Arquivo do autor:sealencar

Há 87 anos

Zi008P4Ad83ePre0riRL6BjigHe4RxFqWd3PPW2c.jpg

Há 87 anos
Redação
http://www.oclarim.org/site/

http://www.oclarim.org/site/_pages/ler.php?idartigo=2611

A Revista Internacional de Espiritismo, fundada por Cairbar Schutel, em 15 de fevereiro de 1925, alcança o seu octogésimo sétimo aniversário de trabalho em prol da difusão da Doutrina Espírita, fiel a Kardec, que é a chave, e a Jesus, que representa a porta para a compreensão dos ensinamentos que devem conduzir-nos, e à Humanidade, a estágio mais elevado, de regeneração, a caminho de um mundo feliz, mais adiante.

Divulgando o Espiritismo nos seus três aspectos, o filosófico, o religioso e o científico e adentrando a área social e a artística, entre outras, a Revista continua, conforme a meta de seu fundador, a incentivar o estudo e o entendimento dos ensinos dos Espíritos, contidos na Codificação, e a acompanhar a dinâmica da Terceira Revelação, no Brasil e no mundo.
Vivenciamos uma fase de transição, rumo a uma nova alvorada, precedendo-a, seja pelo livre-arbítrio dos homens, seja pelo determinismo do Alto, acontecimentos diversos que operam transformações tanto nos aspectos materiais quanto nos de ordem espiritual.
A Lei de Progresso a tudo e a todos impulsiona à frente, dispondo para isso dos mecanismos pertinentes.
Por vezes, presságios menos otimistas preocupam pessoas, sociedades, povos e nações.
A embarcação terrena, entretanto não se encontra sem leme.
Uma nova geração vai se formando, uma realidade nova vai se desenhando. E a RIE, como inúmeras publicações de vanguarda, vai cumprindo seu papel de informar e formar.
O mundo e a humanidade estão carentes. A tecnologia vai crescendo cada vez mais, obedecendo aos impulsos da inteligência, mas a moral, cuja base se assenta nos sentimentos, claudica, favorecendo vícios de toda ordem.
As crises de hoje, como ocorreu no passado mais próximo ou mais remoto, prenunciam mudanças, nem sempre inteligíveis a curto prazo.
O porvir, não obstante, será luminoso, porque assim está programado, e todos os homens de bem podem dar sua contribuição nesse sentido.
Espíritos mais preparados, com suas programações reencarnatórias, vão renascendo na matéria, para impulsionar o progresso moral.
Do lado de lá, benfeitores espirituais, sob a égide do Cristo, vão atuando, incansavelmente, por todas as maneiras ao seu alcance.
O Espiritismo, tendo como braços operacionais trabalhadores dos dois planos da vida, é convidado a continuar cumprindo sua parte no concerto da sinfonia que prepara o mundo melhor.
Se não se tem hoje, como outrora, retumbantes fenômenos de efeitos físicos, obras de caridade e amor vão se erguendo cada vez mais, lenindo corações, amparando a criança e o adolescente em situação de alto risco social, assistindo a velhice desamparada, cuidando de deficientes.
A imprensa espírita, por sua vez, prossegue tendo a oportunidade de apoiar as realizações férteis, incentivar o estudo e a divulgação das obras básicas da Doutrina Espírita, codificadas por Allan Kardec, estimulando o desenvolvimento da fé raciocinada, que liga a teoria à prática, fator decisivo para o exercício da reforma íntima, a ser alcançada por todos.
A ideia espírita, hoje atrelada aos frutos que a caridade propicia à sociedade, gera a simpatia da comunidade, contribuindo para a assimilação gradativa, ainda que muitas vezes inconsciente, das verdades espirituais dirigidas à Humanidade inteira pelo Espírito de Verdade.
Possa a Revista Internacional de Espiritismo levar adiante o ideal do seu fundador que, hoje, do outro lado da vida, prossegue amparando esta e tantas outras tarefas espíritas.

cairbar-schutel-5.jpg

Recursos Antidepressivos – Vinícius Lousada

Recursos Antidepressivos – Vinícius Lousada

http://www.oclarim.org/site/_pages/ler.php?idartigo=2588

A depressão é doença do Espírito, e no Espírito deve ser tratada. – Joanna de Ângelis1

