A Lesbica Homofobica – André Luiz Gadelha

A LÉSBICA HOMOFÓBICA

Tânia Maria, ainda que mulher, tinha a sexualidade voltada aos gostos masculinos. Trata-se de uma irmã muito bem resolvida com o seu lesbianismo. Mas, nem sempre foi assim.

Tânia, desde a sua infância, mostrava-se inclinada aos hábitos dos meninos. Filha de pais isentos de preconceitos e gozadores de um conforto financeiro que a permitiu estudar em instituições de alto gabarito, jamais preferiu as bonecas, sempre preferindo os carrinhos e soldados.

Ao entrar na puberdade, quando os hormônios passam a circular na corrente sanguínea do corpo somático, a mente da nossa irmã se torna palco de um forte conflito.

Era clara a sua predileção pelas mulheres, porem não concordava com isso: “- Não pode ser assim. Homem tem gostar de mulher. Mulher tem que gostar de homem. Eu tenho que gostar de homem, mas não consigo.” – Repreendia-se Tânia.

Acontece que Tânia Maria, em encarnação pretérita, atendia pelo nome de Lucas Guilherme, frequentador assíduo das casas de tolerância na cidade em que residia.

Ele viveu intensamente as suas experiências de homem, não estabelecendo laços emocionais com ninguém.

As profissionais das casas que o recebiam caíam em euforia com a sua presença, dado o fato de ser carinhoso e intenso amante. Muitas nem sequer desejam cobrar-lhe pelos serviços, pois eram elas que sentiam atendidas por ele.

Matrimônio? Nem pensar! Para quê?

Porem, a necessidade de se atender as exigências da sociedade de então fizeram com que Lucas sucumbisse às ameaças de seu pai: “- Se não casar-se, Lucas, eu te deserdo. Deixo-te sem tostão algum!” – Bradava o seu genitor.

Assim, Lucas casou-se, como parte integrante dos negócios do pai.

Não conhecia a sua prometida futura esposa. Mas, era menina de lindas feições, despertando as suas paixões.

“ – Tenho a certeza de que não queríamos um ao outro. Mas, já que estamos aqui…” – Argumentou Lucas na lua de mel.

O seu desempenho nas núpcias foi tal que a esposa passou-lhe a ter adoração. Ela sabia tudo a respeito da vida boêmia do marido, incluindo as relações fora do casamento. Mas, os carinhos e os prazeres de alcova eram tamanhos que todos os deslizes eram esquecidos.

Lucas Guilherme também era homofóbico.

A sua aversão pelos irmãos de sexualidade avessa a sua era tamanha que ele dedicava parte das horas da sua existência em perseguir e agredir. Até ao assassinato ele se dedicou.

Enfim, chega a data do desencarne e Lucas leva consigo o vício pelo sexo com mulheres e o ódio aos homossexuais. No mundo espiritual, continuou a alimentar as suas paixões, ladeando-se a espíritos dedicados ao sexo desregrado e manteve a mesma perseguição que manteve quando na carne.

Inúteis foram as tentativas de orientação e esclarecimento, levando os irmãos superiores a concluírem que Lucas teria que perceber, sozinho, que precisava se libertar desses dois distúrbios.

Mas, por serem distúrbios intensos, era imperativo que a evolução acontecesse de vez em vez. Seria o próprio Lucas que decidiria o que erradicar primeiro.

Assim sendo, Lucas reencarnaria em corpo feminino, trazendo as mesmas idéias homofóbicas que seriam amenizadas pela ação dos pais, exemplares educadores.

Desta forma, Tânia não mais agredia, a não ser a si mesma com o seu tormento, até que a saudade pelas vivências sexuais de outrora falou mais alto.

Desde então, Tânia resolveu se aceitar com a sexualidade que vociferava em seu íntimo. Porém, para se aceitar, precisou banir o homofobismo da sua mente. Assim, o fez.

Tânia seguiu a sua vida com tranquilidade.

Fez faculdade, onde, também, construiu a sua vida profissional dedicada à pesquisa científica.

Dessa vez, não casou-se, podendo dedicar-se, por completo, a uma existência sem laços afetivos.

Um relacionamento aqui. Outro ali. Mais outro acolá. Mas, em todos, a mesma intensidade do Lucas Guilherme.

De diferente, só a dedicação ao combate à homofobia.

Se assim não fosse, travaria combate contra si mesma.

Que jesus continue nos abençoando

Rio de Janeiro, 11 de Fevereiro de 2016.

