SOLUÇÃO NATURAL

SOLUÇÃO NATURAL

Pelo Espírito Hilário Silva. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Caminho Espírita. Lição nº 41. Página 93.

Os Espíritos Benfeitores já não sabiam como atender à pobre senhora obsidiada.

Perseguidor e Perseguida estavam mentalmente associados à maneira de polpa e casca no futuro.

Os Amigos Desencarnados tentaram afastar o obsessor, induzindo a jovem senhora a esquecê-lo, mas debalde.

Se tropeçava na rua, a moça pensava nele…

Se alfinetava um dedo em serviço, atribuía-lhe o golpe…

Se o marido estivesse irritado, dizia-se vítima do verdugo invisível…

Se a cabeça doía, acusava-o…

Se uma xícara se espatifasse no trabalho doméstico, imaginava-se atacada por ele…

Se aparecesse leve dificuldade econômica, transformava a prece em crítica ao desencarnado infeliz…

Reconhecendo que a interessada não encontrava libertação por teimosia, os Instrutores Espirituais, ligaram os dois – a doente e o acompanhante invisível – em laços fluídicos mais profundos, até que Ele renasceu Dela mesma, por Filho necessitado de Carinho e de Compaixão.

Os benfeitores descansaram.

O obsessor descansou.

A obsidiada descansou.

O esposo dela descansou.

Transformar Obsessores em Filhos, com a Bênção da Providência Divina, para me haja Paz nos Corações e Equilíbrio nos Lares, muita vez, é a Única Solução.

PALAVRAS PITORESCAS

Palavras pitorescas

 

O tempo é igual para todos. Para alguns duram ao infinito; outros nunca têm tempo.

 

Quer dar ao espírita um motivo para descansar é só dar-lhe um relógio.

 

Já é difícil um espírita querer trabalhar; dizer que não pode trabalhar, então, é o êxtase.

 

Os espíritas se dividem em dois grupos principais: os que trabalham e, os que pensam já ter trabalhado muito.

 

Se desejares ajudar a um espírita, retire-lhe até mesmo o colchão.

 

Quando falam sobre disciplina, alguns espíritas nunca a vêm, nos outros.

 

Para alguns espíritas os outros, os que trabalham muito, deveriam trabalhar menos, em nome da “união”.

 

Um doente espírita é lamentável. O conforto é um vício complexo.

 

Servir é bom; servir levando lenhada é fabuloso; calado, então; é a redenção.

 

Alguns médiuns trazem resíduos mentais de barões, duques, condes, príncipes, etc… o tilintar argênteo, ainda que subliminar, escraviza-os.

 

É muito fácil querer fazer o bem. Seria mais calmo e tranquilo se fôssemos surdos; na impossibilidade adestremos, também, a paciência.

 

A resignação é um conquista de todos, embora alguns pensem que só outros devam desenvolver.

 

A vaidade é público: todos temos; a maioria dos espíritas “admitem” a própria; raros aceitam-na como óbice à própria evolução.

 

A paciência é um bem de valor inquestionável, mas para desenvolvê-la devemos ter espaço para respirar, inclusive em nível de erro.

 

O orgulho é fácil detectar em todos nós, mas é muito difícil quebrar o paradigma de ele ser superlativo apenas no outro, sem retirar-lho de nós, como escombros do próprio coração.

 

Quando o assunto é obsessão, todos, absolutamente todos, estamos sujeitos. Os que se julgam não obsedáveis, estão a caminho da subjugação.

 

Se quisermos criar dor de cabeça, para nós, no futuro, imaginemos, por segundos,  uma “carteirada” em nome da fé.

 

A inquisição está esquecida desde o século 18; muitos dos inquisitores estão reencarnados. Analisemo-nos, em nossas posturas, tendo por referência Jesus.

 

Onde há idéias é justo haver discussões que as enriqueçam. Discussões em nível de idéias, não obliterando ideais.

 

A Doutrina Espírita não tem erros; reflitemos a respeito de nossas interpretações.

 

Pode parecer bobagem, frase repetida, etc…, mas repetimos: todos nós erramos e, os que se julgam perfeitos, sofrem muito.

 

Não existem frases repetidas; existem frases que passamos os olhos, mas não foram lidas com as fímbrias do coração.

 

A frase preferida de um espírita é: “eu só posso assim”; esquecem-se de que Jesus não precisava de passar pelo que passou, e deu-nos em sacrifício, sem que méritos tivéssemos, mas por muito nos amar.

