Jesus

“Com o nascimento de Jesus, há como que uma comunhão direta do Céu com a Terra.

Estranhas e admiráveis revelações perfumam as almas e o Enviado oferece aos seres humanos toda a grandeza do seu amor, da sua sabedoria e da sua misericórdia.

Aos corações abre-se nova torrente de esperanças e a Humanidade, na Manjedoura, no Tabor e no Calvário, sente as manifestações da vida celeste, sublime em sua gloriosa espiritualidade.

Com o tesouro dos seus exemplos e das suas palavras, deixa o Mestre entre os homens a sua Boa Nova.

O Evangelho do Cristo é o transunto (modelo, imagem ou retrato fiel, semelhança, reflexo) de todas as filosofias que procuram aprimorar o espírito, norteando-lhe a vida e as aspirações.

Jesus foi a manifestação do amor de Deus, a personificação de sua Bondade Infinita”.

Emmanuel & Chico Xavier. Livro: Antologia Mediúnica do Natal. Lição nº 66. Lição: Jesus.

Atrás do Trio Elétrico, Também Vai Quem Já Morreu – Revista Visão Espírita

NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA ? CARNAVAL


ATRÁS DE UM TRIO ELÉTRICO, TAMBÉM VAI QUEM JÁ MORREU !

Nas explicações de Emmanuel, o Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos.


Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval.
Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios.


Além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis.
Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu… não quero saber se o diabo nasceu foi na bai, foi na Bahia…
Se antes de compor sua famosa canção o filho de Dona Canô tivesse conhecido o livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ditado ao médium Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, talvez fizesse uma letra diferente e, sensível como o poeta que é,


Cuidaria de exortar os foliões “pipoca” e aqueles que engrossam os blocos a cada ano contra os excessos de toda ordem.


Mas como o tempo é o senhor de todo entendimento, hoje Caetano é um dos muitos artistas que pregam a paz no Carnaval, denunciando, do alto do trio elétrico, as manifestações de violência que consegue flagrar na multidão.


No livro citado, Manoel Philomeno, que quando encarnado desempenhou atividades médicas e espiritistas em Salvador, relata episódios protagonizados pelo venerando Espírito Bezerra de Menezes, na condução de equipes socorristas junto a encarnados em desequilíbrios.


Philomeno registra, dentre outros pontos de relevante interesse, o encontro com um certo sambista desencarnado, o qual não é difícil identificar como Noel Rosa, o poeta do bairro boêmio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, muito a propósito, integrava uma dessas equipes socorristas encarregadas de prestar atendimento espiritual durante os dias de Carnaval.


Interessado em colher informações para a aprendizagem própria (e nossa também!), Philomeno inquiriu Noel sobre como este conciliava sua anterior condição de “sambista vinculado às ações do Carnaval com a atual, longe do bulício festivo, em trabalhos de socorro ao próximo”.


Com tranquilidade, o autor de “Camisa listrada” respondeu que em suas canções traduzia as dores e aspirações do povo, relatando os dramas, angústias e tragédias amorosas do submundo carioca, mas compreendeu seu fracasso ao desencarnar, despertando “sob maior soma de amarguras, com fortes vinculações aos ambientes sórdidos, pelos quais transitara em largas aflições”.


No entanto, a obra musical de Noel Rosa cativara tantos corações que os bons sentimentos despertados nas pessoas atuaram em seu favor no plano espiritual:


“Embora eu não fosse um herói, nem mesmo um homem que se desincumbira corretamente do dever, minha memória gerou simpatias e a mensagem das músicas provocou amizades, graças a cujo recurso fui alcançado pela Misericórdia Divina, que me recambiou para outros sítios de tratamento e renovação, onde despertei para realidades novas”.


