Semeia e semeia

SEMEIA E SEMEIA

Ei-los, em esfuziante alegria, permutando sorrisos num festival de juventude, que lhes parece não ter fim. Folgazões, transitam de cidade em cidade espairecendo, caçando prazeres, renovando emoções. Quase esvoaçantes, coloridos, recordam bandos de aves arrulhando nas florestas da vida.
Embriagados pelo licor da frivolidade passam gárrulos e ligeiros, sem pousos certos, alongando-se pelas estradas vastas das férias intermináveis.
Ao lado deles trabalham aqueloutros que os invejam e lhes exploram a loucura, quais formigas diligentes que acumulam para si, ceifando a plantação alheia, receosas da escassez hibernal. São gentis a preço de ouro e vendem cortesia, detestando-os quase, em silêncio, reprochando-lhes o comportamento leviano, sentindo-se magoados por não poderem fazer o mesmo.
Aqueles vêm para cá buscando o sol e estes saem daqui procurando as temperaturas brandas. Uns sobem as montanhas e outros as descem, agitados, todos, a buscarem nada.
Perderam a paz íntima e não sabem, talvez não desejem saber.
Anestesiam-se com a ilusão e fogem da realidade, enlouquecendo paulatina, irreversivelmente.
***
Dizes que conheces as nascentes da água lustral do bem e da harmonia. Gostaria de ofertá-las, a cântaros cheios, ou abrindo, com as mãos da ternura, sulcos profundos por onde jorrassem filetes a se transformarem em rios de abundância a benefício de todos.
Eles, porém, os sorridentes e os corteses que defrontas, recusam a tua oferenda.
Falas sobre o amor e zombam.
Cantas a verdade e promovem balbúrdia.
Emocionas-te ante a dor e os irritas.
Apresentas Jesus e desertam, ansiosos, tentando novas expressões de fuga, desinteressados e belicosos contra ti.
Não te entristeças ante os panoramas sombrios do momento. Logo mais, na estação própria, haverá luz e cor, reverdecendo a paisagem cinza, florindo-a, perfumando-a.
Possivelmente, já transitaste em rotas semelhantes e por essa razão sentes o amargor tisnar teus lábios, vendo-os e ouvindo-os, sabendo que este ludíbrio não dura indefinidamente. Eles despertarão sim, como já despertaste para outra realidade que agora te abrasa a vida e dá-te forças para avançar.
***
Hoje, todos estes estão fugindo de si mesmos. Ontem, porém, quando estavas com eles, fugias também, conduzindo as armas da guerra e do crime, que alguns já têm nas mãos e que outros irão tomá-las com avidez.
Considera, então, o quanto macerou ao imensurável Rabi, vê-los, assim, sanguinários e irresponsáveis, tendo-O ao lado sem O desejarem, ouvindo-O sem O quererem entender… Longa para o Mestre foi a via dolorosa, enquanto com eles e com nós todos, até hoje, que ainda não O sabemos amar nem servi-Lo.
Afeiçoa-te, por tua vez, à lavoura do amor e semeia, conquanto escasseiem ouvidos abertos e mentes acessíveis à semente de luz.
O Colégio Galileu reuniu apenas doze, ao chamado de Jesus, e não obstante a deserção de um discípulo equivocado, outro foi eleito para o seu lugar, ao tempo em que a palavra de vida eterna se espalhava como pólen fecundo penetrando, desde então, milhões de vidas que se felicitaram com a Verdade, alargando as avenidas da esperança para a Humanidade inteira.
Assim, semeia e semeia.

(De Sol de Esperança. Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis)
(texto recebido de Cristiano de Almeida)

Um dia todinho feito de harmonia,

todinho iluminado de felicidade,
todinho perfumado de amor,
pra vc e todos ao seu redor.
Abraços com carinho
Equipe CVDEE

CVDEE – Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo
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Entrevistas virtuais: sobre diversos temas e com diversos estudiosos da Doutrina Espírita.
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estudo infantil: aos domingos, 18h30, para teens de 13 até 17 anos; e aos domingos, 17h30, com linguagem para a faixa etária entre 07 e 12 anos. A sala é Espiritismo Net Infanto Juvenil. Aguardamos sua presença junto com as crianças e adolescentes. Nossa programação você encontra em:

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O CASO DO RICO

O CASO DO RICO

Conta-se que o Rico da Parábola, após desiludir-se quanto aos propósitos de voltar à Terra, a fim de anunciar a verdade aos parentes, atormentado de sede desceu às regiões mais baixas do purgatório, forradas de fogo devorador.