 

A montanha pela sua natureza, não se afastará aos nossos delírios de fanatismos, mas a lógica, a razão e bom-senso, poderá nos indicar a caminhada para seu contorno.

 

Somos a soma das experiências que adquirimos quando, estivemos aqui, a passeio.

 

Nossos caminhos serão tão pedregosos quanto maior for nossa inaptidão ante as adversidades.

 

O ontem berra, por nossas lágrimas ou alegrias, hoje.

 

Não perdemos nada. Apenas o que tivemos sob nossa administração temporária, volta ao dono verdadeiro.

 

Pensemos bem no que temos hoje. Alguém pediu para que fôssemos fiéis depositários.

 

Tomemos conta de nosso corpo. Isto, também, é ser espírita.

 

No atual estágio da humanidade, não há como burilar o espírito sem crestarmos, através das lágrimas, o corpo.

 

A ingratidão é uma das formas de iluminação se, no ato da ofensa ao coração, de coração nós perdoarmos.

 

O desapego é um dos caminhos mais complexos para se chegar a Deus.

 

O físico pode saber o que é. Para tanto, basta sentir, esquecendo  livros e teorias científicas, pois Deus só é entendido, se quebrarmos, com veemência, os paradigmas que nos cegam.

 

Deus não é contabilista, mas quer nosso coração, sem sofrimentos, à crédito.

 

Se pudéssemos, seria de bom tom pedir a Jesus, uma revivência junto às bactérias. É que elas têm muito a nos ensinar, especialmente no que tange à disciplina.

 

Somos tão importantes para Deus que temos vida eterna, como ele.

 

Teimamos até acertar, tendo forças, em levantar, a cada queda. Esta característica humana é uma bênção.

 

Muitos desejam ardentemente ser algo que exigiriam deles algo importantíssimo que talvez não tivessem: o entendimento do conceito de sacerdócio.

 

Se alguém vê em alguma profissão meio para ter um alto “status quo”, procure conhecer também suas lágrimas.

 

Todos os reencarnados sofrem de algumas patologias comuns tais orgulho, vaidade, maledicência, impiedade, preguiça e medo. Todas estas matam, mas o orgulho e a preguiça são metástases de profundo interesse para a medicina espiritual.

 

Todos nós somos potencialmente bons, mas na ação, aprendizes.

 

Quem desejar ser, procure estar em paz com a consciência, pois a Lei do Retorno é inexorável.

 

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. (André Luiz, Nas conversações, Capítulo 9, Agenda Cristã, Psicografia de Chico Xavier.)

NAS DEMANDAS DO TEMPO

Nas demandas do tempo

 

O tempo nos demanda paciência.

 

Somos porta-vozes dos anjos na terra. Não nos percamos em conjecturas que nos anule a perspectiva da construção do via a ser…

 

A terra nos cobra solitários momentos de paz. Já muito nos perdemos nas nossas guerras da incompreensão.

 

Somos labaredas pulsantes ante a eternidade de nossas culpas.

 

Já ser archotes para os que se encontram à retaguarda é-nos tão complicado…

 

Queremos ser estrelas sem conhecer o labor reconstrutivo do ser corpóreo-espiritual.

 

Perdemos muito tempo em uma perfeição de superfície e esquecemos da essência perfectível a ser trabalhada pelo suor de nossas obras…

 

Entre um troglodita e um sábio é justo imaginarmos que estamos situados em um grande hospício como analfabetos da alma…

 

Alguns pensarão que tal postura é por demais contusa.

 

Direi que contusa seria uma forma educada de dizer notadamente sincera.

 

Alguns amigos espíritas perdem muito tempo em questionar autorias… esquecendo de serem autores de seus próprios progressos…

 

Lá outros ficam a observar posturas alheias sem olhar a própria consciência…

 

E nós fugitivos das desditas que nós criamos, esquivamos do cálice necessário, para nos refestelarmos ante a dor incomensurável do re-erro…

 

O quão é difícil ser espírita imperfeito…

 

Somos seres erráticos ante a grande dor da vida…

 

Para alguns o evangelho é ácida novidade. Neste caso coloquemo-nos, todos, neste número.

 

Nossa consciência diverge da nossa paciência. Vice-versa.

 

E nós, quais caudilhos de uma estância abandonada, espírito, aguardamos o tempo como esculápio de nossas dores, esquecendo que somos médicos e pacientes na barca do mestre.