Trazemos, nos arcanos do ser, os conteúdos perturbadores constituídos nas atitudes de não-observância da ética cósmica em experiências corpóreas anteriores e não diluídos ainda na prática reparadora do bem. Energeticamente, essa gama de informações espirituais reverbera sobre o perispírito, definindo ou não a predisposição orgânica para a depressão, bem como mecanismos limitadores da organização biológica de acordo com os complexos de culpa que a individualidade carrega consigo, no processo de reencarnação.
Em suas causas físicas, os estudos remetem a fatores genéticos e neuroquímicos ou cerebrais, cuja ascendência o Espiritismo nos revela estar no ser espiritual que somos, cujo estado enfermiço se projeta sobre o corpo somático ensejando a compreensão de que sob o prisma espiritual não há doenças e sim doentes. A depressão também pode estar associada a perdas, de forma reativa, ou ao apego às coisas, pessoas ou circunstâncias. Contudo, a matriz desencadeadora da depressão está na rebeldia do Espírito que não admite a desobediência da vida em relação aos ditames de suas ilusões acalentadas pelo Ego.
Em conformidade com os estudos do Dr. Alírio Cerqueira Filho2, eminente psicoterapeuta, a depressão é uma doença do Espírito cuja marca é o estado de tristeza ou vazio que apresenta, gerando incapacidade do individuo fruir prazer na vida, produzindo insatisfação, capaz de apresentar junto dessas características o desejo, ainda que velado, de morte. Ela pode se apresentar em três níveis. No primeiro nível, o leve, a depressão não chega a interferir na rotina do indivíduo, mas tudo o que realiza parece-lhe um sacrifício. No nível moderado há um comprometimento nas suas realizações do paciente e enfrenta grandes dificuldades de sentir-se bem, tornando-se insatisfeito com aquilo que antes o plenificava. Já, o estágio grave se caracteriza como grande limitador, o indivíduo abandona seus compromissos e, isolado ou fechado em si mesmo, prosta-se e demonstra um profundo desgosto pela vida.
Como a depressão tem cura, ao serem identificados os seus sintomas, deve-se imediatamente buscar o auxílio médico ou psicoterapêutico especializado para evitar que o transtorno alcance um estágio de gravidade de difícil solução.
Na sua superação o apoio do grupo familiar é fundamental devendo envolver o depressivo em profundo amor e colaborando para que siga a terapia na sua totalidade. Nesse propósito ajuda muito a reintegração com a espiritualidade em sintonia com as opções pessoais ou familiares afim de reconfigurar o sentido existencial e redefinir as emoções e sentimentos do indivíduo sobre si próprio.
O psicólogo baiano Adenauer Novaes afirma que há “um potencial de cura em todo ser humano”3 e, para alcançá-lo, é preciso conectar-se ao Self para mobilizarmos as energias em favor de nosso crescimento espiritual. Todavia, é oportuno que antes da enfermidade se instalar busquemos, apoiados na Doutrina Espírita, os recursos anti-depressivos ao nosso alcance. Entre eles estão: o autoconhecimento, o autoamor, a meditação, a prece, a ação no bem – no dever e na caridade.

* * *

Caminhar para o autoencontro é indispensável para entender a razão mais profunda da constância da tristeza na alma a fim de mudar o teu estado mental, identificando os valores dignos de nota que trazes, cujo reconhecimento faculta melhor autoestima e autoamor materializado no cuidado contigo como ser integral.
A prática da meditação permite reconhecer o significado promissor da tua reencarnação tendo em vista o propósito que trazes em ser feliz. Medita sempre e farás felizes escolhas e apreciações acertadas sobre os desafios, edificando em ti o consentimento da razão e do coração às aprendizagens que te são necessárias.
Ora constantemente, alteando as tuas ondas mentais, articulando-te com a assistência dos Bons Espíritos que te amam e, em nome de Deus, te amparam sempre, mesmo que não te apercebas disto. E age no bem, seja no cumprimento dos teus deveres em que te cabe oferecer a melhor parte de ti, seja na caridade, em que o teu coração renovado deve estar presente.
Abre a janela da tua alma, meu irmão, deixa as claridades de Jesus – sublime estrela – iluminar o teu ambiente íntimo. Então, nas horas de luta, silencia e escuta o Cristo que te diz: “Tenho vos falado essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria se cumpra”.4

1. FRANCO, Divaldo P. Entrega-te a Deus. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Catanduva: Intervidas, 2010, p. 58.
2. CERQUEIRA FILHO, Alírio. Cura espiritual da depressão. Santo André, SP: EBM, 2006.
3. NOVAES, Adenáuer. Alquimia do Amor: depressão, cura e espiritualidade. Salvador: Fundação Lar Harmonia, 2004, p. 160.
4. João 15:11.