Como acontece com todo espírito calceta que por fim se rende aos imperativos das sábias leis, Noel conseguiu, pois, descobrir:


“Que é sempre tempo de recomeçar e de agir”…


E assim ele iniciou a composição de novos sambas:


“Ao compasso do bem, com as melodias da esperança e os ritmos da paz, numa Vila de amor infinito…”.
Entre os anos 60 e 70, Noel Rosa integrava a plêiade de espíritos que ditaram ao médium, jornalista e escritor espírita Jorge Rizzini a série de composições que resultou em dois discos e apresentações em festivais de músicas mediúnicas em São Paulo.


O entendimento do Poeta da Vila quanto às ebulições momescas, é claro, também mudou:
“O Carnaval para mim, é passado de dor e a caridade hoje, é-me festa de todo, dia, qual primavera que surge após inverno demorado, sombrio”.


A carne nada vale:


"O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento".
Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra.


Em seu lugar, então, predominarão:
A alegria pura…
A jovialidade,
A satisfação,
0 júbilo real.


… Com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade.


A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia:
"Na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana".


Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta:


▬ O de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem:
Das orgias,
Dos desvarios,
Dos excessos, em suma,
Aos falsos deuses do vinho.


Bezerra cita os estudiosos do comportamento e da psique da atualidade:


“Sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira silaba de cada palavra compõe o verbete carnaval”.


Assim, em cinco ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes.
Está no materialismo, que vê o corpo, a matéria, como inicio e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento.
Esse comportamento afeta inclusive aqueles que se dizem religiosos, mas não têm, em verdade, a necessária compreensão da vida espiritual, deixando-se também enlouquecer uma vez por ano.


Processo de loucura e obsessão:
"As pessoas que se animam para a festa carnavalesca e fazem preparativos organizando fantasias e demais apetrechos para o que consideram um simples e sadio aproveitamento das alegrias e dos prazeres da vida, não imaginam que, muitas vezes, estão sendo inspiradas por entidades vinculadas às sombras".


Tais espíritos, como informa Manoel Philomeno, buscam vitimas em potencial:
“Para alijá-las do equilíbrio, dando inicio a processos nefandos de obsessões demoradas”.


Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.
Esse processo sutil de aliciamento esclarece o autor espiritual, dá-se durante o sono, quando os encarnados, desprendidos parcialmente do corpo físico, fazem incursões às regiões de baixo teor vibratório, próprias das entidades vinculadas às tramas de desespero e loucura.


Os homens que assim procedem não o fazem simplesmente atendendo aos apelos magnéticos que atrai os espíritos desequilibrados e desses seres…


Mas porque a eles se ligam pelo pensamento:
“Em razão das preferências que acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo”.


Ou seja, as tendências de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são o imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do desequilíbrio, o qual, em suma, não existiria se os homens se mantivessem no firme propósito de educar as paixões instintivas que os animalizam.


Há dois mil anos. Tal situação não difere muito dos episódios de possessão demoníaca aos quais o Mestre Jesus era chamado a atender, promovendo as curas “milagrosas” de que se ocupam os evangelhos.


Atualmente, temos, graças ao Espiritismo, a explicação das causas e consequências desses fatos, desde que Allan Kardec fora convocado à tarefa de codificar a Doutrina dos Espíritos.


Conforme configurado na primeira obra da Codificação – O Livro dos Espíritos, estamos, na Terra, quase que sob a direção das entidades invisíveis.


Pergunta o Codificador
“Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?”.
a influência é maior do que credes porque, frequentemente, são eles que vos dirigem”.


Pode parecer assustador, ainda mais que se se tem os espíritos ainda inferiorizados à conta de demônios.


Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando, como já dito, sintonizamos na mesma frequência de pensamento…


… Também obtemos, pelo mesmo processo, o concurso dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus.


Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada.


Esta última é a característica de espíritos como Bezerra de Menezes, que em sua última encarnação fora alcunhado de:
“O médico dos pobres”.
E hoje é reverenciado no meio espírita como:
“O apóstolo da caridade no Brasil”.