 

Aqui onde estamos não temos tempo para pensar no tempo…

 

Se dependermos dele para nos ajustar, estagnamos…

 

O tempo demanda de nós responsabilidade. É uma é variável descartável na contabilidade divina.

 

Nossa evolução é contínua, eterna e infinita.

 

Assim esqueçamos o tempo e busquemos o auxílio prestimoso e silencioso do balde e do rodo como única terapia eficaz para pararmos de pensar em nosso tempo, e termos, quem sabe, um tempo para Jesus!

 

Ignácio

DICAS PARA HOJE

Dicas para Hoje

 
Ore a Deus.

 
Agradeça pelo dia.
 
Afaste a tristeza.
 
O dom da vida é alegria.
 
Tome um banho.
 
Veja-se em uma cachoeira.
 
Agradeça ao resplendor solar.
 
Resolva-se antes de resolver problemas.
 
Vire cambalhotas.
 
Converse com as plantas.
 
Permita seu coração sonhar.
 
Não se esconda da dor. Enfrente-a.
 
Beije o focinho de seu cão.
 
Beije carinhosamente seus filhos.
 
Veja-se com filho da terra.
 
Dispa-se das complicações.
 
Vista-se de simplicidade.
 
Dê-se o direito rever os seus limites. 
 
Assuma tuas limitações antes que assumam para ti.
 
Ore com fé, mas fazendo tua parte.
 
Ouça uma música.
 
Dance uma valsa numa grande avenida.
 
Permita-se imitar Chaplin dentro de uma convenção.
 
Silencie ao erro do outro. Se viste assim, está em ti.
 
Acaricie teu corpo.
 
Areje teu espirito.
 
Viva um dia de cada vez.
 
Seja menos religioso e mais humano.
 
Desprenda-se da forma e busque o conteúdo.
 
Dogmas não te farão melhor; religiosidade equilibrada sim.
 
Não seja formal ou despojado demais.
 
Seja o que desejar, nunca o que esperam de você.
 
Seja humanamente aprendiz; mestre, foi Jesus.
 
Erre. Este erro abrirá teu coração para novas possibilidades.
 
Não seja chato. Seja normal.
 
Ser cricri te fará conhecido. Ser alegre te trará reconhecimento.
 
Paulo Viotti

O dia depois que você se foi – Eliton Oliveira

Cartaz livro

Contato com o autor Eliton Oliveira: <eliton.oliveira.redator@gmail.com>

Júlia tem 20 anos. Ela está sem memória e acorda em um hospital psiquiátrico.
Não compreende as cicatrizes em seus braços e nem por onde andam seus pais.
Com o auxílio de seu psiquiatra ela vai desvendando sua história, numa viagem através de lembranças esquecidas em busca de respostas… isso mudará sua vida para sempre!

Um belíssimo livro escrito por Eliton Oliveira. Pedidos pelo número

Cel e Whatsapp.: 44 9962-9657

Cartaz livro

ARTE DE AMAR II

Arte de Amar II

 

Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte. 1 João 3:14

 

Quem somos nós para julgar a dor de quem fica, na partida de alguém que ama, para o mundo da verdade?

 

Considerando a nossa natural ignorância com relação às necessidades catárticas de cada um, ousamos, de uma maneira genérica,  refletir em alguns pontos sobre como devemos tratar os desencarnados. Talvez alguma coisa tenha sido falado, mas pedimos licença para relembrar-nos:

 

O amar significa ver o velório como um momento de redescoberta de quem desencarna: Normalmente, independente da religião, o desencarnado, em um primeiro momento,  não entende que deixou o casulo físico. As primeiras horas seguintes ao desencarne são de suma importância para quem parte. É postura de amor em relação a quem parte, entender suas necessidades, libertando-lhes do liames perniciosos do apego, o que não quer dizer que a lágrima seja proibida, de vez que a lágrima sincera é hino de amor. Os momentos iniciais são, por si, complexos e confusos, momento que nos pede discrição até mesmo no amor.

