ANTE AS CRISES DO MUNDO

ANTE AS CRISES DO MUNDO

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Encontro Marcado. Lição nº 03. Página 19.

TEMA: COMPORTAMENTO INDIVIDUAL PERANTE AS CRISES DA SOCIEDADE HUMANA.

As crises, as dificuldades, os desregramentos do mundo!…

De modo habitual, referimo-nos às provações terrestres, mormente nas épocas de transição, como se nos regozijássemos em ser folha inerte nas convulsões da torrente.

Em verdade, o mundo se encontra em renovação incessante, qual sucede a nós próprios, e, nas horas de transformações essenciais, é compreensível que a Terra pareça uma casa em reforma, temporariamente atormentada pela transposição de linhas e reajustamento de valores tradicionais.

Tudo em reexame, a fim de que se revalidem os recursos autênticos da civilização, escoimados da ganga dos falsos conceitos de progresso, dos quais a vida se despoja para seguir adiante, mais livre e mais simples, conquanto mais responsável e mais culta.

Natural que a existência em si mesma, nessas ocasiões, se nos afigure como sendo um painel torturado de paixões à solta.

Costumamos olvidar, porém, que o mundo é o mundo e nós somos nós.

Entre o passageiro e o comboio que o transporta, há singulares e inconfundíveis diferenças.

Se o veículo ameaça desastre, é possível que o viajante, dentro dele, se converta em ponto de calma, irradiando reequilíbrio.

Assim também, no Planeta.

Somos todos capazes de fazer cessar em nós qualquer indução à indisciplina ou à desordem.

Cada qual pode assumir as rédeas do comando íntimo e estabelecer com a própria consciência o encargo de calafetar com a bênção do serviço e da prece todas as brechas da alma, de modo a impedir a invasão da sombra no barco de nossos interesses espirituais, preservando-nos contra o mergulho no caos, tanto quanto auxiliando aqueles que renteiam conosco na viagem de evolução e de elevação.

Faze-te, pois, onde estiveres, um ponto assim de tranquilidade e socorro.

O deserto é, por vezes, imenso; no entanto, bastam algumas fontes isoladas entre si para garantirem a jornada segura através dele.

Na ausência do Sol, uma vela consegue acender milhares de outras, removendo o assédio da escuridão.

Que o mundo se encontra em conflitos dolorosos, à maneira de cadinho gigantesco em ebulição para depurar os valores humanos, é mais que razoável, é necessário.

Entretanto, acima de tudo, importa considerar que devemos ser, não obstante as nossas imperfeições, um ponto de luz nas trevas, em que a inspiração do Senhor possa brilhar.

O modelo

O MODELO

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Encontro Marcado. Lição nº 60. Página 180.

TEMA: O CRISTO NO TRABALHO COTIDIANO

As horas de inquietação e de incerteza virão sempre…

Que fazer quando a bruma da indecisão nos envolva as trilhas da existência?

Que padrão seguir, quando chamados a deliberações graves e intransferíveis?

Efetivamente, para cada um de nós surgem lances aflitivos nos quais o nosso livre arbítrio parece entranhado na sombra, incapaz de escolher entre o bem e o mal.

Apesar disso, em meio a todos os desafios no reino da alma, encontraremos no Cristo a inspiração necessária para a resposta justa.

Se o mundo em derredor te apresenta quadros de tentação ou de infortúnio, deixa que o Senhor os contemple, através de teus olhos, e saberás entendê-los em bases de inesperada sublimação.

Se registras palavras injuriosas, deixa que Ele, o Divino Mestre, as escute em teus ouvidos e, de imediato, nelas perceberás oportunos convites ao exercício da caridade e da tolerância.

Se deves falar em questões complexas, deixa que o Eterno Benfeitor se exprima por teu verbo e articularás sem dificuldade a frase de compreensão e de bênção.

Se ages sob qualquer dúvida, relativamente ao proveito das atividades que o mundo te pede, deixa que o Excelso Amigo te oriente as mãos no serviço e encontrarás, para logo, no rendimento do bem.