De algum modo, resignara-se com os tormentos que lhe assediavam o coração, porque fizera por merecê-los, bem o reconhecia. Despojara viúvas paupérrimas, perseguira órfãos desprotegidos e provocara a falência de homens honestos; faltara a princípios comezinhos de caridade, praticara a usura e subornara consciências frágeis. Sempre decidido a valer-se do fascínio do ouro, aproveitara de muita gente invigilante e inclinada ao mal, a serviço da ambição que lhe era própria. Receando o futuro, amealhara consideráveis haveres para os filhos; rodeara-os de vantagens e facilidades econômicas, à custa do angustiado suor dos humildes, por ele convertidos em escravos sofredores. Em suma, fora cruel e fazia jus à punição. Entretanto, não se conformava com a impossibilidade de avistar-se com a família. Porque não voltar à Terra para renovar a concepção da mulher e dos filhos? A companheira sempre fora fiel às suas recomendações. Se pudesse falar-lhe, corrigiria tudo a tempo. Todavia, Pai Abraão não lhe proporcionara qualquer esperança.

Refletia, amargurado, consigo mesmo, quando surgiu alguém no seio das sombras. A princípio, não reconhecera o recém-chegado, mas, depois de um abraço, o visitante exclamou:

Não se lembra?

Retribuiu emocionadamente. Recordava-se, agora. Aquele era Benjamim, filho de Habacuc, que o precedera no túmulo. Espantava-o a surpresa do reencontro. Benjamim, tanto quanto ele próprio, fora usurário, de coração frio e duro. O manto roto denunciava-lhe a penosa situação e a cinza que lhe cobria as mãos, o rosto e os cabelos davam a idéia de que o mísero emergia do bojo de uma cratera.

Terminadas as saudações da hora, o Rico humilhado expôs-lhe o caso pessoal. Conformava-se com o purgatório tenebroso, no reconhecimento de suas culpas, contudo desesperava-se pela impossibilidade de voltar a casa, para relacionar a verdade dos fato.

O outro, porém, após ouvi-lo pacientemente, assegurou:

Não vale a pena inquietar-se. Voltei e nada consegui.

Voltou? inquiriu o novo condenado, deixando transparecer, na voz, um raio de esperança.

Sim.

E chegou a visitar sua casa, sua mulher, seus filhos, seus servos, suas propriedades, suas terras, seus jumentos, seus camelos, seus bois?

Sim.

Visitou o templo?

Visitei.

Tornou a cruzar nossos campos?

Tornei.

O Rico chegou a olvidar as aflições do momento e, contemplando o interlocutor, admirado, prosseguiu:

E os familiares? reconheceram-no?

O interpelado entrou em silêncio. Algumas lágrimas umedeceram-lhe os olhos sombrios.

Instado pelo amigo, informou, com desapontamento:

Visitei a família, detive-me nas propriedades que julguei me pertencessem, rendi homenagem aos tesouros de nossa raça, mas ninguém me reconheceu. Decorridos alguns dias sobre a morte do meu corpo, desarmonizaram-se meus filhos por questões da herança que lhes deixei. Rúben amputou o braço de Eliazar numa cena de sangue, Esaú amaldiçoou os irmãos e entregou-se ao vinho pela ausência do trabalho e Simeão enlouqueceu no vício. Minha esposa, não obstante a idade, apaixonou-se por um rico mercador de tapetes que se assenhoreou do nosso dinheiro e das preciosidades domésticas que me eram mais caras, conduzindo-a para Eades. Minhas terras de Gaza foram vendidas a qualquer preço a libertos romanos, meus camelos foram entregues, a trôco de reduzidas moedas, a velhacos negociantes do deserto, meus bois foram mortos, meus jumentos dispersos. Alguns de meus servos fugiram espancados, enquanto outros foram vendidos para Chipre. Minhas propriedades rurais mergulharam no mato, caindo no abandono e entregues a criadores de cavalos e porcos.