 

O amar é ver o velório como um momento de reflexão: o desencarnado não precisa de nossa língua, mas de nossa  prece. Com tristeza vemos os velórios como shows intermináveis de anedotas e casos desnecessários, envolvendo ou não o desencarnado. Ora, prova de amizade maior neste momento é que os amigos e familiares, sejam empáticos à dor de quem parte, acolhendo a família com afeto e amor, sem mostrar seus lados áridos da alma. À parte a amizade que lhe devotem, se é de intenção de fazer do velório anedotário infeliz,  sugerimos que o ser demonstre apreço e amor, permanecendo em casa, de vez que,  talvez, em seu lar, existam aprendizados necessários à sua existência tão inseridas nas valas da indiferença humana.

 

Ama quem não faz do velório do ser amado uma festa:  cemitério, especialmente as capelas, não são restaurantes, fumódromos ou local de uso de químicos desestabilizantes. Espíritos vigilantes protegem, à mercê do mérito do desencarnado, os velórios, mais especificamente, quem parte. O uso de comida, bebida e demais químicos é um desrespeito não só ao recém-desencarnado, mas também para todos aqueles que já não possuem órgãos sensórios físicos, ou que se vincularam aos excessos em vidas pregressas.  Mais difícil que manter o equilíbrio de um recém-desencarnado, é reequilibrá-lo e mantê-lo em equilíbrio, ante recursos alimentícios e viciantes, nos primeiros momentos da vida da verdade. Quem esteja com fome ou deseje se dopar que fique em casa, de vez que uma simples inconseqüência ingestiva,  em campo santo, além de causar mal estar para o desencarnado, aproxima de quem comete o deslize entidades lhe farão companhia em caráter obsessório.  Outro fator recorrente em velórios é o descuido, independente de gênero, com as vestimentas dos encarnados. Ora, o excesso e a falta de metragem no vestuário, criam ondas anacrônicas no velório. É um momento de dor, não desfile de modas. O ser feminino  com peças mínimas ou com posturas gestuais desnecessárias são um chamativo para pensamentos lascivos alteros, aproximando do local entidades vinculadas aos aspectos hedônicos do existir.

 

Ama quem respeita os direitos e os desejos do desencarnados: no desencarne o desejo do desencarnado tem que ser respeitado. Se o corpo do desencarnado ao estado pertence, o espírito tem seus direitos inalienáveis e, que em penhor de amor, respeito e fraternidade. Tudo que o desencarnado solicitar deverá ser respeitado. Detalhes a parte – flores, idumentárias, urna – alguns ítens nos chamam atenção, pelo absurdo, daqueles por quem julgam ser amados: se alguém quer ser enterrado com sapatos, que deixemos e, principalmente verifiquemos se estão, na urna, com eles. Se o desencarnado que música no velório, que tenha a música e, e momento algum deverá ser tirada. O encarnados podem se retirar do ambiente, o desencarnados só que paz. Se o desencarnado não desejar velório, respeitados os aspectos legais, não faça velório. Se o desencarnado não desejar flores, não ponham. Se for espírita, católico, protestante, evangélico, judeu, indu, budista, façamos suas exéquias conforme a fé conforme a fé que abraçou em vida. Se for ateu, não enalteça nem valor religioso. Ou seja, no desencarne, os desejos que valem são os do desencarnado. Cada ente da família poderá ter seus direitos respeitados quando seu próprio decesso.

 

Pensemos com coerência: pelo que saibamos ninguém fica para semente. Assim todos seremos defuntos, cedo ou tarde. Procuremos amar para que sejamos em nosso desencarne amados. Não sejamos indiferentes, nem exagerados. Sosseguemos nossos coraçoes, nosso linguajar. Plantemos simpatias à nossa volta e, é de bom alvitre que deixemos nossos desejos por escrito, de maneira tal que, não tenhamos desconforto ao desencarnar. A reencarnação é, por si mesma, experiência complexa pelo que, parafraseando do ditado mundano mulher prevenida vale por duas, completamos dizendo que o encarnado prevenido vale por inúmeros seres que ficam-lhe à retaguarda querendo impor suas vontades.

 

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. (André Luiz, Nas conversações, Capítulo 9, Agenda Cristã, Psicografia de Chico Xavier.)

ARTE DE VIVER

Arte de Viver

 

Nascer, morrer, renascer. Esta é a Lei (Allan Kardec)

 

Primícias da vida. Ao desencarnado são momentos de expectativa. De certo que, com natural pensar, os vêm para a nova luta necessitam de paz. Reflexões profundas foram levadas a cabo de maneira a levar-lhes ao entendimento das conseqüências de seus priscos atos. Aos Pais e cuidadores futuros cabe:

 

Amá-los incondicionalmente ainda que nossos instintos nos levem, temporariamente, a pensar na esquiva do convite de levar o afeto àqueles que recomeçam à luta. Especialmente aos cuidadores cabe-nos lembrar que, se o tornaram, convêm refletir que o ser que lhe bate ao coração, já é criatura traumatizada, pelo abandono original.

