NA ESFERA DO REAJUSTE

177 – NA ESFERA DO REAJUSTE

“Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo”
– Jesus (JOÃO, 3:7)

Empeços e provações serão talvez os marcos que te assinalem a estrada hoje.
Diligenciemos, porém, com a reencarnação a retificar os erros e a ressarcir os débitos de ontem, para que a luz da verdade e o apoio da harmonia nos felicitem o caminho, amanhã…
A questão intrincada que te apoquenta agora, quase sempre, é o problema que abandonaste sem solução entre os amigos que, em outro tempo, se rendiam, confiantes, ao teu arbítrio.
O parente complicado que julgas carregar, por espírito de heroísmo, via de regra, é a mesma criatura que, em outra época, arrojaste ao desespero e à perturbação.
Ideais nobilitantes pelos quais toleras agressões e zombarias, considerando-te incompreendido seareiro do progresso, em muitas ocasiões, são aqueles mesmos princípios que outrora espezinhaste, insultando a sinceridade dos companheiros que a eles se associavam.
Calúnias que arrostas, crendo-te guindado aos píncaros da virtude pela paciência que evidencias, habitualmente nada mais são que o retorno das injúrias que assacaste, noutras eras, contra irmãos indefesos.
Falhas do passado procuram-te responsável, no corpo, na família, na sociedade ou na profissão, pedindo-te reajuste.
“Necessário vos é nascer de novo” – disse-nos Jesus.
Bendizendo, pois, a reencarnação, empenhemo-nos a trabalhar e aprender, de novo, com atenção e sinceridade, para que venhamos a construir e acertar em definitivo.
(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Palavras de Vida Eterna)

O SILÊNCIO

O SILÊNCIO
Pelo Espírito Meimei. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Pai Nosso. Capitulo VI.

O silêncio ajuda sempre:
Quando ouvimos palavras infelizes;
Quando alguém está irritado;
Quando a maledicência nos procura;
Quando a ofensa nos golpeia;
Quando alguém se encoleriza;
Quando a crítica nos fere;
Quando escutamos a calúnia;
Quando a ignorância nos acusa;
Quando o orgulho nos humilha;
Quando a vaidade nos provoca;
O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo.

DIANTE DA PAZ

DIANTE DA PAZ

Nunca é demais afirmar que a paz começa em nós e por nós.

Os pacificadores, porém, são aqueles que aceitam em si o fogo das dissensões, de modo a extingui-lo com os recursos da própria alma, doando tranqüilidade a todos aqueles que lhes compartilham a marcha.

Quanto puderes, distribui o alimento da concórdia, reconhecendo que a bênção da paz é desdobramento do pão de cada dia.

Emissários do Bem, domiciliados na Vida Maior, desenvolvem empreendimentos de paz em todas as direções no mundo, mas precisam de cooperadores fiéis que lhes interpretem a obra benemérita, ao lado das criaturas.

Se aderiste a essa campanha bendita, auxilia-os em bases de entendimento e serviço.

Onde a palavra seja convocada ao socorro fraterno, fala auxiliando e, se o mal aparece por desequilíbrio de forças, conturbando situações, corrige o mal com amor, limitando-lhe a influência ou curando-lhe as feridas.

Se agressões repontam à frente, considera que as enfermidades ocultas atacam em todos os lugares e ampara a vítimas de semelhantes arrastamentos, na certeza de que a tolerância, agindo construtivamente, é a terapêutica que nos presume a todos contra os assaltos da violência.

Se a injúria escarnece, capacita-te de que a crueldade é sinônimo de alienação mental e usa o perdão por exaustor das trevas que invadem o raciocínio daqueles que se perdem nos labirintos da delinqüência.

Faze silêncio onde o silêncio consiga apagar desavenças e acusações e, quanto possível, transforma-te no ponto terminal de qualquer processo de incompreensão, capaz de degenerar em perturbação ou loucura.

Onde estiveres, abençoa.

Naquilo que penses, mentaliza o melhor.

No que digas, harmoniza os outros quanto possas.

No que faças, constrói sempre para o bem geral.

Nunca nos esqueçamos de que o Príncipe da Paz, na Terra, nasceu em clima de decepções, viveu através de hostilidades permanentes, serviu entre adversários gratuitos e selou o próprio trabalho sob a vitória aparente dos perseguidores; mas, supostamente vencido, o Cristo de Deus, de século e século, cada vez mais intensamente, é o fiador da concórdia entre as nações, erguendo-se por doador de paz genuína ao mundo inteiro.

Pelo Espírito Emmanuel – Do livro: Caminhos de Volta, Médium: Francisco Cândido Xavier.

ADVERSÁRIOS E DELINQUENTES

178 – ADVERSÁRIOS E DELINQUENTES

“Reconcilia-te depressa com o teu adversário, enquanto
estás a caminho com ele…” – Jesus. (MATEUS, 5:25)