Mostrou o Rico uma careta de angústia e perguntou:

Mas a mulher e os filhos não o reconheceram,

Visitei-os à noite, para conversarmos a sós, no entanto expulsaram-me em desespero, insistindo para que eu descesse para sempre aos infernos. Em vão procurei fazer insinuar-me entre eles. Não acreditaram na minha presença e fizeram-se surdos às minhas palavras.

Desencantado, o Rico perguntou:

Não fez reclamações aqui? não rogou o socorro de Pai Abraão?

Voltou-se o companheiro, explicando gravemente:

Pedi o amparo dos mensageiros de Jeová, entretanto, em nome dEle, nosso Eterno Senhor, esclareceram-me que a obra era minha, que nunca fui verdadeiramente esposo de minha mulher e pai de meus filhos nem amigo dos cooperadores e dos animais que me serviam diariamente. Jamais auxiliara os meus na aquisição dos valores positivos do espírito imortal e nem criara nas propriedades de que fui mordomo infiel o ambiente de amor e harmonia, calma e confiança que Jeová, em vão, esperou de mim. Apegara-me simplesmente à usura, ao egoísmo, à admiração e culto de mim mesmo, dilatando a vaidade de minha dominação indébita.

E concluiu, com tristeza :

Por isso, mereci a ironia da sorte e a incompreensão dos meus.

O Rico ouviu, meditou, consultou as próprias reminiscências e, erguendo os braços para o alto, exclamou:

Glória a Pai Abraão que não permitiu meu regresso à Terra e me deu a sede angustiosa e o fogo consumidor para que sarem as feridas de minhalma!

E, resignado, deitou-se na cinza quente do purgatório, esperando o futuro.


pelo Espírito Irmão X – Do livro: Lázaro Redivivo, Médium: Francisco Cândido Xavier.
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A NECESSIDADE DE ENTENDIMENTO

A NECESSIDADE DE ENTENDIMENTO

Um dos companheiros trazia ao culto evangélico enorme expressão de abatimento.

Ante as indagações fraternas do Senhor, esclareceu que fora rudemente tratado na via pública.

Vários devedores, por ele convidados a pagamento, responderam com ingratidão e grosseria.

Não se internou o Cristo através da consolação individual, mas, exortando evidentemente todos os companheiros, narrou, benevolente:

Um grande explicador dos textos de Job possuía singulares disposições para os serviços da compreensão e da bondade, e, talvez por isso, organizou uma escola em que pontificava com indiscutível sabedoria.

Amparando, certa ocasião, um aprendiz irrequieto que freqüentes vezes se lamuriava de maus tratos que recebia na praça pública, saiu pacientemente em companhia do discípulo, pelas ruas de Jerusalém, implorando esmolas para determinados serviços do Templo.

A maioria dos transeuntes dava ou negava, com indiferença, mas, numa esquina movimentada, um homem vigoroso respondeu-lhes à rogativa com aspereza e zombaria.

O mestre tomou o aprendiz pela mão e ambos o seguiram, cuidadosos.

Não andaram muito tempo e viram-no cair ao solo, ralado de dor violenta, provocando o socorro geral.

Verificaram, em breve, que o irmão irritado sofria de cólicas mortais.

Demandaram adiante, quando foram defrontados por um cavalheiro que nem se dignou responder-lhes à súplica, endereçando-lhes tão somente um olhar rancoroso e duro.

Orientador e tutelado acompanharam-lhe os passos, e, quando a estranha personagem alcançou o domicílio que lhe era próprio, repararam que compacto grupo de pessoas chorosas o aguardava, grupo esse ao qual se uniu em copioso pranto, informando-se os dois de que o infeliz retinha no lar uma filha morta.

Prosseguiram esmolando na via pública e, a estreito passo, receberam fortes palavrões de um rapaz a quem se haviam dirigido.

Retraíram-se ambos, em expectativa, verificando, depois de meia hora de observação, que o mísero não passava de um louco.

Em seguida, ouviram atrevidas frases de um velho que lhes prometia prisão e pedradas; mas, decorridas algumas horas, souberam que o infortunado era simplesmente um negociante falido, que se convertera de senhor em escravo, em razão de débitos enormes.

Como o dia declinasse, o respeitável instrutor convocou o discípulo ao regresso e ponderou: Guardaste a lição? Aceita a necessidade do entendimento por sagrado imperativo da vida.