 

Amá-los sem pensar nos aspectos fenotípicos. A exterioridade do outro, que nos cutela a existência a título de incômodo,  é índice que nosso interior reflete em nossa consciência, chagas profunda na alma. Ver o ser que devemos amar por dentro, como alguém que nos bate à porta, como exilado na dor, deve incitar, em nós, sentimento de fraternidade e paz, como se fosse pedra bruta a ser burilada pelos nossoas genuínos de amor.

 

Amá-los desde os primeiro vagidos até, se for da Lei, o último suspiro. Convém lembrar que, em aderência ao amor, devemos cultivar em nossos filhos o sentimento de desapego. Criar ensinando o desapego, não é criar um desgarrado no porvir, mas seres que amem com responsabilidade, ética e respeito aos valores alteros. Adicionalmente, devemos lembrar, sempre, que nossos filhos são empréstimos divinos, cabendo ao credor cobrar a fatura no tempo certo, dele, não nosso.

 

Amá-los ainda mais quando vêm com desordens de ordem mental. Quem nos chega aos braços, á guisa de ser “especial”, vê em nós o aconchego que somente seres especiais podem cultivar. O “especial” é basicamente amoroso e afetuoso, mas deve ser educado, dentro das possibilidades de que é portador, a ser respeitoso, prático e feliz. Muito embora pareça ser ônus pesado, é cruz bendita para a qual os responsáveis foram talhados, sem a possibilidade de termos Cirineus á nossa disposição. Deus que a tudo pode,  a tudo provê. 

 

Amá-los em sua rebeldia de vez que, a rebeldia é etapa própria da evolução do espírito. Torcer o pepino desde menino é uma opção, desde que não gere, pela rebeldia, um fascínora social. Do ponto de vista prático, o que podemos fazer de melhor, é tentar, sempre, aconselhar, acolher, compartilhar, ouvir compreendendo, aceitar as eventuais verdades ouvidas com humildade, participar da vida  e ser presente com qualidade, não em qualidade, atos lídimos que estão ínsitos na Lei do amor. Filhos não são modelitos sociais. São diamantes a serem lapidados por pequenas atitudes de amor, o tempo todo, de nossa parte. Devem ser, rebeldes ou não, seres úteis ao meio social.

 

Amá-los com especial atenção quando os vícios do contato social lhes aportarem à alma. A família que tem um filho com estes acúleos, bem ou mal, também padece de patologias profundas originadas em idas eras. Nada nos vem ao acaso, ou por cólera divina. Deus não é contador, portanto nada de Lançamentos por conta dele. O nosso problema maior é que nossa consciência é o contador mais perfeito que existe. Deus nada cobrará, mas que fazer, se estamos sempre em débito conosco mesmo. Assim antes do desprezo a estes nossos filhos tão queridos tenhamos comiseração e reflitamos a respeito de nossas próprias mazelas. Nosso passado nos é desconhecido. Ora não há clima para se receber um cravo em um roseiral. Se estes filhos nos vem lhes somos devedores no hoje ou não ontem.

 

O desejo de ter um filho aos moldes de nosso egoísmo é um direito o que não nos exime da pena da prova necessária ou, por outra, Podemos até sonhar com o ideal filial, mas analisemos antes como está nossa consciência, de vez que aos nossos possessivos moldes, ou não, deveremos sim amá-los incondicionamente.

 

Lembremos da fala daquele que nos amou irrestritamente: Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. João 13:34.

 

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. (André Luiz, Nas conversações, Capítulo 9, Agenda Cristã, Psicografia de Chico Xavier.)

DISCIPLINA

Disciplina

 

Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. Provérbios 23:13

 

Hoje falaremos um pouco sobre a disciplina.

 

Esta virtude tão difícil.

 

Esta virtude tão mal compreendida.

 

A fortaleza do homem está no entendimento do amor de Jesus por nós. Mas este entendimento sem o ajuste do psiquismo aos moldes do bem proceder enquanto navegante da nau do cristianismo, de nada vale.

 

A disciplina é importante, mas só ela, torna-se gesso em volta de nossa mente.