PERANTE A VIDA

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PERANTE  A  VIDA

       Em verdade, o sistema solar — vasto e sublime edifício, de que somos reduzido apartamento — é um império maravilhoso de luz e de vida, cuja grandeza mal começamos a perceber.

       Basta lembrar que a sede rutilante desse largo domínio cósmico, representada pelo divino astro do dia, detém o volume correspondente a um milhão e trezentas mil Terras reunidas, e basta recordar que Júpiter, o filho mais importante do Sol, é mais de mil vezes maior que o nosso Planeta.

       Mas, não é somente a massa comparada desses gigantes do Espaço, que precisamos examinar para definir, com segurança, a nossa pequenez.

       Reportemo-nos, igualmente, às distâncias, recordando que Marte, o nosso vizinho mais próximo, quando menos afastado do educandário em que estagiamos, movimenta-se a cinquenta e seis milhões de quilômetros de nós, oferecendo-nos justas reflexões quanto aos estreitos limites de nossa casa terrestre.

       Registre-se ainda que o nosso Sistema, ante a amplidão ilimitada, é insignificante domicílio na cidade imensa da Via-Láctea, na qual milhões de sóis, transportando consigo milhões de mundos, tanto quanto nos ocorre, procuram, através do movimento e do trabalho incessantes, a comunhão com a indefinível Majestade de Deus.

       Veja, Sírius, Canopus e Antares, sóis resplendentes, junto dos quais o nosso não passará de ponto obscuro, à maneira de lâmpada humilde no coro da imortalidade, constituem palácios suspensos, onde a beleza e a perfeição adquirem aspectos inabordáveis, ainda, ao nosso campo de expressão.

       Todavia, é preciso calar, de algum modo, o êxtase que nos assalta, ante a magnificência do Universo, para atender às obrigações que o mundo nos exige.

       Somos demasiadamente pequeninos para arrojar ao Cosmo o escalpelo de nossas indagações descabidas.

       Aves implumes no ninho da vida eterna, achamo-nos, ainda, muito longe das asas com que ultrapassaremos nossas justas e compreensíveis limitações.

       Por isso mesmo, embora aguardando a celeste herança que nos é destinada no curso dos milênios, busquemos construir a casa de nossos destinos sobre a Rocha do Amor, — Jesus Cristo, — o Sol Espiritual que nos acalenta e soergue para o grande futuro.

       Antes da ascensão a outras esferas, atendamos à necessidades de nossa própria moradia.

       Melhoremo-nos para que a nossa residência melhore.

       Ajudemo-nos, uns aos outros, para que a vida, em nosso plano, se faça menos dolorosa e menos inquietante..

       E, convertendo nosso mundo, pouco a pouco, no santuário vivo em que Jesus se manifeste, estejamos convictos de que a Terra, hoje escura, amanhã se transformará no espelho divino em cuja face a glória de Deus se refletirá.

(De “Intervalos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

(Texto enviado por: “Cristiano de Almeida

A PONTE DE LUZ

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A Ponte de Luz

Terminara Jesus a prédica no monte.

Nisso, o apóstolo Pedro aproxima-se

E diz-lhe: “Senhor, existe alguma ponte

Que nos conduza ao Alto, ao Céu que brilha muito acima?

Conforme ouvi de tua própria voz,

Sei que o Reino do Amor está dentro de nós…

Mas deve haver, no Além, o País da Beleza,

Mais sublime que o Sol, em fulgor e grandeza…

Onde essa ligação, Senhor, esse divino acesso?

Jesus silenciou, como entrando em recesso

Da palavra de luz que lhe fluía a jorro…

Circunvagou o olhar pelas pedras do morro

E, depois de comprida reflexão,

Falou ao companheiro: – “Ouve, Simão,

Em verdade, essa ponte que imaginas

Existe para a Vida Soberana,

Mas temos de atingi-la por estrada

Que não é bem a antiga estrada humana.”

– “Como será, Senhor, esse caminho?”

Tornou Simão a perguntar.

E Jesus respondeu sem hesitar:

– “Coração que a escolha, às vezes, vai sozinho,

E quase que não tem

Senão renúncia e dor, solidão e amargura…

E conquanto pratique e viva a lei do bem,

Sofre o assédio do mal que o vergasta e procura

Reduzi-lo à penúria e ao desfalecimento.

