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1,60 de formosura numa cabeça pensante...

Diálogos (Khrishna) – Wagner Borges

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DIÁLOGOS – VIII*

Certa vez, um discípulo perguntou ao sábio Narada:
– Mestre, como vencer o ego e seus tormentosos agentes da dor?
O sábio sorriu e olhou-o generosamente.
Seus olhos brilhavam com a inspiração divina.
Parecia que as estrelas estavam em seus olhos e miríades de planos dançando em seu sorriso.
Com admiração, ele disse:
– Siga com Krishna no coração, meu amigo.
Ele lhe ajudará na dissolução de suas dores e desarmonias.
Quando Ele aparecer no centro do seu olho espiritual, lhe dirá: “Venha!”
Então, siga com Ele.
Observando que o discípulo continuava olhando-o, sem entender a mensagem, o sábio lhe disse:
– Meu filho, o corpo é uma jaula. Dentro dela, no seio de sua alma, mora um tigre feroz. Ele é o ego!
Você está todo ferido, cheio de dentadas e severos arranhões.
Você e o tigre são prisioneiros da mesma ilusão.
Vocês estão acorrentados pela ignorância.
Mas, alguém viu seu sofrimento e veio lhe ajudar.
É Krishna!
Ele abre a porta da jaula, parte as correntes, desaparece com o tigre e somente sorri para você.
Ele diz: “Venha! Vamos entrar na consciência cósmica e viajar nas trilhas do Amor sem dramas.”
Narada olhou para o discípulo e lhe perguntou:
– Compreendeu? Então, vá!

- Wagner Borges -
(Texto extraído do livro “Falando de Espiritualidade” – Editora Pensamento – 2002.)

- Nota:
* Os sete textos anteriores também estão publicados no livro “Falando de Espiritualidade” – Editora Pensamento – 2002.

O Amor – Rabidranath Tagore


***

O AMOR

O amor rociou-me a face, quando a ternura materna me beijou pela primeira vez.

Eu era, então, inocente e puro.

O amor fez-me arder o corpo, quando beijei a jovem ansiosa pela primeira vez.

Eu era, então, sonhador e esteta.

O amor conduziu-me ao delírio, quando mergulhei no prazer.

Eu era, então, mundano e inquieto.

O amor asserenou-me, quando o lar abriu-me as sutis portas à responsabilidade da família.

Eu era, então, amadurecido e responsável.

Agora, quando a sabedoria me adorna a mente com a coroa da paz, e o corpo alquebrado liberta o espírito, em tudo e em todos descubro o Amor, que não pede, doa, que não perturba, acalma, que é o palpitar da vida no ventre da Criação.

Oh! Amor dominante! Comanda o coração humano para que só tu sejas o senhor e o escravo dele, que, desejando dominar, faz-se dominado, e quando se te escraviza, torna-se dominador.

***

Rabindranath Tagore / Médium Divaldo Franco
Livro: Pássaros Livres -


DROGAS. 12 PASSOS. ESPIRITUALIDADE E ALCOÓLICOS ANÔNIMOS. Seminário

“Drogas nos farão pensar suprapartidariamente o momento bio-psico-cultural e político-econômico-social. Como fazer diante de pessoas que pressentem que estão na direção da tragédia, e, ainda assim, caminham para o abismo.”

Fonte. Aids, tóxicos e reencarnação. Livro – As Drogas e Suas Conseqüências. Editora Fonte Viva. BH.MG.

Seminário e tarde de autógrafos
Abaixo. 12 Passos. Espiritualidade e Alcoólicos Anônimos.
Agradecemos a divulgação sem preconceito.
Formiga, LCD

SEMINRIO DEP QUIMICA E ESPIRITISMO MAP RECREIO.doc

Aspectos de uma Praça de Lourdes – Paulo Viotti

Aspectos de uma Praça de Lourdes

Como é bela a praça,
Cujo silêncio canta louvores e árias,
E os bancos cúmplices e humildes,
Quando aceitam sonhos e pesadelos de graça.

Como acalma a praça a alma,
Recarrega o corpo e a libido,
Lê a nossa mente em espera,
Nos dando, lotando, de calma.

Como nos limpa a bela praça,
Cujos ventos circulam as mentes,
Trocando entre nós viventes no mundo,
Os livros, as penas e a traça.

Como nos descansa o corpo a praça,
No carteado com gosto de siesta indolente,
Do grito lancinante de plena vitória,
Os noivos, assim, se amando em glória.

Como nos renova os olhos a praça,
Da moça, lá inquieta, lítera e plena,
Vê-me de soslaio cismada, mas,
Suplicando, com vênia, o papel e a pena.

Como é sonora a praça,
Nos pássaros a cantar, montando ninho,
O sol queimando nossa fronte,
O homem procurando o caminho, carinho.

Como é azul o céu da praça,
Praneando energias em nosso coração,
Procurando entender nosso medos,
Sem interferir em nossa missão.