 

Ela deve ser maleável no sentir e rígida no agir, mas sempre orientando.

 

Pessoas disciplinadas que não sentem, são robôs.

 

Vejamos nosso Chico que a teve como receita 3 vezes: teve disciplina a vida toda e foi um homem o qual jamais negou afeto a quem quer que seja.

 

Disciplina não quer dizer que devamos mascarar nossos sentimentos para que vença os códices arcaicos.

 

Disciplina não é matéria, mas cadeira inefável a estudarmos nos caminhos a procura do Pai.

 

Os grandes iniciados, cristãos ou não, sempre pautaram a vida pela parcimônia e pela disciplina e, nem por isso amaram menos.

 

Esta arte é, presentemente, ainda pífia em nós, todos nós.

 

Aqueles que arvoram em seu domínio contra a natureza do tempo e da hora, martirizam não só a si, com aos que o cercam.

 

Tentar ser disciplinado como meio de crescimento é válido, mas lembremos que antes devemos ter o amor.

 

Tentar ser disciplinado como forma de autocontrole é válido, mas violentar o corpo que é-nos um presente divino é falta pela qual inevitavelmente iremos resgatar.

 

O amor e a disciplina são um bom tempero.

 

Quem ama já é disciplinado, pois já controla as próprias paixões.

 

Quem ama já tem a disciplina arraigada em seu espírito, pois saberá discernir a fantasia da realidade do mundo que se lhes mostra como prova.

 

Acrescentaríamos mais umas características a adocicar a disciplina: o desprendimento de si.

 

Quando temos amor, desprendimento e disciplina, temos segurança para que a dor do outro nos chegue ao coração, e possamos incondicionalmente amar.

 

O desprendimento é uma virtude, pois abre o coração para o aconchego.

 

Sabemos o quão difícil é a prática destas virtudes, dados os entraves do mundo de hoje. Não por outro motivo que são conquistas demoradas e pacientes.

 

Assim, vejamos a disciplina não como disciplina isolada, conquanto extremamente necessária ao nosso futuro. Primeiro pilar da harmonia, quem tem disciplina, está pronto para desprender-se dos paradigmas ominais e, pronto para amar.

 

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. (André Luiz, Nas conversações, Capítulo 9, Agenda Cristã, Psicografia de Chico Xavier.)

AMBIÇÃO DESREGRADA

AMBIÇÃO DESREGRADA

Recebi a sua carta,
Meu caro amigo Silvestre,
Você faz uma consulta
Em grave questão terrestre.

Você deseja saber
O que ocorre aos que se vão
Para a vida, além da morte
Em desregrada ambição.

O amigo não desconhece:
Ambição de fazer bem,
Anseio de ser melhor
Não fazem mal a ninguém.

Mas a febre do egoísmo
De quem quer mais, mais e mais
Sem precisão ou proveito
Arrasa as forças mentais.

Nesses casos, a pessoa,
Larga o corpo, exige e erra,
De ilusão para ilusão,
Perambulando na Terra.

Você recorda o Nhô Neca
Que arruinou muita viúva,
Desencarnado é um mendigo
Mas pensa que é manda-chuva.

Depois de morto, o João Panca
Que só queria dinheiro,
Ë vigia de um tesouro
Que enterrou no galinheiro.

Nicão despojava os órfãos
Fosse a cara de quem fosse,
Morreu, mas anda chumbado
Ao sítio do Rio Doce.

Depois de deixar o corpo,
A sovina Dona Bela
É vista à porta dos bancos
E diz que os bancos são dela.

Finou-se a falar em ouro
O nosso Nhonhô da Mata,
Ela agora cata pedras,
Achando que ajunta prata.

Passeando bens dos cegos,
Desencarnou Mano Landi,
Pelo remorso, é um fantasma
Assombrando a Roça Grande.

Tomou muita terra alheia
Nhô Chico do Lavajão,
Desencarnado ele clama
Em sete palmas de chão.

Morreu louco de avareza
O esperto Quinquim de Souza,
Tendo acordado na tumba
Quer vender a própria lousa.

Guarde a certeza, meu caro,
Na trilha da criatura,
Ambição mais ambição,
A soma é sempre loucura.

Louva a paz do necessário
Que o trabalho nos consente,
Tudo aquilo que é demais
É desarranjo na mente.

Você mais cedo ou mais tarde,
Tal qual comigo se deu,
Ressurgirá no outro mundo,
Sozinho como nasceu.