Se te diriges para lugares determinados, hesitando quanto ao benefício que te advirá do que pretendas fazer, deixa que Ele, o Senhor, caminhe com teus pés e colocarás a ti mesmo na direção que mais te convenha à consciência tranquila.

Resoluções a tomar, encargos por assumir, opiniões a fornecer e provas a enfrentar solicitam meditação se nos propomos atuar com discernimento.

Em todas as indecisões e aflições, pensa no Cristo.

Reflete no Mentor Sublime que nos ama e compreende sempre, muito antes que lhe possamos oferecer migalha da nossa compreensão e do nosso amor, e escolhe proceder qual se comportaria Ele, dando de si, sem pensar em si.

Deixa-te estar com Ele, tanto quanto Ele está contigo há milênios, e, seja qual seja o teu problema, em sentindo, pensando, falando ou agindo, acertarás.

A ÁRVORE ÚTIL

Para meu filho Fernando, minha árvore de sabedoria, nesse dia abençoado!

A ÁRVORE ÚTIL

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Instrumentos do Tempo. Lição nº 34. Página 145.

Vão e voltam viajores.

Sucedem-se os dias ininterruptos.

A árvore útil permanece, à margem do caminho, atendendo, generosamente, aos que passam.

Mergulhando as raízes na terra, protege a fonte próxima, alentando os seres inferiores, que se arrastam no solo. Recolhendo o orvalho celeste, na fronde alta, atende aos pássaros felizes que cortam os céus.

Costuma descansar em seus braços a serpente venenosa. Na folhagem, as aves pacíficas tecem o ninho. A andorinha errante e exausta ganha força nova em seus galhos, enquanto o filhote mirrado ensaia o primeiro vôo.

O viandante repousa à sua sombra.

O botânico submete-a a estudos demorados e experiências laboriosas.

A agricultura apossa-se lhe das sementes.

Pede-lhe o enfermo a substância medicamentosa.

O faminto exige-lhe frutos.

Os jovens arrebatam-lhe as flores.

O podador reclama-lhe o fogo de inverno.

Não raro, seus ramos são conduzidos às câmaras mortuárias, onde chovem as lágrimas de dor ou aos adornos de praças festivas, onde vibram gargalhadas de ironia da multidão.

Em seu tronco respeitável, muitos servos do campo experimentam o gume afiado da foice ao deixar o rebolo.

Na ausência do homem, os animais grosseiros buscam-lhe os benefícios. A lesma percorre-lhe os galhos, o lobo goza-lhe o refúgio.

Seu trabalho, porém, não se circunscreve ao plano visível. Movimentando todas as suas possibilidades, o vegetal precioso esforça-se e respira, para que as criaturas respirem melhor, em atmosfera mais pura.

O mordomo da terra, no entanto, quase nunca lhe vê o serviço integral, não lhe conhece os sacrifícios silenciosos e jamais relaciona a totalidade das dádivas recebidas. Raramente, dá-lhe um punhado de adubo e nunca se informa, respeito à invasão dos vermes para defendê-la, convenientemente.

Conhecendo-lhe apenas o concurso econômico, ameaça-a, todos os dias, com o machado destruidor, se a colheita dos benefícios tangíveis oferece expressão menos abundante.

A árvore generosa, porém, continua produzindo e alimentando, servindo e espalhando o bem, nada esperando dos homens, mas confiando na garantia eterna de Deus.

Médiuns dedicados a Jesus, fixai a árvore útil como símbolo de vossas vidas!…

Dilacerados e perseguidos, incompreendidos e humilhados, alimentando vermes e pássaros, auxiliando viajores felizes e infelizes, continuai em vosso ministério sublime de amor não obstante a indiferença do ingrato e o escárnio da foice, convencidos de que, enquanto o machado do mundo vos ameaça, sustenta-vos, na batalha do bem, o invisível manancial da Providência Divina.

O Instrumento

O INSTRUMENTO

Pelo Espírito Scheilla. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Ideal Espírita. Lição nº 75. Página 182.

Onde estiveres, agradece ao Senhor o instrumento da purificação.

Ninguém vive sem ele.

Aqui, é o esposo de trato difícil.

Além, é a companheira de presença desagradável.

Acolá é o filho rebelde.