Quem busca nesta vida transitória,

Essa ponte de luz para a eterna vitória

Conhecerá, de perto, o sofrimento

E há de saber amar aos próprios inimigos,

Não contará percalços nem perigos

Para servir aos semelhantes,

Viverá para o bem a todos os instantes

E mesmo quando o mal pareça o vencedor,

Confiando-se a Deus, doará mais amor…

E ainda que a morte, Pedro, se lhe imponha,

Na injustiça ferindo-lhe a vergonha,

Aceitará pedradas sem ferir,

Desculpará injúria e humilhação

Se deseja elevar o coração

À ponte para o Reino do Porvir…”

Alguns dias depois, o Cristo flagelado,

Entregue à própria sorte

Encontrava na cruz o impacto da morte,

Silencioso, sozinho, desprezado…

Terminada que foi a gritaria

Da multidão feroz naquele dia,

Ante o Céu anunciando aguaceiro violento,

Pedro foi ao Calvário, aflito e atento,

Envergando disfarce…

Queria ver o Mestre, aproximou-se

Para sentir-lhe o extremo desconforto…

Simão chorou ao ver o Amigo morto.

E ao fitá-lo, magoado, longamente

Ele ouviu, de repente,

Uma voz a falar-lhe das Alturas:

– “Pedro, segue, não temas, crê somente!…

Recorda os pensamentos teus e meus…

Esta cruz que me arrasa e me flagela

É a ponte que sonhavas, alta e bela,

Para o Reino de Deus.”

Maria Dolores

(livro: A Vida Conta, Médium: Francisco Cândido Xavier)

Mensagem fraterna

MENSAGEM FRATERNA
    Guarde-se do mal e defenda-se dele com a realização do bem operante.
Há muito que fazer, valorizando a oportunidade e serviço que surge inesperada.
A intriga não merece a atenção dos seus ouvidos.
A injúria não merece o respeito da sua preocupação.
A ingratidão não merece o respeito da sua preocupação.
A ofensa não merece o zelo da sua aflição.
O ultraje não merece o seu revide verbalista.
A mentira não merece a interrupção das suas nobres tarefas.
A exasperação não merece o seu sofrimento.
A perseguição gratuita não merece a sua solicitude.
A maledicência não merece o alto-falante da sua garganta.
A inveja não merece o tempo de que você necessita para o trabalho nobre.
Abra os braços ao dever, firme-se no solo do serviço, abrace-se à cruz da responsabilidade, recordando o madeiro onde expirou o Cristo e, em perfeita magnitude, desafie a fúria do mal.
O lídimo cristão é fiel servidor. 

( Divaldo P. Franco por Marco Prisco. In: Legado Kardequiano)

Tragédia no Circo

TRAGÉDIA NO CIRCO

Naquela noite, da época recuada de 177, o “concilium” de Lião regurgitava de povo.

Não se tratava de nenhuma das assembléias tradicionais da Gália, junto ao altar do Imperador, e sim de compacto ajuntamento.

Marco Aurélio reinava, piedoso, e. Embora não houvesse lavrado qualquer rescrito em prejuízo maior dos cristãos, permitira se aplicassem na cidade, com o máximo rigor, todas as leis existentes contra eles.

A matança, por isso, perdurava, terrível.

Ninguém examinava necessidades ou condições. Mulheres e crianças, velhos e doente, tanto quanto homens válidos e personalidades prestigiosas, que se declarassem fiéis ao Nazareno, eram detidos, torturados e eliminados sumariamente.

Através do espesso casario, a montante da confluência do Ródano e do Saône, multiplicavam-se prisões, e no sopé da encosta, mais tarde conhecida como colina de Fourviére, improvisara-se grande circo, levantando-se altas paliçadas em torno de enorme arena.

As pessoas representativas do mundo lionês eram sacrificadas no lar ou barbaramente espancadas no campo, enviando-se os desfavorecidos da fortuna, inclusive grande massa de escravos, ao regozijo público.

As feras pareciam agora entorpecidas, após massacrarem milhares de vítimas, nas mandíbulas sanguinolentas. Em razão disso, inventavam-se tormentos novos.

Verdugos inconscientes ideavam estranhos suplícios.

Senhoras cultas e meninas ingênuas eram desrespeitadas antes que lhes decepassem a cabeça, anciães indefesos viam-se chicoteados até a morte. Meninos apartados do reduto familiar eram vendidos a mercadores em trânsito, para servirem de alimárias domésticas em províncias distantes, e nobres senhores tombavam assassinados nas próprias vinhas.

Mais de vinte mil pessoas já haviam sido mortas.