Pelo Espírito Cornélio Pires – Do livro: Retratos da Vida, Médium: Francisco Cândido Xavier.

BORRASCAS ÍNTIMAS

Borrascas Íntimas

 

Como passa a tempestade, assim desaparece o perverso, mas o justo tem fundamento perpétuo. Provérbios 10:25

 

Normalmente as borrascas da alma nos pegam nos momentos mais complexos de nossa vida.

 

Nunca nos preparamos para os dilúvios existenciais, como nos preparamos para os júbilos íntimos.

 

Cada momento de nossa vida se-nos passa ao olhar atônito ante a expectativa da destruição.

 

E são nestes momentos que situações íntimas, liberam de nós monstros supostamente dominados, quais dragões a deglutir nossas entranhas.

 

Estamos sempre preparados para as tempestades fora de nós, colocando-nos muitas vezes na posição de intocáveis.

 

Quais púberes inscientes, normalmente nós metemos os pés pelas mãos, pensamos menos que falamos, destruímos mais com construímos.

 

Não estamos em um planeta de facilidades, mas de realidades e, as nossas serão proporcionais à nossa capacidade de sobreviver às vagas destruidoras de nossos sonhos.

 

Até que o alçapão se nos abra aos pés, temos a ilusão que o mundo conspira a nosso favor e, nossa certeza é tanta que não procuramos estudar o meio que nos cerca.

 

Pensamos, nestes momentos, quão cruéis os outros são para nós, mas nem de longe buscamos destroçar a crueldade em nós.

 

Não concordamos com pontos de vista aqui ou acolá, mas nos esquecemos de que não somos unanimidade.

 

De fato, temos que sofrer, mas ninguém quer a perda, a dor, a lágrima e o abandono.

 

E de nada adianta procurar a justiça, considerando que embora o orbe seja o mesmo, os valores da alma são mais ou menos viciados conforme nossas próprias concepções.

 

Certeza tenhamos: se o sofrimento de hoje não encontra ressonância no hoje, o ontem nos clama clemência em prol de nossa evolução.

 

É neste ponto, é neste momento, que as dúvidas vergastam nossa alma, mostrando as nossas próprias feridas, aos nossos pares, de maneira inquestionável.

 

É justo considerar e entender que a grande escola da vida, sempre nos cobrará alguma disciplina na qual fomos reprovados, posto a perfeição na terra é impossível. Sempre estamos a débito.

 

Considerando assim as questões que nos movem, é justo prepararmos para a queda. Decorre que o nosso apego a andores é lamentável. As dores vêm exatamente para reduzir ao pó qualquer presunção distorcida.

 

E quando ocorrem tais fatos lamentáveis, temos na sequencia momentos de decepção, da “Síndrome do Coitadinho”, seguidos de momentos de tristeza, de perplexidade, de Revolta, de despertar, de introspecção, de Calar e, se der tempo, de aprendizado.

 

Tudo isto seria muito simples de fôssemos menos nós mesmos e, olhássemos mais para fora, para o aprendizado que nos aguarda, como agentes ou não do saber.

 

Nada no mundo é pronto; tudo é matéria em construção, de desconstrução, enfim, em transformação. O que hoje se põe como solução pronta, requer possibilidades de mudanças, para que possa, talvez, ficar melhor.

 

Pensemos nas grandes ressacas oceânicas: metaforicamente são grandes adstringências nas entranhas do universo aquífero, removendo o lodo inservível à lamina de água, para a grande transformação da renovação material.

 

Assim é tudo que nos cerca e, que pensamos ter como concreto e pronto. Nosso problema com a posse nos cega sobremaneira a ponto de desprezarmos, por confortável ser, todo ponto de vista que vem de fora. Quando a tempestade da mudança vem, estamos tão presos a atavismos estáticos, que se temos muita força para querelas improdutivas, força ou vontade alguma temos para mudar em nome de uma melhoria.

 

Não pensemos, jamais tão somente em dias solarengos, pois às grandes tempestades que aparentemente trazem destruição e desconforto, nova vida se faz presente com novas possibilidades e nuanças divinas. Pensemos sempre que amanhã não teremos onde encostar a cabeça. Para nós será sempre melhor viver na expectativa dolorosa da incerteza, que na ilusão de que nada mudará.

 

Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum. (André Luiz, Nas conversações, Capítulo 9, Agenda Cristã, Psicografia de Chico Xavier.)