Fonte:
Revista Visão Espírita

Livramentos – Vivian Chagas

LIVRAMENTOS

A cada dia, quando nos deslocamos pelas ruas com nossos diversos trajetos, nos deparamos com diversos perigos: acidentes, assaltos, sustos e etc.

Com tudo isso à nossa volta, mais constatamos a presença de Deus em nossas vidas, nos livrando de diversos males e aflições presentes nas ruas.

Quando chegamos em nossos lares, felizes por termos tido tantos livramentos, será que agradecemos por ter chegado em segurança? Será que lembramos que o Nosso Pai Celestial nos amparou e nos guardou de todo o mal?

Se não te lembras de agradecer, pois estás cansado e ansioso por banhar-te e repousar, lembra-te que o Pai não descansa!!

Então, ao entrar em seu lar, agradeça mentalmente ao pai por ter te guardado e permitido que chegaste em casa são e salvo!

Que Jesus sempre nos proteja!

SIMPLICIDADE

SIMPLICIDADE

Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Seara de Fé. Lição nº 27. Página 94.

Era ele tão simples que nasceu sem a proteção das paredes domésticas.

Não encontrou senão alguns homens iletrados e rudes que lhe apoiaram o trabalho na construção da obra imensa.

Ensinava as revelações do Céu, nas praias e nos campos, quando não estivesse em casas e barcos emprestados.

Conversou com mulheres anônimas e algumas crianças esquecidas.

Todos os infelizes se lhe fizeram a grande família.

Valorizava a amizade, com tal devotamento, que chorou por um amigo morto.

Alimentou os que tinham fome.

Restaurou os doentes e defendeu todos aqueles que se vissem humilhados pela injustiça.

Aconselhou o respeito para com as autoridades do mundo e a obediência perante as Leis de Deus.

Pregou sempre o amor e a concórdia, a solidariedade e o perdão, a paciência e a alegria.

Mas, porque se abstivesse de partilhar o carro das vantagens terrestres, foi conduzido à cruz e a morte dele passou como sendo a de um malfeitor.

Entretanto, desde o extremo sacrifício, transformou-se no símbolo de paz e renovação para o mundo inteiro.

Esse herói da simplicidade tem o nome de Jesus Cristo.

Seu poder cresce com os séculos e a sua mensagem, ainda hoje quanto sempre, é a Esperança dos Povos e a Luz das Nações.

Grandeza

GRANDEZA

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Esperança e Luz. Lição nº 01. Página 15.

Quanto mais avança o Tempo nas trilhas da História, apartando-se da figura sublime, mas amplo esplendor lhe assinala a presença.

Ele não era legislador e a sua palavra colocou os princípios da Misericórdia nos braços da Justiça.

Não era administrador e instituiu na Caridade o campo da assistência fraternal em que os mais favorecidos podem amparar os irmãos em penúria.

Não era escritor e inspirou e ainda inspira as mais belas páginas da humanidade.

Não era advogado e ainda hoje, é o defensor de todos os infelizes.

Não era engenheiro e continua edificando as mais sólidas pontes, destinadas à aproximação e ao relacionamento entre as criaturas.

Não era médico e prossegue sanando os males do espírito, além de suscitar o levantamento constante de mais hospitais e mais extensas obras de benemerência, capazes de estender alívio e socorro aos doentes.

Ensinou a prática do amor, renunciando à felicidade de ser amado.

Pregou a extinção do ódio, desculpando sem condições a todos aqueles que lhe ultrajaram a existência.

Não dispunha dessa ou daquela posse, na ordem material dos homens, e enriqueceu a Terra de esperança e de alegria.

Não viajou pelos continentes do Planeta, mas conversando com alguns necessitados e desvalidos, na limitada região em que morava, elevando constantemente os destinos da vida comunitária.

Embora crucificado e tido por malfeitor, há quase vinte séculos, quando os povos tentam apagar-lhe os ensinamentos, a Civilização treme nas bases.