Naquela noite, a que acima nos referimos, anunciou-se para o dia seguinte a chegada de Lúcio Galo, famoso cabo de guerra, que desfrutava atenções especiais do Imperador por se haver distinguido contra a usurpação do general Avídio Cássio, e que se inclinava agora a merecido repouso.

Imaginaram-se, para logo, comemorações a caráter.

Por esse motivo, enquanto lá fora se acotovelavam gladiadores e jograis, o patrício Álcio Plancus, que se dizia descendente do fundador da cidade, presidia a reunião, a pedido do Propretor, programando os festejos.

– Além das saudações, diante dos carros que chegarão de Viena – dizia, algo tocado pelo vinho abundante -, é preciso que o circo nos dê alguma cena de exceção… O lutador Setímio poderia arregimentar os melhores homens; contudo, não bastaria renovar o quadro de atletas…

– A equipe de dançarinas nunca esteve melhor – aventou Caio Marcelino, antigo legionário da Bretanha que se enriquecera no saque.

– Sim, sim… – concordou Álcio – instruiremos Musônia para que os bailados permaneçam à altura…

– Providenciaremos um encontro de auroques – lembrou Pérsio Níger.

– Auroques! Auroques!… – clamou a turba em aprovação.

– Excelente lembrança! – falou Plancus em voz mais alta – mas, em consideração ao visitante, é imperioso acrescentar alguma novidade que Roma não conheça…

Um grito horrível nasceu da assembléia;

– Cristãos às feras! cristãos às feras!

Asserenado o vozerio, tornou o chefe do conselho:

– Isso não constitui novidade! E há circunstâncias desfavoráveis. Os leões recém-chegados da África estão preguiçosos…

Sorriu com malícia e chasqueou:

– Claro que surpreenderam, nos últimos dias, tentações e viandas que o própio Lúculo jamais encontrou no conforto de sua casa…

Depois das gargalhadas gerais, Álcio continuou, irônico:

– Ouvi, porém, alguns companheiros, ainda hoje, e apresentaremos um plano que espero resulte certo. Poderíamos reunir, nesta noite, aproximadamente mil crianças e mulheres cristãs, guardando-as nos cárceres… E, amanhã, coroando as homenagens, ajuntá-las-emos na arena, molhada de resinas e devidamente cercada de farpas embebidas em óleo, deixando apenas passagem estreita para a liberação das mais fortes. Depois de mostradas festivamente em público, incendiaremos toda a área, deitando sobre elas os velhos cavalos que já não sirvam aos nossos jogos… Realmente, as chamas e as patas dos animais formarão muitos lances inéditos…

– Muito bem! Muito bem! – reuniu a multidão, de ponta a ponta do átrio.

– Urge o tempo – gritou Plancus – e precisamos do concurso de todos… Não possuímos guardas suficientes.

E erguendo ainda mais o tom de voz:

– Levante a mão direita quem esteja disposto a cooperar.

Centenas de circunstantes, incluindo mulheres robustas, mostraram destra ao alto, aplaudindo em delírio.

Encorajado pelo entusiasmo geral, e desejando distribuir a tarefa com todos os voluntários, o dirigente da noite enunciou, sarcástico e inflexível:

– Cada um de nós traga um… Essas pragas jazem escondidas por toda a parte… Caçá-las e exterminá-las é o serviço da hora…

Durante a noite inteira, mais de mil pessoas, ávidas de crueldade, vasculharam residências humildes e, no dia subsequente, ao Sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, no fim de soberbo espetáculo, encontraram a morte, queimadas nas chamas alteadas ao sopro do vento, ou despedaçadas pelos cavalos em correria.

Quase dezoito séculos passaram sobre o tenebroso acontecimento… Entretanto, a justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou todos os responsáveis, que, em diversas posições de idade física, se reuniram de novo para dolorosa expiação, a 17 de dezembro de 1961, na cidade brasileira de Niterói, em comovedora tragédia num circo.

Pelo Espírito Irmão X – Do livro: Cartas de Crônicas, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Teu Tijolo de Amor – Emmanuel

TEU TIJOLO DE AMOR

És uma parcela do Infinito Amor, no rumo da Perfeição Infinita, e o primeiro sinal de que reconheces a excelsitude do teu destino é o esquecimento de ti mesmo, a benefício dos outros.

Por mais áspero seja o caminho, segue, pois amando e servindo.

Não enumeres sacrifícios, nem contes dificuldades.

A glória da vida é a doação permanente.

A estrela te envia luz, varando os empeços da sombra, e a raiz da planta que te estende a bênção do fruto é constrangida a morar no limo do solo, a fim de sobreviver.