Nunca mais te queixes daqueles que exibem expressões de revolta ou desespero nas ruas.

O primeiro que nos surgiu à frente era enfermo vulgar; o segundo guardava a morte em casa; o terceiro padecia loucura e o quarto experimentava a falência.

Na maioria dos casos, quem nos recebe de mau-humor permanece em estrada muito mais escura e mais espinhosa que a nossa.

E, completando o ensinamento, terminou o Senhor, diante dos companheiros espantados: Quando encontrarmos os portadores da aflição, tenhamos piedade e auxiliemo-los na reconquista da paz íntima.

O touro retém os chifres, por não haver atingido, ainda, o dom das asas.

Reclamamos, comumente, contra a ovelha que nos perturba o repouso, balindo, atormentada; todavia, raramente nos lembramos de que o pobre animal vai seguindo, sob laço pesado, a caminho do matadouro.

pelo Espírito Neio Lúcio – Do livro: Jesus no Lar, Médium: Francisco Cândido Xavier.

JUNTOS

JUNTOS

Meu querido Ricardo!

Jesus nos fortaleça os corações no grande caminho restaurador.

Volte ao campo de serviço, com a alegria do lidador edificado no dever bem cumprido.

Quando a saudade doer mais fundo em seu espírito carinhoso, lembre-se de que acontecimento algum, por mais escuro, nos poderá separar. Permaneceremos sempre juntos na sementeira dos novos destinos, porque a prática do bem não constitui a felicidade exclusiva do presente, e sim a ventura porvindoura, rica de bênçãos a se multiplicar, indefiníveis no tempo.

Cada dia é nova oportunidade de orar, servir e semear. Orar, agradecendo a Jesus as dádivas que nos tem concedido. Servir a quantos nos partilham a luta e a esperança e semear a renovação da alma pelo exercício da virtude, onde estivermos.

Nunca perca, meu filho, essa doce certeza de nossa comunhão inalterável. De outro modo, o desânimo nos perturbaria os corações. A jornada na carne é uma viagem cheia de obstáculos e sombras para os que não atingiram a luz da fé. Para nós, porém, que temos encontrado acesso à divina fonte da crença fiel, todas as dores e espinhos da senda representam lições que nos compete aproveitar.

Quando você estiver cansado, serei arrimo que lhe apoiará as energias.

Quando estiver triste, trarei ao cálice da sua alma o elixir da alegria espiritual, reacendendo a chama da esperança à frente do bom combate. Quando lutar com as dificuldades de qualquer natureza, transformar-me-ei no invisível instrumento da vitória para entoar com a sua voz o cântico de triunfo, na grande batalha da nossa redenção.

Quando a coragem diminuir em sua disposição de trabalhador leal ao bem, serei a ditosa fortaleza intangível que revestirá o seu sentimento em forças novas, a fim de que não nos faltem a paz e bom ânimo. Quando você experimentar a necessidade de silêncio, para modificar a natureza das coisas, em favor de sua própria transformação para Jesus, ajudá-lo-ei e encerrar essa palavra no precioso cofre da paciência.

Quando estiver sentindo a necessidade da prece em sua caminhada no mundo, formarei ao seu lado, elevando ao Senhor o meu apelo, ardente de confiança, a benefício de nossas realizações.

E quando o seu coração amigo e acolhedor estiver visitando ou auxiliando a nova família, representada por algumas dezenas de corações que nos consagramos, lembre-se de que sigo a sua estrada que é igualmente minha, encontrando o meu equilíbrio e o estímulo na plantação de amor evangélico, a que se devota o seu sentimento de irmão sincero de todos os sofredores.

Não nos preocupemos com a missão da inteligência. Todo servo de Jesus é respeitável na posição em que se coloque. A tarefa essencial, o apostolado de nós ambos, é de reforma íntima com a máxima colaboração em favor de todos.

Estender o coração nas mãos vale mais que estender as idéias através da boca, e, assim, continuemos cultivando os canteiros felizes de caridade, porque a caridade é a chave da Casa de Deus. De posse dela, poderemos buscar a morada nova, em cuja intimidade as flores da paz e da alegria nos respondem com abençoadas luzes de sempre.