Esse homem que conservava consigo a sabedoria e a beleza dos anjos, tem o nome de Jesus Cristo.

O seu imenso amor é a presença de Deus na Terra e a sua vida é e será sempre a luz das nações.

A Mulher na visão Espírita

A Mulher na visão Espírita

8 de Março de 2015, 2:54 , por Casa do Caminho 3 comentários | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

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por Brena Silva

A Doutrina Espírita nos ensina que nossa condição de mulher ou homem é apenas uma maneira de experienciarmos a existência humana rumo à evolução. Somos em essência, espíritos e, portanto, não temos sexo. Assim, estamos homens ou mulheres em determinados momentos de nossa caminhada. As perguntas 201 e 202 de O Livro dos Espíritos esclarecem:

P. 201. “O espírito que animou um corpo de um homem, em uma nova existência, pode animar o de uma mulher, e vice-versa?”

–“Sim, são os mesmos Espíritos que animam os homens e as mulheres”.

P. 202 “Quando se é Espírito, prefere-se encarnar no corpo de um homem ou de uma mulher?”

– “Isso pouco importa ao Espírito; ele escolhe segundo as provas que deve suportar. Os Espíritos se encarnam homens ou mulheres porque eles não têm sexos. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhe oferece provas e deveres especiais, além da oportunidade de adquirir experiência. Aquele que fosse sempre homem não saberia senão o que sabem os homens”

As diferenças entre homens e mulheres, assim, não assinalam nenhum tipo de inferioridade física, psicológica, ou moral de um para o outro. Se elas possuem menor força muscular e diferente constituição corporal, é para poder experienciar, nesta organização somática, as belezas e agruras tão peculiares, de ser uma mulher, desenvolvendo habilidades psíquicas, afetivas, intra e interpessoais de maneira singular e produtiva.

Tal visão bela e igualitária da Mulher é trazida pelo advento do Espiritismo. Reconhecendo e admirando as características delicadas e sublimes do ser em estado feminino, Léon Denis nos brinda em seu livro, No Invisível, com o seguinte texto:

Durante longos séculos a mulher foi relegada para segundo plano, menosprezada, excluída do sacerdócio. Por uma educação acanhada, pueril, supersticiosa, a manietaram; suas mais belas aptidões foram comprimidas, conculcado e obscurecido o seu caráter. (…). O moderno Espiritualismo, graças às suas práticas e doutrinas, todas de ideal, de amor, de equidade, encara a questão de modo diverso e resolve-as e sem esforço e sem estardalhaço.

Restitui à mulher seu verdadeiro lugar na família e na obra social, indicando-lhe a sublime função que lhe cabe desempenhar na educação e no adiantamento da humanidade. Faz mais: reintegra-a em sua missão de mediadora predestinada, verdadeiro traço de união que liga as sociedades da Terra às do Espaço (…). O materialismo, não ponderando senão o nosso organismo físico faz da mulher um ser inferior por sua fraqueza e a impele à sensualidade (…). Com o Espiritualismo, porém, ergue de novo a mulher a inspirada fronte, vem associar-se intimamente à obra de harmonia social, ao movimento geral das idéias. O corpo não é mais que uma forma tomada por empréstimo; a essência da vida é o espírito, e nesse ponto de vista o homem e a mulher são favorecidos por igual. Pelo Espiritismo se subtrai a mulher do vértice dos sentidos e ascende à vida superior. Cessa, desde então, a luta entre os dois sexos. As duas metades da Humanidade se aliam e se equilibram no amor, para cooperarem juntas no plano providencial, nas obras da Divina Inteligência (DENIS, 1973, p.78-80)

Neste dia 8 de março, relembramos a história das bravas mulheres que desencarnaram no incêndio numa fábrica, ao lutar pelos seus direitos em 1857 e refletimos sobre tantas outras, que durante os séculos, sacrificaram-se pela incompreensão do império do homem. Lembremos ainda, da mulher adúltera que seria apedrejada, a quem Jesus usou como o mais nobre exemplo de misericórdia para com as faltas alheias.

