Os investimentos da vida

O tempo presente é o melhor para investir em bons sentimentos, amizades sinceras e amor incondicional.   •  Jaime Facioli

 

Na ciência da observação, colhe-se a verdade dos acontecimentos, notadamente a caminhada dos filhos da Providência Divina em direção aos esplendores celestes, única fatalidade que o bom senso acolhe com lógica, porquanto tudo o mais existente na vida tem uma causa e não cai uma folha da árvore se não for pela vontade do Pai que está no Céu.
Assim, nada obstante a linha condutora e o zênite estabelecido pelas criaturas no plano extrafísico para cumprirem o programa adrede traçado, incontáveis acontecimentos ocorrem no jornadear dos candidatos à felicidade na grande viagem pelo planeta Terra, na realização das provas e expiações. No exercício do livre-arbítrio, entre as escolhas que se faz no jornadear da existência transitória encontram-se os investimentos, sejam a curto, a médio ou a longo prazo. Esta é a marca pela qual se reconhece os homens de negócios terrenos, habituados à linguagem dos financistas que mesclam as ações em resultados financeiros, as quedas das bolsas de valores, os títulos cambiais, e a perda ou valorização das moedas.
Tais investimentos, sem contradita, cuidados zelosamente pelos responsáveis e portadores desses valores, são vistos e revistos diariamente, consumindo energia à exaustão dos interessados em sua multiplicação. Incontáveis oportunidades chegam a furtar valiosas horas de sono de seus cuidadores, por conta das oscilações do mercado de ações e as flutuações das moedas, sempre em busca de encher os cofres e as contas bancárias. Bem por isso, não se permitem outras preocupações com os demais valores que engrandecem as criaturas no seu jornadear pelo planeta Terra.
Nada obstante, no outro polo as criaturas estão conscientes de que não existe nada no mundo com uma face solitária, ou no jargão popular, o outro lado da moeda. É indispensável conjecturar sobre os valores e os investimentos a curto, a médio e a longo prazo que realizamos para nossa alma no encontro com a tão desejada paz que propôs o Pastor das almas aos viandantes que buscam a felicidade. Nesse sentir, há que se pensar no investimento da amizade sincera, pois trata-se de título cuja cotação está sempre em alta na bolsa de valores d’alma, e sua cotação não tem sofrido oscilação desde priscas eras, senão para aumentar os proprietários com a elevação moral dos investidores. Em momentos de sofrimento na travessia da vida, sempre é a amizade sincera que se faz presente, oferecendo o ombro amigo, sustentando o estiolamento e oferecendo a taça do amor, repleta de caridade ao acender o fogão sem lume, dar arrimo à dor da viagem inesperada de um familiar no retorno a pátria espiritual.
Crê-se que não há quem não tenha experimentado essas circunstâncias aziagas do mar bravio da existência. Por isso, o amor incondicional, como lecionou o Divino Jardineiro, merece atenção especial de todo bom investidor nos projetos de pacificação da alma, aqueles que se candidatam ao lucro da felicidade, valioso investimento de amor ao próximo. Esse investimento tem similar procedimento com o da bolsa de valores dos amoedados, porque basta um telefonema para dar um “olá”, um “parabéns pelo seu aniversário”, dedicar um pouco do tempo em prol da fraternidade, ou somente ligar o celular para perguntar ao amigo e irmão de jornada: “Como vai?”. Com os lucros obtidos nessa bem-aventurança, imagina-se reinvesti-los no convite a amigos, parentes e familiares para um cafezinho no final da tarde, ou mesmo um jantar onde a reunião tem por objetivo “matar a saudade”.
Oh! meu Deus, quanto não renderá na caderneta de poupança esse investimento de amor. Quanto não renderá também um convite para um teatro, ou a aquisição de um mimo envolvido em papel de festa ofertado a parentes, amigos, ou mesmo àqueles a quem a amizade está enfraquecida.
O rendimento de amor deve sem dúvida gerar dividendos inestimáveis nas bolsas de fraternidade de todo o planeta. Adotar essa postura é insculpir n’alma os bons sentimentos, extravasando carinho e ternura por quem, na ribalta dos acontecimentos, já nos ofertou o ombro para chorar ou para ouvir os “lamentos” no momento de dor, quando não esteve apertando a mão em um momento de solidariedade, sem nada dizer, ao expressar tudo o que a linguagem humana se mostra incapaz de traduzir.
Outro bom investimento é a cultura. Não corre perigo de baixar sua cotação, pois requer a procura de bons livros, tanto os que podem ser emprestados de bibliotecas ou de amigos quanto os que podem ser adquiridos em livrarias. Trata-se de investimento sério de aplicação a longo prazo para serem lidos e relidos, analisados e discutidos com sensatez, enriquecendo o vocabulário e arejando as ideias.
Compõe também uma boa “carteira” de investimentos diversificados, como manda a boa técnica, investir em cursos que aprimorem a expressão na língua pátria e de outros povos, promovendo o crescimento do intelecto. Da mesma sorte, investir na criança, futuro do mundo, é investimento que se inicia no lar, quando aquela que Deus confiou a nossa guarda e educação recebe as primeiras noções do amor e de virtude. Investir nela é encontrar tempo para ouvir o relato das suas conquistas pessoais, das batalhas vencidas, das amizades amealhadas. Colar “figurinhas” no álbum da vida, contar com ela as pedrinhas colhidas no dia, os balões estourados na festa, as velinhas apagadas. Falar sobre a necessidade do amor, da alegria, do trabalho e da paz, e todas as virtudes a serem conquistadas.
Jamais devemos esquecer de ilustrar para os filhos da Divindade a vida como bela, colorida e consentida, mostrando-lhes com otimismo a possibilidade de progresso. Falar-lhes de Deus, da vida, do amor. Sentar-se com eles, nos degraus do tempo, penetrando em seu mundo para inundá-lo de luz.
Oh! meu Deus. Quantas bênçãos e quanta alegria rendem esses investimentos a curto, médio e longo prazo, máxime porque rendem incontáveis bônus nos dias da Terra e no porvir da pátria espiritual, avançando as fronteiras do Espírito onde se colhe as bem-aventuranças da eternidade e do dever retamente cumprido nas Leis de Deus, pois os rendimentos foram colocados onde as traças não corroem e os ladrões não roubam.
Entre os investimentos “top de linha” na carteira de ações do experiente investidor não pode faltar a mais segura e rentável das ações, ou seja, aquela na qual as criaturas colocam a nobreza dos ideais maiores obtidas na questão 621 de O Livro dos Espíritos: a consciência de sua nobre missão no planeta em provas e expiações, ou em outra dicção, aquela que se refere ao Espírito imortal que se encontra pela Terra, somente em ligeira passagem. O melhor tempo para se investir é o tempo presente.

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