auxiliado será tanto mais eficaz quanto maior for seu merecimento;
2º Os espíritos desencarnados só atuam com função específica, nunca de modo aleatório e sem uma objetividade pontual. Promovem atuações quando estas se enquadram dentro do equilíbrio harmônico dinâmico, sendo que suas capacidades de agir não são frutos de uma natureza “diferenciada”, mas apenas resultantes do conhecimento anteriormente construído e da amplidão com que podem interagir. Com isso, depreende-se que há especialismo entre os espíritos desencarnados, onde melhor pode ajudar aquele que construiu conhecimento em determinado segmento.
Feitas estas considerações pode-se afirmar que a prece, quando feita no momento novo sem repetições vazias e com sentimento, proporciona um ambiente em que facilita o acesso para atuação dos espíritos desencarnados. Estes não conseguem simplesmente agir mediante vontade própria, mas necessitam de uma ponte de comunicação que é o pensamento dos espíritos encarnados.
Muitas vezes pessoas que estão com problemas, de ordem física, moral ou espiritual, não conseguem manter pensamentos equilibrados, o que dificulta a ação dos espíritos desencarnados. Nestes casos a prece por terceiros é válida, uma vez que uma pessoa sinceramente pensando positivamente em outra pode abrir um campo onde a atuação do polissistema espiritual seja possível. Entretanto, a pessoa que esta desequilibrada deve ter merecimento para ser auxiliada. E por merecimento não se deve entender privilégio, mas comportamentos e objetivos previamente construídos em harmonia com o conjunto cósmico. A ação dos espíritos desencarnados se realiza na medida em que o reequilíbrio de determinado encarnado contribui para que possa retomar sua trajetória evolutiva. Quando o desequilíbrio da pessoa é apenas um reflexo de uma desordem interior que irá permanentemente impor desarranjos, o auxílio espiritual parece injustificado.
No caso das preces por terceiros o importante é sempre manter um pensamento sincero e elevado e adequado para o momento, onde as palavras de Gandhi são muito oportunas: “Numa prece, é melhor que haja um coração sem palavras do que palavras sem coração”.

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