Conserve a coragem e o otimismo em todas as circunstâncias, Jesus nunca nega aos Seus tutelados a bênção do pão espiritual que alimenta o ser para a eternidade.

Ao seu lado, invariavelmente, desejo que você esteja convencido de que o Mestre prossegue conosco, amparando-nos até o final da luta. Ainda quanto aos problemas de ordem doméstica, peço a você muita calma com o Virgínio, que vem merecendo nossa melhor atenção.

O pobrezinho, sem capacidade de compreender a própria libertação através do trabalho, muito sofre sem saber agir no círculo de vibrações contraditórias em que a mente dele se vê projetada, sem grandes recursos de reação, pedindo eu à querida Maria auxiliar-me ainda um pouco a benefício do nosso amigo tão desajustado na luta pela vida.

Jesus recompensará a ela pela conformação e pela bondade com que me receberá a presente solicitação. Quanto ao mais, meu querido Ricardo, continuemos para a frente sem nos voltarmos para trás. A fé é a nossa lâmpada acesa.

O serviço aos outros é o bendito caminho e a caridade será a nossa orientadora inalterável, em nome de Jesus. E que o seu coração permaneça constantemente erguido a Deus, convertendo os mínimos atos em separação espiritual do plano futuro, são os votos da companheira reconhecida, afetuosa e sempre sua.

pelo Espírito Irmã Candoca – Do livro: Páginas do Coração, Médium: Francisco Cândido Xavier.

CONCLUSÕES

CONCLUSÕES

Estuda, ensina, esclarece,
Mas foge à palavra oca.
Apenas colher vazia
Acaba ferindo a boca.

O bem reúne três modos:
Caridade obrigação:
Benevolência dever:
Esmola devolução.

Abriga-te na humildade,
Não busques mundana estima.
O ouro afunda no mar.
A palha fica por cima.

pelo Espírito Regueira Costa – Do livro: Orvalho de Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos.

mr Falando de ingratidao

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Falando de ingratidão
É comum se ouvir falar de ingratidão. Amigos que depois de terem privado da maior intimidade, se voltam violentos, desejando destruir. Basta uma pequena contrariedade, uma questão política, um diverso ponto de vista religioso. Eis formada a querela. O distanciamento.

Esquece-se de todos os benefícios recebidos. Dos abraços, das promessas, das alegrias repartidas e vividas em conjunto.

Esse tipo de comportamento demonstra como o homem, embora se diga humano, muito necessita crescer para se considerar como verdadeiro participante da Humanidade.

Recordamos de uma antiga lenda judia que fala de um homem condenado à morte e que ia ser apedrejado.

Os carrascos lhe jogaram grandes pedras. O réu suportou o terrível castigo em silêncio. Nenhum grito. Na sua condição, compreendia que a desgraça havia caído sobre ele e que seus gritos de nada serviriam.

Passou por ali um homem que havia sido seu amigo. Pegou uma pequena pedra e atirou na direção do condenado. Somente para demonstrar que não era do seu partido.

O pobre condenado, atingido pela diminuta pedra, deu um grito estridente.

O rei, que a tudo assistia, ordenou que um de seus lacaios perguntasse ao réu porque ele gritara quando atingido pela pequena pedra, depois de haver suportado sem se perturbar as grandes.

O condenado respondeu: As pedras grandes foram atiradas por homens que não me conhecem, por isso me calei. Mas o pequeno seixo foi jogado por um homem que foi meu companheiro e amigo. Por isso gritei.

Lembrei de sua amizade nos tempos de minha felicidade. E agora vi sua felicidade quando me encontro na desgraça.

O rei compadeceu-se e ordenou que o pusessem em liberdade, dizendo que mais culpado do que ele era aquele que abandonava o amigo na desgraça.

A lenda nos dá a nota de quanto dói a ingratidão de um amigo. Naturalmente, quanto mais estimamos e confiamos em alguém, mais nos atormentará a sua traição. A sua ingratidão.

É importante pois que examinemos nossas próprias ações, observando se não somos ingratos. Em especial com aqueles que estenderam a preciosidade da sua amizade, por longos e longos anos.

Não sejam as notas distantes de algumas rusgas que nos permitam agredir, de forma cruel, os que ontem nos sustentaram nas lutas.