Não faltes ao amor que nunca te fala.

O objetivo fundamental de nossa presença, em qualquer estância do Universo, é o serviço que possamos prestar.

Paixões e ilusões que nos conturbem as horas, e mágoas ou provas que nos calcinem os sentimentos, afiguram-se convulsões necessárias no mundo de nossa alma em transformação e burilamento.

Pairando muito além de semelhantes calamidades, permanece imperecível o bem que distribuíste, como sendo a tua riqueza eterna.

Raciocina e enternece-te.

Pensa e auxilia.

Registrarás o verbo equívoco dos que se transviam temporariamente, asseverando que o mundo pertence aos que se façam bastantes fortes na astúcia ou na opressão, que a bondade é um conceito perdido no trabalho da moderna civilização, mas seguirás adiante, compreendendo que ninguém confunde a justiça, ainda que se creia sob o manto ilusório da impunidade, e que o progresso material, sem amor que lhe garanta o equilíbrio, mais não é o que uma exibição de poder, endereçada ao campo de cinza.

Vive em tua época.

Esforça-te e realiza, alegra-te e sofre com os teus contemporâneos; todavia, de quando em quando, recolhe-te ao abrigo da consciência e escuta as antigas verdades sempre novas que te anunciam o Reino de Deus!…

Para reformula-las, os Espíritos do Senhor se espalham presentemente no Planeta, constituindo legiões…

Eles nos ensinam – a nós, os tarefeiros encarnados e desencarnados da seara enorme – que o ódio será banido das nações, que o egoísmo desaparecerá da Terra, que a ciência instruirá a ignorância, que a compaixão converterá todos os cárceres em sanatórios e que a educação espiritual extinguirá todos os focos de delinquência!…

Para isso, no entanto, eles te rogam o tijolo de trabalho e de amor que possas oferecer à sublime edificação.

Ama e serve sempre.

Tudo o que te aflige ou te espanta, nas conquistas da inteligência de hoje, representa ensaio da supercultura de que o mundo amanhã aproveitará o que seja melhor, e, acima de todas as legendas que gritam ainda agora por fraternidade e reivindicação, ouviremos como proclamação mais alta a palavra de Jesus, no apelo inesquecível: – “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Pelo irmão Emmanuel, através do irmão Francisco Cândido Xavier, do livro Encontro Marcado

Colaboração do nosso irmão

Antônio Sávio de Resende – Tonhão

A Roupa Faz a Diferença? – Autor Desconhecido

A ROUPA FAZ A DIFERENÇA?

Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida, pergunta:


– Vocês sabem onde está o médico do hospital?


Com tranqüilidade o médico respondeu:


– Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?


Ríspida, retorquiu:


– Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?


Mantendo-se calmo, contestou:


– Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la ?


– Como? O senhor? Com essa roupa?


– Ah, Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta….


– Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que… Vestido assim, o senhor nem parece um médico…


– Veja bem as coisas como são…- disse o médico -… as vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um simpaticíssimo "boa tarde!"; como se vê, as roupas nem sempre dizem muito…


Um dos mais belos trajes da alma é a educação; sabemos que a roupa faz a diferença mas o que não podemos negar é que:

Falta de Educação, Arrogância, Falta de Humildade, Pessoas que se julgam donas do mundo e da verdade, Grosseria e outras "qualidades" derrubam qualquer vestimenta.
Bastam às vezes, apenas 5 minutos de conversa para que o ouro da vestimenta se transforme em barro.

Educação é tudo!

(Fonte:https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20100111111601AAHjrcJ)

Colaboração do nosso irmão Wanderley Alvez (G E Maria Vaz – RJ)

jesus em casa

JESUS EM CASA

Pelo Espírito Irene S. Pinto. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Luz no Lar. Lição nº 02. Página 13.

O culto do Mestre, em casa,

É novo sol que irradia

A música da alegria

Em santa e bela canção.

É a glória de Deus que vaza

O dom da Graça Divina…

Que regenera e ilumina

O templo do coração.

Ouvida a bênção da prece,

Na sala doce e tranquila,

A lição do bem cintila

Como um poema a brilhar.

O verbo humano enaltece

A caridade e a esperança,

Tudo é bendita mudança…

No plano familiar.

Anula-se a malquerença,

A frase é contente e boa.

Quem guarda ofensas, perdoa,

Quem sofre, agradece à cruz.

A maldade escuta e pensa

E o vício da rebeldia

Perde a máscara sombria…

Toda névoa faz-se luz!