Exaltamos também aquelas outras que, na existência carnal e espiritual, brindam a humanidade com um sorriso delicado, o colo maternal, o companheirismo abnegado, a força moral que não cede às intempéries da vida, o trabalho incessante em quantas jornadas diárias forem necessárias e, mais ainda, o cálice sagrado onde Deus depositou a responsabilidade da Vida.

E, por fim, não esqueçamos nunca que o mais iluminado espírito que já passou pelo nosso planeta, foi recepcionado no seio amantíssimo de Maria, elevada por Ele mesmo à condição de mãe terna de toda a humanidade terrestre.

A Legião dos Servos de Maria no Vale dos Suicidas

VALE DOS SUICIDAS

Periodicamente, singular caravana visitava esse antro de sombras (VALE DOS SUICIDAS).
Era como a inspeção de alguma associação caridosa, assistência protetora de
instituição humanitária, cujos abnegados fins não se poderiam pôr em dúvida.
Vinha à procura daqueles dentre nós cujos fluidos vitais, arrefecidos pela
desintegração completa da matéria, permitissem locomoção para as camadas do Invisível
intermediário, ou de transição.
Supúnhamos tratar-se, a caravana, de um grupo de homens. Mas na realidade
eram Espíritos que estendiam a fraternidade ao extremo de se materializarem o suficiente para se tornarem plenamente percebidos à nossa precária visão e nos infundirem confiança no socorro que nos davam.
Trajados de branco, apresentavam-se caminhando pelas ruas lamacentas do
Vale, de um a um, em coluna rigorosamente disciplinada, enquanto, olhando-os
atentamente, distinguiríamos, à altura do peito de todos, pequena cruz azul-celeste, o que parecia ser um emblema, um distintivo.
Senhoras faziam parte dessa caravana. Precedia, porém, a coluna, pequeno
pelotão de lanceiros, qual batedor de caminhos, ao passo que vários outros milicianos da
mesma arma rodeavam os visitadores, como tecendo um cordão de isolamento, o que
esclarecia serem estes muito bem guardados contra quaisquer hostilidades que
pudessem surgir do exterior. Com a destra o oficial comandante erguia alvinitente flâmula,na qual se lia, em caracteres também azul-celeste, esta extraordinária legenda, que tinha o dom de infundir insopitável e singular temor: – LEGIÃO DOS SERVOS DE MARIA.
Os lanceiros, ostentando escudo e lança, tinham tez bronzeada e trajavam-se com
sobriedade, lembrando guerreiros egípcios da antiguidade. E, chefiando a expedição,
destacava-se varão respeitável, o qual trazia avental branco e insígnias de médico a par da cruz já referida. Cobria-lhe a cabeça, porém, em vez do gorro característico, um turbante hindu, cujas dobras eram atadas à frente pela tradicional esmeralda, símbolo dos esculápios.
Entravam aqui e ali, pelo interior das cavernas habitadas, examinando seus
ocupantes. Curvavam-se, cheios de piedade, junto das sarjetas, levantando aqui e acolá algum desgraçado tombado sob o excesso de sofrimento; retiravam os que
apresentassem condições de poderem ser socorridos e colocavam-nos em macas
conduzidas por varões que se diriam serviçais ou aprendizes.
Voz grave e dominante, de alguém invisível que falasse pairando no ar, guiava-os
no caridoso afã, esclarecendo detalhes ou desfazendo confusões momentaneamente
suscitadas. A mesma voz fazia a chamada dos prisioneiros a serem socorridos, proferindo seus nomes próprios, o que fazia que se apresentassem, sem a necessidade de serem procurados, aqueles que se encontrassem em melhores condições, facilitando destarte o serviço dos caravaneiros. Hoje posso dizer que todas essas vozes amigas e protetoras eram transmitidas através de ondas delicadas e sensíveis do éter, com o sublime concurso de aparelhamentos magnéticos mantidos para fins humanitários em
determinados pontos do invisível, isto é, justamente na localidade que nos receberia ao sairmos do Vale.