Soubemos, há poucos dias, de uma aluna que, depois de ter recebido do seu mestre todo o apoio, em forma de ensino, livros, oportunidades de estágio, decidiu estabelecer uma questão judicial.

Esquecida dos tantos benefícios, das longas horas de dedicação do antigo mestre, depois de um desentendimento em que se sentiu lesada, resolveu requerer vultosa quantia como pagamento pelas horas de trabalho ao lado dele.

Olvidou o aprendizado, do quanto lhe devia por sua própria formação profissional. E mais: de quantas portas, graças à fama dele e experiência, se haviam aberto para ela.

Ingratidão. Sentimento que somente floresce nos corações enfermiços.

Moléstia do caráter que requer o remédio da compaixão.

* * *

Se alguém te retribui com a ingratidão o bem que doaste, não te entristeças.

É melhor receber a ingratidão do que exercê-la em relação ao próximo.

E se teu problema for de ingratidão dos filhos, guarda piedade para com eles e dá-lhes mais amor…

Porque a ingratidão dos filhos para com os pais é dos mais graves enganos que se pode permitir ao Espírito, em sua marcha evolutiva.

ESPECIAL:

Conforto

Conforto

Nos dias atuais, a ciência progride vertiginosamente no planeta.
No entanto, à medida que se suprimem os sofrimentos do corpo, multiplicam-se as aflições da alma.
Nos países com padrão social mais elevado, impressiona o crescente número de suicídios.
Os jornais estão cheios de notícias maravilhosas quanto ao progresso material.
Segredos sublimes da natureza são surpreendidos nos domínios do mar, da terra e do ar.
Contudo, a estatística dos crimes humanos segue espantosa.
São frequentes as notícias sobre tragédias conjugais, traições e abandonos.
Parece haver muita sede de liberdade sem responsabilidade.
As criaturas se permitem tristes inquietações sexuais, sem atinar quanto a possíveis limites.
Ao muito se facultarem, no entanto, não se tornam mais pacíficas e felizes.
Ao contrário, sôfregas e inquietas, passam a imagem de uma imensa carência.
Nessa onda de loucuras, surgem novas e intrigantes enfermidades, físicas e psíquicas.
A rigor, o homem moderno não se mostra preparado para viver com conforto.
Ele a cada dia mais domina a paisagem exterior, mas não conhece a si mesmo.
Quando são atendidas as necessidades do corpo, surgem imperiosas as carências da alma.
O conforto humano tende a aumentar naturalmente.
Pouco a pouco, o homem disporá de mais tempo para si.
O trabalho se tornará cada vez mais intelectualizado e eficiente.
A democratização das informações também viabilizará o questionamento de antigas crenças e valores.
O problema reside em identificar o que convém, ante tal quadro, a um tempo perigoso e promissor.
Ressurge oportuna a reflexão de Paulo de Tarso, no sentido de que tudo nos é possível, mas nem tudo nos convém fazer.
Com horas livres e acesso à Internet, surge um mundo de possibilidades.
O homem pode se permitir as maiores baixezas nesse ambiente virtual.
Pode se viciar em pornografia, participar de conversas de baixo calão e incentivar o ódio.
Contudo, na conformidade do que decidir viver, terá consequências inevitáveis.
Caso se conecte com as faixas infelizes da vida, a cada dia mais infeliz será.
Assim, no pleno uso da liberdade pessoal, é o momento de decidir o que se viverá.
Não mais movido por convenções sociais, medo ou falta de opções.
Tudo é possível, mas convém fazer escolhas felizes e construtivas.
Instruir-se, voltar os olhos para o que de belo e puro há no mundo.
Cuidar para que as horas de folga sejam momentos de paz e aprimoramento.
Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 5, do livro Os mensageiros, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 23.03.2012

Especial gratidão

Especial gratidão

A gratidão é um sentimento nobre. Somente almas de superior qualidade a externalizam.

Quase sempre, o bem que se recebe é esquecido, tão logo circunstâncias outras se apresentem.

Mas, aquele garotinho de quatro anos era mesmo um ser especial. Quando começou a passar mal, seus pais o levaram ao médico. Os sintomas de vômito, febre e dor na barriga foram diagnosticados como gastroenterite.