Como é complicada a praça,
Tendo um homem dormindo e outro com um cão,
Tendo mulheres insanas, chorosas,
Em fogo de efêmera desilusão.

Como é suburbana a praça, senhor,
Em sua missão refrescante,
Tem um rico andando pelo excesso,
Tem um pobre chorando de dor.

Como é profana a praça, senhor,
Pois tem noivos traindo,
Tem medrosos chorando e rindo,
Com homens e mulheres no andor.

Como é linda a praça, Jesus,
Vossa morada também,
Ninguém lembra de ti, meu mestre,
Apenas dizem amém.

Como é complexa a praça meu Deus,
Tem a terra e o universo em si,
Já fomos, seremos e somos,
Criaturas sempre dizendo adeus.

Paulo Viotti, com a ajuda dos amigos espirituais (VM)

RELER E ESTUDAR COM ATENÇÃO

RELER E ESTUDAR COM ATENÇÃO

As obras mediúnicas da lavra de Chico Xavier necessitam,
urgentemente, serem relidas e estudadas com atenção. Infelizmente,
poucos são os que têm atinado com o seu conteúdo.
Prosseguindo em nosso diálogo com os leitores deste blog,
apresentaremos hoje, de maneira sucinta, algo do conteúdo do capítulo
20 – “Defesas Contra o Mal”, do livro “Os Mensageiros”. Cremos que
semelhante providência os auxiliará a mais bem compreenderem a
natureza do corpo espiritual nas adjacências da Terra. Porque a
verdade é que, sob influência do subconsciente, muitos espíritas
continuam pensando com o cérebro da crença religiosa que esposou em
vidas pregressas.
Visitando determinado posto de socorro, em Campo da Paz, erguido
nas vizinhas do orbe terrestre, André Luiz observou a existência de
armas em seus muros: “Observei o caminho da ronda, a cisterna, as
seteiras e, em seguida, as paliçadas e barbaças, refletindo na
complexidade de todo aquele aparelhamento defensivo. E as armas?
Identificava-lhes a presença na maquinaria instalada ao longo dos
muros, copiando os pequenos canhões conhecidos na Terra”.
Vocês já tinham se detido a refletir sobre o trecho acima? Não!
Pois convém fazê-lo!
Adiante, André Luiz entabula interessante conversação com Alfredo:
— Mas… e as armas? – perguntei. – acaso são utilizadas?
— Como não? – disse Alfredo pressuroso. – não temos balas de aço,
mas temos projetis elétricos. Naturalmente, a ninguém atacaremos.
Nossa tarefa é de socorro e não de extermínio.
— No entanto – aduzi, sob forte impressão -, qual o efeito desses
projetis?
— Assustam terrivelmente – respondeu ele, sorrindo – e, sobretudo,
demonstram as possibilidades de uma defesa que ultrapassa a ofensiva.
— Mas apenas assustam? – tornei a interrogar.
Alfredo sorriu mais significativamente e acrescentou:
— Poderiam causar e impressão de morte.
Agora, peço-lhes meditarmos juntos, com atenção redobrada, sobre
o texto que, abaixo, transcrevo:
Nossos projetis, portanto, expulsam os inimigos do bem através de
vibrações do medo, mas poderiam causar a ilusão da morte, atuando
sobre o corpo denso dos nossos semelhantes, menos adiantados no
caminho da vida. A morte física, na Terra, não é igualmente pura
impressão? Ninguém desaparece. O fenômeno é apenas de invisibilidade
ou, por vezes, de ausência.
Com inteligência e sutileza, o que Alfredo estaria dizendo a
André Luiz? Ou melhor: com sutileza e inteligência, o que André Luiz
estaria tentando dizer aos irmãos encarnados?
Se me permitem, de quebra, eis uma nova e inequívoca alusão à
possibilidade da reencarnação no Mundo Espiritual:
“… nesta esfera, o corpo denso modificado pode ressurgir todos
os dias, pela matéria mental destinada à produção dele…”
Por este motivo e outros é que não somos favoráveis ao estudo da
Doutrina Espírita a partir de apostilas! Quando eu estava por aí,
envergando a indumentária física, apostila era coisa de
vestibulando… Quem, de fato, quiser aprender Espiritismo, deve
estudar diretamente nos livros! No máximo, as apostilas poderão ser
usadas como indicadores bibliográficos.
Allan Kardec, na introdução de “O Livro dos Espíritos”, escreveu
com propriedade: “Que ninguém, portanto, se iluda: o estudo do
Espiritismo é imenso; liga-se a todas as questões da metafísica e da
ordem social; é todo um mundo que se abre ante nós. Será de espantar
que ele exija tempo, e muito tempo, para a sua realização?”.

Cremos que, nos centros espíritas em geral, deveriam existir mais
reuniões de estudo e menos mediunidade! E mais caridade também, a
partir da língua!…

Um abraço e paz nas bênçãos do Senhor!

INÁCIO FERREIRA
Uberaba (MG), 1 de setembro 2009.