Mais além e a filha inconsequente.

Hoje, é o amigo que se confiou à incompreensão.

Amanhã, será o chefe áspero.

Depois, será o subalterno distraído.

Agora, é o companheiro que desertou.

Mais tarde, será o adversário, compelindo-te à aflição.

Silencia, aproveita e segue adiante.

A pedra recebe do martelo que a estilhaça a dignidade com que se faz útil à construção.

O metal deve a pureza que lhe é própria ao cadinho esfogueante que o martiriza.

Não olvides que o corpo é o santuário de possibilidades divinas em que temporariamente te refugias para assimilar a lição do progresso.

Cada caminho cede lugar a outro caminho.

Cada experiência conduz a experiência maior.

Toda luta é pão espiritual e toda dor é impulso a sublime ascensão.

Aprendamos, pois, a entesourar os dons da vida, respeitando os ensinamentos que o mundo nos impõe, na certeza de que entre a humildade e o trabalho, alcançaremos, um dia, os cimos da glória eterna.

Sexo Transviado

SEXO TRANSVIADO

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Encontro Marcado. Lição nº 31. Página 101.

TEMA: CONDUTA ESPÍRITA ANTE O SEXO TRANSVIADO

Ouvirás referências descaridosas, em torno do sexo transviado; no entanto, guardarás invariável respeito para com os acusados, sejam eles quais forem.

Muito fácil traçar caminhos no mapa.

Sempre difícil trilhá-los, debaixo da tempestade, às vezes sangrando as mãos para sanar dificuldades imprevistas.

É preciso saber penetrar fundo nas necessidades do espírito, para enxergá-las com segurança.

Aplica a bondade e a compreensão, toda vez que alguém se levante contra alguém, porque, em matéria de sexo, com raras exceções, todos trazemos heranças dolorosas de existências passadas, dívidas a resgatar e problemas a resolver.

Muitos daqueles que apontam, desdenhosamente, os irmãos caídos em desequilíbrio emotivo, imaginando-se hoje anichados na Virtude, são apenas devedores em moratória, que enfrentarão, amanhã, aflitivas tentações e provações, quando soar o momento de reencontrarem os seus credores de outras eras.

Não condenarás.

Enunciando tais conceitos, não aceitamos os desvarios afetivos como sendo ocorrências naturais.

Propomo-nos defini-los por doenças da alma, junto das quais a piedade é trazida para silenciar apreciações rigoristas.

Nas quedas de sentimento, há que considerar não somente a fraqueza, necessitada de compaixão, mas também, e muito comumente, o processo obsessivo que reclama socorro ao invés de censura.

Não podemos medir a nossa capacidade de resistência, no lugar do companheiro em crise, e, por isso, é aconselhável caminhar com a misericórdia em quaisquer situações, para que a misericórdia não nos abandone quando a vida nos chame ao testemunho de segurança moral.

Se alguém caiu em desvalimento ou desceu à loucura, em assunto do coração, misericórdia para Ele!

Em todas as questões do sexo transviado, usa a misericórdia por base de qualquer recuperação.

E, quando a severidade nos intime a gritar menosprezo, acalentar maledicências, estender escárnio ou receitar punições, recordemos Jesus Cristo.

Aquele de nós que jamais tenha errado, em nome do amor, seja em pensamento ou palavra, atitude ou ação, atire a primeira pedra.

Ponderação

PONDERAÇÃO

Pelo Espírito Bezerra de Menezes. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Visão Nova. Lição nº 08. Página 44.

Diante do mal quantas vezes!…

Censuramos o próximo…

Desertamos do testemunho da paciência…

Criticamos sem pensar…

Abandonamos companheiros infelizes à própria sorte…

Esquecemos a solidariedade…

Fugimos ao dever de servir…

Abraçamos o azedume…

Queixamo-nos uns dos outros…

Perdemos tempo em lamentações…

Deixamos o campo das próprias obrigações…

Avinagramos o coração…

Desmandamo-nos na conduta…

Agravamos problemas…

Aumentamos os próprios débitos…

Complicamos situações…

Esquecemos a prece…

Desacreditamos a fraternidade…

E, às vezes, olvidamos até mesmo a fé viva em Deus…

Entretanto a fórmula da vitória sobre o mal ainda e sempre é aquela senha de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”…

Dores – Estímulos

DORES – ESTÍMULOS

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Encontro de Paz. Lição nº 30. Página 113.