O diagnóstico errado conduziu o pequenino a uma cirurgia de emergência. Um apêndice perfurado causara um grande estrago interno. De tal forma que o médico optou por deixar a incisão aberta e dois drenos.

Todas as manhãs, o médico vinha verificar a incisão e fazer o curativo. O garotinho gritava feito louco durante essas visitas.

E começou a associar o médico com tudo de ruim que lhe estava acontecendo.

Durante uma semana, os drenos deixaram escorrer o veneno de dentro do seu corpo de apenas dezoito quilos.

A melhora se instalou e pai, mãe e filho se dispuseram a deixar o hospital. Já no elevador, com as portas começando a fechar, eles viram o médico correr em sua direção.

Um exame de sangue de última hora havia detectado uma queda radical na contagem de glóbulos brancos.

O menino retornou para a cirurgia para limpeza de novas bolsas de infecção no seu abdômen.

Finalmente, depois de vários dias de tratamento, muitos sustos para os pais, que viram a sombra da morte colocar suas cores no rosto do filho, eles foram para casa.

Agora, outro problema se apresentava: as contas a pagar. O pai ficara muito tempo afastado da atividade profissional, por conta da enfermidade do filho.

Havia contas domésticas, da empresa e, acrescidas, ademais, por enormes contas hospitalares. A primeira dessas era de trinta e quatro mil dólares.

Poderia ser um milhão, disse o pai. Tanto faz. Não tenho como levantar essa quantia.

Não podemos pagar isto agora, disse ele para a esposa.

Naquele exato momento, o filho veio da sala e surpreendeu o casal com uma estranha declaração. Ele ficou de pé na extremidade da mesa, colocou as mãos na cintura e falou:

Papai, Jesus usou o doutor para ajudar a me consertar. Você precisa pagar a ele.

Então, se virou e saiu. Marido e mulher se entreolharam. O que fora aquilo?

Ambos foram pegos de surpresa, de vez que o garoto entendera que o cirurgião era a fonte de todas as apalpadelas, cortes, espetadelas, drenagens e dores.

E o pai ficou a pensar como fora estranha aquela proclamação na cozinha. Afinal, quantas crianças de quatro anos analisam as angústias financeiras da família e exigem o pagamento para um credor?

E, principalmente, um credor de quem ele nunca gostou particularmente…

* * *

Os que ouvimos a história dessa família concluímos: o garoto estava agradecido e, na sua gratidão, não podia deixar de pedir que quem o salvara da morte, recebesse o seu justo pagamento.

Deixemo-nos contaminar por esse belo sentimento e recordemos se a alguém ou a vários alguéns não estamos devendo expressões de gratidão.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base nos caps. Nove, dez e
onze, do livro O céu é de verdade, de Todd Burpo, com Lynn
Vincent, ed. Thomas Nelson Brasil.

Em 26.03.2012.

AMIGO E SERVO

AMIGO E SERVO

Ninguém pode servir a dois senhores. MATEUS. : 6;- 24.

Difunde, em torno de ti, com os socorros materiais, o amor de Deus, o amor do trabalho a amor do próximo. Coloca tuas riquezas sobre uma base que nunca lhes faltará e que te trará grandes lucros: a das boas obras. – Cap.16; 11.

Consulta o dinheiro que encostraste por disponível e analisa-lhe a história por um instante! É provável tenha passado pelos suplícios ocultos de um homem doente, que se empenhou a gastá-lo em medidas que não lhe aplacaram os sofrimentos; terá rolado em telheiros, onde mães desvalidas lhe disputaram a posse, nos encargos de servidão; na rua, foi visto por crianças menos felizes que o desejaram, em vão, pensando no estômago dolorido; e conquistado, talvez, por magro lavrador nas fadigas do campo, visitou-lhe apressadamente a casa, sem resolver-lhe os problemas…

Entretanto, não teve o longo itinerário somente nisso.

Certamente, foi compelido a escorar o ócio das pessoas inexperientes que desertaram da atividade, descendo aos sorvedouros da obsessão; custeou o artifício que impeliu alguém para a voragem de terríveis enganos; gratificou os entorpecentes que aniquilam existências preciosas; e remunerou o álcool que anestesia consciências respeitáveis, internando-as no crime.