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LUCROS

LUCROS


No Evangelho, há uma interessante passagem conhecida como A parábola do rico insensato.

Trata-se de um homem que havia trabalhado muito para ajuntar bens.

Quando finalmente se deu por satisfeito, propôs-se a gozar de sua fortuna.

Contudo, o Senhor da vida deliberou nessa mesma noite promover o regresso do rico ao plano espiritual.

Daí se colocou a questão: Para quem seria tudo o que ele tinha ajuntado?

Essa lição não poderia ser mais atual.

Em todos os agrupamentos humanos, palpita a preocupação de ganhar.

O espírito de lucro alcança os setores mais singelos.

Meninos, mal saídos da primeira infância, mostram-se interessados em amontoar egoisticamente alguma coisa.

Mães numerosas abandonam seu lar a desconhecidos, a fim de experimentarem a mina lucrativa.

Pais deixam de dar atenção a sua família, enquanto multiplicam ao extremo as horas de trabalho.

Nesse sentido, a maioria das criaturas converte a marcha evolutiva em corrida inquietante.

No entanto, por trás do sepulcro, ponto de chegada de todos os que saíram do berço, a verdade aguarda o homem e interroga: O que você trouxe?

O infeliz tende a responder que reuniu vantagens materiais.

Diz que se esforçou para assegurar a posição tranquila de si mesmo e dos seus.

Examinada, porém, a sua bagagem, quase sempre as pretensas vitórias são derrotas fragorosas.

Elas não constituem valores da alma, nem trazem o selo dos bens eternos.

Atingida semelhante equação, o viajor olha para trás e sente frio.

Prende-se, de maneira inexplicável, aos resultados de tudo o que amontoou na crosta da Terra.

A sua consciência se enche de sombrias nuvens.

E a voz do Evangelho lhe soa aos ouvidos: Pobre de você, porque seus lucros foram perdas desastrosas.

E o que tem ajuntado, para quem será?

É importante meditar sobre essa lição enquanto se está a caminho.

Os bens do mundo são preciosos enquanto instrumentos de realização da paz.

O trabalho é um meio de vida e não de morte.

A título de enriquecer ou ter mais conforto não compensa esquecer o essencial.

É inútil brindar os filhos com coisas e não se fazer presente em suas vidas, com palavras e exemplos dignos.

As posições tão cobiçadas no mundo sempre terminam por trocar de mãos.

Constitui loucura convertê-las no objetivo da existência.

É preciso viver no mundo, sem ser do mundo.

Fazer os sacrifícios necessários à vida na Terra.

Mas jamais esquecer que se está apenas de passagem por ela, com destino ao infinito.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 56 do livro Caminho, verdade e vida, pelo Espírito Emmanuel,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.. Do site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3361&stat=0
.

“EM FAMÍLIA” – De CHICO XAVIER, Pelo Espírito EMMANUEL.

Fam%C3%ADlia.jpgEM FAMÍLIA

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro Família. Lição nº 01. Página 15.

A família consanguínea é lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se revestem de paciência, renúncia e boa vontade.
De quando a quando, o amor nos congrega, em pleno campo da vida, regenerando-nos a sementeira do destino.
Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que já demandaram a esfera superior dignamente aureolados por vencedores, e sim afeiçoados menos estimáveis de outras épocas, para restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para os cimos da vida.
Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.
Se és pai, não abandones teu filho aos processos da natureza animal, qual se fora menos digno de atenção que a hortaliça de tua casa. A criança é um “trato de terra espiritual” que devolverá o que aprende, invariavelmente, de acordo com a sementeira recebida.
Se és filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações, como se estivessem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia precisarás da alheia compreensão para que se te aperfeiçoe na individualidade a região presentemente menos burilada e menos atendida. A criatura no acaso da existência é o espelho do teu próprio futuro na Terra.
Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-a ao entendimento e à vigilância para que a tua experiência em família não desapareça no tempo, sem proveito para o caminho a trilhar.
Quem não auxilia a alguns, não se acha habilitado ao socorro de muitos.
Quem não tolera o pequeno desgosto doméstico, sabendo sacrificar-se com espontaneidade e alegria, a benefício do companheiro de tarefa ou de lar, debalde se erguerá por salvador de criaturas e situações que ele mesmo desconhece.
Cultiva o trabalho constante, o silêncio oportuno, a generosidade sadia e conquistarás o respeito dos outros, sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo.
Se não praticas no grupo familiar ou no esforço isolado a comunhão com Jesus, não te demores a buscar-lhe a vizinhança, a inspiração e a diretriz.
Não percas o tesouro das horas em reclamações improfícuas ou destrutivas.
Procura entender e auxiliar a todos em casa, para que todos em casa te entendam e auxiliem na luta cotidiana, tanto quanto lhes seja possível.
O lar é o porto de onde a alma se retira para o mar alto do mundo, e quem não transporta no coração o lastro da experiência dificilmente escapará ao naufrágio parcial ou total.
Procura a paz com os outros ou a sós.
Recorda que todo dia é dia de começar.