Na casa fortalecida

Por semelhante alimento,

Tudo vibra entendimento

Sublime e renovador.

O dever governa a vida

Vozes brandas falam calmas…

É Jesus chamando as almas.

Ao reino do Eterno Amor!

AMOR LIVRE

AMOR LIVRE

Pergunta: Qual das duas, a poligamia ou a monogamia é mais conforme à lei da Natureza? Resposta: A poligamia é lei humana cuja abolição marca Progresso social.

O casamento segundo as vistas de Deus tem que se fundar na afeição dos seres que se unem. Na poligamia, não há afeição real: há apenas sensualidade. Item n° 701, de “O livro dos Espíritos”.

Comenta-se a possibilidade de legalização das relações sexuais livres, como se fora justo escolher companhias para a satisfação do impulso genésico, qual se apontam iguarias ou vitaminas mais desejáveis numa hospedaria. Relações sexuais, no entanto, envolvem responsabilidade.

Homem ou mulher, adquirindo parceira ou parceiro para a conjunção afetiva, não conseguirá, sem dano a si mesmo, tão-somente pensar em si.

Referentemente ao assunto, não se trata exclusivamente da ligação em base do matrimônio legalmente constituído. Se os parceiros da união sexual possuem deveres a observar entre si, à face de preceitos humanos, voluntariamente aceitos, no plano das chamadas ligações extralegais acham-se igualmente submetidos aos princípios das Leis Divinas que regem a Natureza. Cada Espírito detém consigo o seu íntimo santuário, erguido ao amor, e Espírito algum menoscabará o “lugar sagrado” de outro Espírito, sem lesar a si mesmo. Conferir pretensa legitimidade às relações sexuais irresponsáveis seria tratar “consciências” qual se fossem “coisas”, e se as próprias coisas, na condição de objetos, reclamam respeito, que se dirá do acatamento devido à consciência de cada um? É óbvio que ninguém se lembrará, em são juízo, de recomendar escravidão às criaturas claramente abandonadas ou espezinhadas pelos próprios companheiros ou companheiras a que se entregaram, confiantes; isso, no entanto, não autoriza ninguém a estabelecer liberdade indiscriminada para as relações sexuais que resultariam unicamente em licença ou devassidão. Instituído o ajuste afetivo entre duas pessoas, levanta-se, concomitantemente, entre elas, o impositivo do respeito à fidelidade natural, ante os compromissos abraçados, seja para a formação do lar e da família ou seja para a constituição de obras ou valores do espírito. Desfeitos os votos articulados em dupla, claro que a ruptura corre à conta daquele ou daquela que a empreendeu, com o aceite compulsório das conseqüências que advenham de semelhante resolução. Toda sementeira se acompanha de colheita, conforme a espécie. É razoável nos lembremos disso, porquanto o autor ou autora da defecção havida, ante os princípios de causa e efeito, é considerado violador de almas, assumindo com as vítimas a obrigação de restaurá-las, até o ponto em que as injuriou ou prejudicou, ainda mesmo quando na conceituação incompleta do mundo essas criaturas tenham sido encontradas supostamente já prejudicadas ou injuriadas por alguém. O diamante no lodo não deixa de ser diamante, sem perder o valor que lhe é próprio, diante da vida. A criatura em sofrimento não deixa de ser criação de Deus, sem perder a imortalidade que lhe é própria, à frente do Universo. Que a tentação de retorno dos sistemas poligâmicos pode ocorrer habitualmente com qualquer pessoa, na Terra, é mais que natural – é justo. Em circunstâncias numerosas, o pretérito pode estar vivo nos mecanismos mais profundos de nossas inclinações e tendências. Entretanto, os deveres assumidos, no campo do amor, ante a luz do presente, devem prevalecer, acima de quaisquer anseios inoportunos, de vez que o compromisso cria leis no coração e não se danificarão os sentimentos alheios sem resultados correspondentes na própria vida. Observem-se, nos capítulos do sexo, os desígnios superiores da Infinita Sabedoria que nos orienta os destinos e, nesse sentido, urge considerar que a Vontade de Deus, na essência, é o dever em sua mais alta expressão traçado para cada um de nós, no tempo chamado “hoje”. E se o “hoje” jaz viçado de complicações e problemas, a repontarem do “ontem”, depende de nós a harmonia ou o desequilíbrio do “amanhã”.

Pelo Espírito Emmanuel – Do livro: Vida e Sexo, Médium: Francisco Cândido Xavier.