Parte do livro Memórias de um suicida

Ivone Amaral Pereira
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ITENS DA FRATERNIDADE EM JESUS

ITENS DA FRATERNIDADE EM JESUS

Pelo Espírito Bezerra de Menezes. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: União em Jesus. Lição nº 03. Página 27.

Mensagem recebida em Uberaba, em 16 de agosto de 1983.

Filhos, o Senhor nos abençoe!…

O trabalho de conscientização em Cristo é serviço pioneiro no plano físico, porquanto relaciona atividades, ou melhor, as atividades fundamentais do espírito desencarnado quando se reconhece defrontado pela grandeza da vida, perante o mais além.

O Tempo é o principal fator de aferição de quaisquer aquisições que se façam nesse terreno, de vez que o Tempo é o agente silencioso que preside o crescimento, a evolução e a maturação das sementes de renovação do mundo interior de cada um de nós, para que nossos recursos se descerrem plenamente ao sol do trabalho para o engrandecimento da vida em nós e fora de nós.

Em vista do exposto, comecemos por apresentar as figurações ou idéias-sínteses, destinadas a acordar as nossas consciências à plena luz da imortalidade.

Enumeraremos algumas dessas indicações básicas para nosso aproveitamento:

01 – Em toda questão difícil, indagar de nós mesmos o que faria Jesus em nosso lugar.

02 – Aceitar-nos por parte da família universal de Deus, na mesma moradia terrestre, moradia que permanece integrada no Plano Cósmico, à maneira de um conjunto residencial, renteando com inúmeros outros na Criação Divina.

03 – Cada criatura é um mundo por si, com leis e movimentos próprios, que nem sempre se harmonizam com os nossos.

04 – Ser-nos-á obrigação clara e simples aceitar os outros tais quais são, tanto quanto desejamos ser aceitos como somos, ante a consideração alheia.

05 – Reconheçamos a verdade de que todo bem e todo mal de que nos façamos autores para os que nos cercam, apresentarão, hoje, amanhã ou depois de amanhã, o somatório das bênçãos ou dos males de que tenhamos sido a causa.

06 – Atendendo-se à realidade de que somos psicologicamente diferenciados no campo geral da existência, respeitar sempre as necessidades ou os problemas do próximo, já que, por enquanto, não conseguimos desvencilharmo-nos dos nossos, no sentido imediato dessas palavras.

07 – Cada qual de nós neste justo momento está no melhor lugar, na melhor posição, na melhor tarefa e com os melhores companheiros que sejamos capazes de usufruir com o necessário proveito.

08 – As condições do berço e da família, do grupo social e dos compromissos que venhamos a assumir com outra pessoa ou com outras pessoas são áreas de dever a cumprir que não nos será lícito esquecer ou menosprezar sem danos para nós mesmos.

09 – Admitirmos sem discussão o imperativo de tolerância para com os outros, tanto quanto precisamos ou desejamos ser tolerados em nossa estrada comum.

10 – O trabalho, seja na condição de atividade profissional ou na prestação de serviço desinteressado aos nossos irmãos do caminho diário, é a nossa escola permanente, de cujos ensinamentos não nos será lícito desertar.

11 – Desculpar quaisquer ofensor de que nos julguemos vítimas, esquecendo esse ou aquele atrito que nos tenha colhido em más regiões de influência, com absoluto esquecimento dos desajustes havidos, para que a espontaneidade na prática do bem, seja em nós ou fora de nós, não sofra qualquer prejuízo.