Não digas que toda a problemática do sofrimento se vincula exclusivamente ao resgate correspondente a erros cometidos.

Onde colocaríamos o amor e o trabalho no dogmatismo de semelhante afirmação?

A própria Natureza nos ensina, em silêncio, ofertando-nos soluções claras e simples ao desafio…

A pedra burilada interpretaria o martelo como sendo um perseguidor, entretanto, o martelo nada mais faz que alçá-la ao apreço das multidões.

A árvore nobre identificaria o machado que a derrubou por instrumento de tortura, no entanto, o machado apenas requisitou-a para serviço respeitável na residência do homem.

Observa o aluno, muitas vezes, em ásperas regras de estudo, sem o que não conseguiria o título profissional que demanda.

Reflete no bisturi manejado por mãos hábeis, ao rasgar os tecidos do paciente para restituir-lhe a saúde.

Ponderemos tudo isso, acolhendo as disciplinas da estrada com serenidade e proveito.

Sem dor não teríamos avisos edificantes, e sem obstáculos ninguém adquire experiência.

Indiscutivelmente, existem os quadros de expiação que nós mesmos criamos e que nos cabe aceitar com gratidão e respeito em nosso próprio auxílio.

Importa considerar, porém, que a vida está matizada de Dores-Estímulos sem o concurso das quais não entenderíamos a própria vida.

A vista disso, na maioria das circunstâncias, a provação é exercício de resistência, tanto quanto a dificuldade é medida de fé.

Perante o sofrimento, não te abatas nem esmoreças, e sim procura a mensagem construtiva de que todo sofrimento é portador.

Nas horas de aguaceiro, mentaliza os frutos que virão.

Quando a noite envolva a paisagem, pensa nas maravilhas do alvorecer.

Dúvidas

DÚVIDAS

Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos).

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Irmãos Unidos.  Lição nº 11. Página 62.

Afirma você que passou a experimentar inqualificável flagelo íntimo, desde que iniciou o desenvolvimento das faculdades medianímicas, à face das dúvidas que lhe assaltam a vida.

E acrescenta que, em seu grupo, a maioria dos companheiros descrê de suas palavras, enquanto os amigos lhe metem a ridículo as informações que consegue recolher da Espiritualidade.

Enunciando desapontamentos e embaraços, você conclui: “Vale a pena continuar sofrendo tamanhas desilusões? não será um serviço prematuro esse, em que somos defrontados, a cada instante, pela negação sistemática, a partir daqueles que mais amamos”?

Estimaria alinhar opiniões e argumentos que lhe extirpassem de imediato as atribulações da cabeça, mas, estamos todos, encarnados e desencarnados, em luta evolutiva na Terra, sob a carga dos problemas alusivos ao nosso resgate de consciências endividadas perante a Lei.

Você ai, tanto quanto nós, padece o desafio constante das dificuldades que lhe dizem respeito ao aprimoramento da alma, e, sinceramente, não dispomos de receituário para a sua doença, além daquele que nos é formulado pelos princípios cristãos no capítulo em que nos aconselham desculpa incondicional para toda ofensa.

Ouso, contudo lembrar-lhe a história de “Alguém” que passou pelo mundo, suportando aflições maiores que as nossas.

Ninguém tolerou, até hoje, as afrontas que lhe foram atiradas em rosto, em matéria de injúria e desconfiança.

Nascido para o desempenho de celeste missão, foi anunciado aos parentes pela visita dos anjos.

Dele, tradições numerosas forneciam testemunho incessante ao ânimo popular.

Mensagens e visões indicaram-lhe a vinda aos familiares maravilhados e, mesmo assim, não apareceu quem se animasse a oferecer-lhe um cubículo em casa para nascer, a ponto de, renegado por toda a gente, refugiar-se entre os animais.