Jesus nos solicitou a imediata reconciliação com os adversários, para que a nossa oração se dirija a Deus, escolmada de qualquer sentimento aviltante.
Não ignoramos que os adversários são nossos opositores ou, mais apropriadamente, aqueles que alimentam pontos de vista contrários aos nossos. E muitos deles, indiscutivelmente, se encontram em condições muito superiores às nossas, em determinados ângulos de serviço e merecimento. Não nos cabe, assim, o direito de espezinhá-los e sim o dever de respeitá-los e cooperar com eles, no trabalho do bem comum, embora não lhes possamos abraçar o quadro integral das opiniões.
Há companheiros, porém, que, atreitos ao comudismo sistemático, a pretexto de humildade, se ausentam de qualquer assunto em que se procura coibir a dominação do mal, esquecidos de que os nossos irmãos delinquentes são enfermos necessitados de amparo e intervenção compatíveis com os perigos que apresentem para a comunidade.
Todos aqueles que, exercem algum encargo de direção sabem perfeitamente que é preciso velar em defesa da obra que a vida lhes confiou.
Imperioso manter-nos em harmonia com todos os que não pensam por nossos princípios, entretanto, na posição de criaturas responsáveis, não podemos passar indiferentes diante de um irmão obsidiado, que esteja lançando veneno em depósitos de água destinada à sustentação coletiva.
Necessitamos acatar os condôminos do edifício que nos serve de residência, toda vez que não consigam ler os problemas do mundo pela cartilha de nossas ideias, todavia, não será justo desinteressar-nos da segurança geral, se vemos um deles ateando fogo no prédio.
Cristo, em verdade, no versículo 25 do capítulo 5, do Evangelho de Mateus, nos afirma: “reconcilia-te depressa com o teu adversário”, mas no versículo 2 do capítulo 16, do Evangelho de Lucas, não se esqueceu de acrescentar: “dá conta de tua mordomia”.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Palavras de Vida Eterna)

DIVERSIDADE

DIVERSIDADE
Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Agora é o Tempo. Lição nº 04.

Das grades da cela de uma prisão, três detentos contemplavam a beleza da manhã.
O primeiro perguntou ao segundo:
– O que te prende a atenção, lá por fora?
O interpelado respondeu:
– Observo a muralha que nos cerca e penso em fugir.
Em seguida, formulou a contra pergunta:
– E o que enxergas?
A Resposta veio pronta:
– Acompanho os guardas que nos vigiam e imagino como eliminá-los.
Ambos fixaram o companheiro pensativo e um deles indagou:
– E o que anotas, além destas grades?
O terceiro informou:
– Vejo a Imensidade do Céu, admiro a Beleza das Flores e penso em Deus que, um dia, nos doará os meios precisos para a recuperação da Liberdade.

EM EQUIPE

EM EQUIPE
Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Benção de Paz. Lição nº 10. Página 36.

Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo? Paulo. I Coríntios, 12:19

Na edificação espírita-cristã auxiliemos cada companheiro a perceber o valor do esforço que se lhe atribui.
Nunca será demais repetir que todos, encarnados e desencarnados, atendendo aos interesses da própria evolução, na obra da Doutrina Espírita, funcionamos em equipe, visando a um fim – a Consolidação do Bem Geral.
Cada Tarefeiro é situado no Lugar Certo, para a Cooperação Exata.
Este retém a palavra vibrante, aquele conserva com mais segurança o senso da direção, outro escreve de modo convincente, outro ainda, com mais propriedade, fornece a energia curadora…
Há quem se responsabilize pela escola, pelo conforto moral, pela assistência aos necessitados, pela enfermagem da alma…
Todo trabalho a fazer, quanto ocorre a cada peça de determinado engenho, é de suma importância.
Em razão disso, Não Existem Privilégios ou Distinções na Construção da Espiritualidade Superior.
O colaborador requisitado à produção de fenômenos espetaculares ou aos efeitos brilhantes da inteligência, não é maior que o obreiro encarregado de lenir feridas ou suprimir aflições na retaguarda.
O apóstolo Paulo, em se reportando ao assunto, articulou esta feliz expressão: “Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?”
Os olhos não substituem os ouvidos e nem as mãos tomam para si os deveres dos pés; contudo, trabalham todos, interligados, em proveito da personalidade real.
Aprendamos com a natureza e, sustentando-nos na posição que nos é própria, aprimoremos, quanto possível, a nossa capacidade de servir, reconhecendo sempre que a Seara do Bem pertence ao Senhor.

LEGIÃO

167 – LEGIÃO
“E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu ele:
Legião é o meu nome, porque somos muitos.”
(Marcos, 5:9.)
Consciências oneradas em culpas e desacertos de numerosas reencarnações, ser-nos-á justo ponderar a resposta do espírito conturbado e infeliz à pergunta do Mestre.
“Legião é o meu nome, — disse ele, — porque somos muitos.”
Iniludivelmente, ainda hoje, em nos aproximando do Senhor, reconhecemo-nos, não apenas afinados com vários grupos de companheiros tão devedores quanto nós, mas igualmente em lamentável dispersão íntima, qual se encerrássemos um feixe de personalidades contraditórias entre si.
Ao contato das lições de Jesus, é que, habitualmente, nos vemos versáteis e contraproducentes, qual ainda somos… Acreditamos na força da verdade, experimentando sérios obstáculos para largar a mentira; ensinamos beneficência, vinculados a profundo egoísmo; destacamos os méritos do sacrifício pela felicidade alheia, agarrados a vantagens pessoais; manejamos brandura em se tratando de avisos para os outros e estadeamos cólera imprevista se alguém nos causa prejuízo ligeiro; proclamamos a necessidade do espírito de serviço, reservando ao próximo tarefas desagradáveis; pelejamos pela paz nos lares vizinhos, fugindo de garantir a tranquilidade na própria casa; queremos que o irmão ignore os golpes do mal que lhe estraçalham a existência e estamos prontos a reclamar contra a alfinetada que nos fira de leve; salientamos o acatamento que se deve aos Desígnios Divinos e pompeamos exigências disparatadas, em se apresentando o menor de nossos caprichos.
Sim, de modo geral, somos individualmente, diante de Jesus, a legião dos erros que já cometemos no pretérito e dos erros que cultivamos no presente, dos erros que assimilamos e dos erros que aprovamos para nos acomodarmos às situações que nos favoreçam.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Palavras de Vida Eterna)