12 – Entendendo-se que cada criatura se encontra no lugar que lhe é próprio, não nos permitirmos apreciações apressadas ou errôneas em torno dessa ou daquela pessoa.

13 – Abolir a queixa da conversação, na certeza de que se, porventura, tivermos alguma razão para essa ou aquela reclamação quanto aos outros, é possível que aqueles de quem nos queixamos, talvez possuam motivos mais fortes para se queixarem de nós.

14 – Ajustar-se à família à maneira do ouro entregue ao cadinho, para que se lhe promova a purificação.

15 – Regozijarmo-nos com o progresso alheio, na convicção de que o êxito nos visitará igualmente, na medida em que nos esforcemos por obtê-lo.

16 – Nunca olvidarmos, em matéria de afeição, que a renúncia a quaisquer alegrias decorrentes de conjunções prematuras será sempre superior a qualquer vitória passageira nos domínios da posse.

17 – Fixar o lado melhor das pessoas e dos acontecimentos, para que o lado sombrio desapareça naturalmente.

18 – Rejubilarmo-nos com aquilo que tenhamos ao nosso dispor, sem preocupação por obter o que talvez quiséssemos.

19 – Saber sorrir tanto nas horas de contentamento, quanto naquelas outras em que as inquietações estejam conosco.

20 – Abstermo-nos de gastar com a irritação, o tempo e os recursos da vida com reações desnecessárias e incompatíveis com o nosso dever de acompanhar o Divino Mestre.

21 – Não desconhecer que, muitas vezes, contra nós próprios, ser-nos á necessário ouvir as opiniões de companheiros e acatá-las, considerando o benefício geral e não os nossos próprios interesses pessoais que nos cabe sofrear, para que a felicidade dos outros nos favoreça com a alegria de ver os outros felizes e abrindo, com isso, novas estradas no campo íntimo que nos visem a melhoria e a paz, a compreensão e o bom ânimo.

22 – Habituarmo-nos a enxergar nos companheiros de experiência terrestre a parte melhor que apresentem, a fim de que nenhum deles perca o incentivo de agir e servir, trazendo a quota de seus esforços no bem para a felicidade do grupo a que nos vinculamos.

23 – Auxiliar para o bem geral em todo tempo, mas escolher o tempo adequado para tratar dos problemas difíceis e dos casos graves com os irmãos neles envolvidos.

24 – Exerçamos a paciência sem limites.

25 – Aceitar o amor que Jesus nos ensinou e nos legou por esquema a ser cumprido nas menores ocorrências do nosso campo de ação.

26 – Começar de nós mesmos o serviço de conscientização, transferindo-o em seguida às pessoas que nos sejam particularmente queridas e, logo após, transmiti-lo aos grupos humanos em geral.

Estes são alguns dos itens que, em outra ocasião, ser-nos-á possível desenvolver em nosso próprio benefício. Que o Senhor nos ampare e nos abençoe sempre são os votos reconhecidos. Bezerra de Menezes.

Herdeiros de Deus – Geraldo Esteves Sobrinho

Quando tudo te parecer um quadro sombrio na tela da

existência, busca na natureza sagrada a lição edificante de

que o Criador permanece no comando de Sua Obra.

Seu Amor transcende nossa capacidade de entendimento e,

não raras vezes,

de aceitação do porquê de tudo. E nesse conflito entre nossa

pequenez e a grandiosidade de sua misericórdia vamos

alçando vôos, cada

vez mais altos,

no cumprimento da destinação que nos aguarda.

Afinal, como filhos, possuímos o Seu DNA, e, portanto,

herdeiros de tudo que Dele emana.

O que nos difere uns dos outros é o patrimônio espiritual que

já conseguimos

amealhar, traduzido na conquista do Bem, da Verdade e da

Luz,

independentemente de credo religioso, raça ou posição

social.

Paz a todos!

Colaboração do nosso irmão Geraldo Esteves Sobrinho

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