Desenvolvendo-se ao lado de um primo, considerado profeta de grande merecimento, com quem se iniciou no alto ministério de que estava incumbido, foi depois por ele interpelado quanto à veracidade de sua investidura.

De censuras e sarcasmos dos principais de seu tempo nem é preciso falar.

Basta dizer que foi corrido por todos eles qual se fosse idiota, circunstância que o obrigou a asilar-se entre pescadores e homens rudes de singelo rincão.

Todavia, mesmo entre estes, embora andasse, de contínuo, fazendo o bem, restaurando enfermos e ensinando a verdade, recolheu azedume infamante.

Um deles, situando-lhe em dúvida o serviço divino, abocanhou dinheiro para denunciá-lo à justiça como agitador perigoso, conduzindo-o à prisão.

Dos agentes da autoridade, os quais procurou respeitar, teve o cárcere por resposta, e do povo, de quem curara chagas e extinguira infortúnios, recebeu o tratamento devido a uma fera solta.

Dos amigos diletos, um dos mais nobres negou conhecê-lo por três vezes numa só noite, e todos fugiram, envergonhados e atônitos, quando lhe viram a decisão de se entregar à morte na cruz como supremo recurso de resistência perante o mal.

Nem por isso, no entanto, abandonou os companheiros e os acusadores gratuitos no charco da ignorância, regressando, depois da morte, para auxiliá-los em perpetuidade de entendimento.

Esse “Alguém” meu amigo, como claramente já percebeu, foi Jesus Cristo, o Divino Governador da Terra.

Regozijar-nos-emos se o que a Ele aconteceu puder servir para seu esclarecimento e conforto; mas, se você não conseguir edificar-se em tão sublime exemplo, a única solução será desistir lamentavelmente da sua oportunidade de cooperar na sementeira da Luz Divina, assentando-se na cinza da frustração, até que o tempo lhe renove a visão, no Universo de Deus.

Hábitos infelizes

HÁBITOS INFELIZES

Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Sinal Verde. Lição nº 33. Página 79.

Usar pornografia ou palavrões, ainda que estejam supostamente na moda.

Pespegar tapinhas ou cutucões a quem se dirija a palavra.

Comentar desfavoravelmente a situação de qualquer pessoa.

Estender boatos e entretecer conversações negativas.

Falar aos gritos.

Rir descontroladamente.

Aplicar franqueza impiedosa a pretexto de honorificar a verdade.

Escavar o passado alheio, prejudicando ou ferindo os outros.

Comparar comunidades e pessoas, espalhando pessimismo e desprestígio.

Fugir da limpeza.

Queixar-se, por sistema, a propósito de tudo e de todos.

Ignorar conveniências e direitos alheios.

Fixar intencionalmente defeitos e cicatrizes do próximo.

Irritar-se por bagatelas.

Indagar de situações e ligações, cujo sentido não possamos penetrar.

Desrespeitar as pessoas com perguntas desnecessárias.

Contar piadas suscetíveis de machucar os sentimentos de quem ouve.

Zombar dos circunstantes ou chicotear os ausentes.

Analisar os problemas sexuais seja de quem seja.

Deitar conhecimentos fora de lugar e condição, pelo prazer de exibir cultura e competência.

Desprestigiar compromissos e horários.

Viver sem método.

Agitar-se a todo instante, comprometendo o serviço alheio e dificultando a execução dos deveres próprios.

Contar vantagens, sob a desculpa de ser melhor que os demais.

Gastar mais do que se dispõe.

Aguardar honrarias e privilégios.

Não querer sofrer.

Exigir o bem sem trabalho.

Não saber aguentar injúrias ou críticas.

Não procurar dominar-se, explodindo nos menores contratempos.

Desacreditar serviços e instituições.

Fugir de estudar.

Deixar sempre para amanhã a obrigação que se pode cumprir hoje.

Dramatizar doenças e dissabores.

Discutir sem racionar.

Desprezar adversários e endeusar amigos.

Reclamar dos outros aquilo que nós próprios ainda não conseguimos fazer.

Pedir apoio sem dar cooperação.

Condenar os que não possam pensar por nossa cabeça.

Aceitar deveres e largá-los sem consideração nos ombros alheios.