Que farias de um lidador prestimoso, que te batesse à porta, solicitando emprego digno? de um cooperador humilhado por alheios abusos, que te rogasse conselho, a fim de reajustar-se e servir? O dinheiro de sobra, que nada tem a ver com tuas necessidades reais, é esse colaborador que te procura pedindo orientação.

Não lhe congeles as possibilidades no frio da avareza, nem lhe esconda as energias no labirinto do monopólio.

Acata-lhe a força e enobrece-lhe os movimentos, na esfera de obrigações que o mundo te assinalou.

Hoje mesmo, ele pode obter, com teu patrocínio a autoridade moral do trabalho para o companheiro, impropriamente julgado inútil; o revigoramento do lar que a privação asfixia; o livro edificante que clareie as trilhas dos que se transviam sem apoio espiritual o alento aos enfermos desprotegidos; ou a tranqüilidade para irmãos atenazados pelos aguilhões da penúria que,freqüentemente, lhes impõem o desequilíbrio ou a morte, , antes mesmo de serem amparados no giro da mendicância.

Dinheiro de sobra é o amigo e servo que a Divina Providência te envia para substituir- te a presença, onde as tuas mãos, muitas vezes, não conseguiu chegar.

Sim, é possível que, amanhã, outras criaturas venham a escravizá-lo sob intenções inferiores, mas ninguém apagará o clarão que acendeste com ele para a felicidade do próximo, porque, segundo as leis inderrogáveis que governam a vida, o bem que fizeste aos outros a ti mesmo fizeste.

pelo Espírito Emmanuel – Do livro: O Livro da Esperança, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Grão de Mostarda

Grão de mostarda

Em uma parábola, Jesus afirma que o Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem semeou no seu campo.

Embora seja a menor das sementes, ao crescer se torna a maior das plantas e faz-se uma árvore, que abriga as aves do céu.

Como sempre acontece em se tratando de parábolas, são possíveis muitas interpretações.

Uma delas reside na necessidade de se prestar atenção em questões aparentemente ínfimas.

Raras pessoas costumam pensar com seriedade a respeito da vida e dos deveres que ela lhes apresenta.

Muitos homens, investidos de importantes responsabilidades, evidenciam paixões nefastas e destruidoras, seja no campo dos sentimentos, dos negócios, da família ou das relações sociais.

Por conta dessas paixões, oferecem tristes espetáculos de conduta indigna.

As mentes desequilibradas pela irreflexão encontram-se por toda parte.

Isso evidencia um descuido com as coisas mínimas.

O coração humano muitas vezes parece um campo abandonado.

Por falta de cuidado, nele crescem ervas daninhas que, com o tempo, produzem grandes tragédias.

Todo grave desequilíbrio surge lento na rota humana.

Embora a aparente sensatez, quem de repente comete uma baixeza pensou nela durante algum tempo.

Permitiu que a ideia má crescesse, empolgasse seu coração e finalmente tomasse conta de sua vida.

O homem nunca deve esperar colheitas milagrosas.

Ele precisa amanhar a terra de seu coração e cuidar do plantio.

A semente de mostarda constitui o pensamento, a palavra e o gesto.

Muitos falam bastante em humildade, mas nunca revelam um gesto de obediência.

Contudo, ninguém jamais realizará a bondade em si se não começar a ser bom nas ocasiões mais singelas.

Alguma coisa pequenina há de ser feita, antes de ser edificada uma obra grandiosa.

Extrai-se facilmente da mensagem de Jesus que o Reino de Deus está dentro de cada um.

Portanto, é no seu íntimo que o homem deve construí-lo.

É no interior que se desenvolve o trabalho da realização Divina.

A maior floresta do mundo começou de sementes minúsculas.

O mesmo se dá com o ser humano.

Se ele se permite pequenos pensamentos infelizes e gestos indignos, caminha para a vivência de graves males.

Entretanto, pode decidir cuidar das coisas pequenas, prestar atenção no que pensa, diz e faz em seu cotidiano.

Se cuidar das coisas pequenas, crescerá em força, paz e virtudes.

É preciso semear na própria vida os ínfimos grãos da gentileza, da conversa sadia e dos hábitos dignos.

Essa pequenina semeadura com o tempo se converterá na plenitude íntima de quem possui uma larga faixa de céu no coração.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 35 do livro Os
mensageiros, pelo Espírito André Luiz, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

Em 27.03.2012.