Aura nossa de cada instante

Por Waldehir Bezerra de Almeida

Denomina-se aura a carapaça em formato ovóide existente em torno do corpo físico, resultante de forças físico-químicas e mentais produzidas pelos nossos pensamentos e sentimentos; é fulcro energético, peculiar a cada indivíduo, revelando o campo magnético em que ele se situa.
Todos os seres vivos, por isso, dos mais rudimentares aos mais complexos se revestem de um “halo energético” que lhes corresponde à natureza. No homem, contudo, semelhante projeção surge profundamente enriquecida e modificada pelos fatores do pensamento contínuo que, em se ajustando às emanações do campo celular, lhe modelam, em derredor da personalidade, o conhecido corpo vital ou duplo etéreo de algumas escolas espiritualistas [...]1
A nossa aura se modifica a cada instante, numa alternância de relâmpagos incessantes, provocados pelo teor dos pensamentos, dos sentimentos preservados e das emoções que identificam as nossas tendências. Serve de instrumento de identidade aos seres espirituais que nos circundam. Estudiosos que se aprofundam na origem, constituição e função da aura humana, informam que as cores nela vistas pelos clarividentes têm significados próprios, diagnosticando as condições morais, espirituais e físicas do indivíduo. Por exemplo, azul: sublimação de Espírito; branco-azulado: pureza, amor e caridade; alaranjado: ambição e orgulho; vermelho: paixões violentas, raiva, sensualidade; preto: ódio, vingança e ação maléfica; cinzento: depressão, tristeza e egoísmo.2 Atentemos para o que nos diz André Luiz.
Ante ligeira pausa, alonguei o olhar pela multidão bem vestida. Quase todas as pessoas, ainda aquelas que ostentavam nas mãos delicados objetos de culto, revelavam-se mentalmente muito distantes da verdadeira adoração à Divindade. O halo vital [aura] de que se cercavam definia pelas coreso baixo padrão vibratório a que se acolhiam. Em grande parte, dominavam o pardo-escuro e o cinzento-carregado. Em algumas, os raios rubro-negros denunciavam cólera vingativa que, a nossos olhos, não conseguiriam disfarçar. Entidades desencarnadas, em deplorável situação, espalhavam-se em todos os recantos, nas mesmas características.3 (Destacamos.)
Sobre a realidade da aura na identificação de quem somos e como estamos a cada instante, destacamos do livroSexo e destino o momento em que o médico de Nosso Lar se aproxima de Marina, jovem que vivia momentos de contradição amorosa com seu patrão, esposo de quem ela era enfermeira:
Aproximei-me reverentemente da jovem, no propósito de sondá-la em silêncio e colher-lhe as vibrações mais íntimas; contudo, recuei assustado. Estranhas formas-pensamento, retratando-lhe os hábitos e anseios, em contradição com os nossos propósitos de socorrer a doente [patroa de Marina], fizeram-me para logo sentir que Marina se achava ali, a contragosto. A sua mente vagueava longe… Quadros vivos de esfuziante agitação ressumavam-lhe na cabeça… De olhar parado, escutava, adentro de si própria, a música brejeira da noite festiva, que atravessara na véspera, e experimentava ainda na garganta a impressão do gim que sorvera, abundante. Apesar de surgir-nos, superficialmente, à guisa de menina crescida, sob o turbilhão de névoa fumarenta, exibia telas mentais complexas, a lhe relampaguearem na aura imprecisa.4 (Destacamos.)
Observamos que a condição de contragosto, o pensamento voltado para a agitação da noite anterior, a bebida alcoólica que tomara na véspera faziam com que a aura de Marina se apresentasse de forma irregular, faiscando incessantemente, revelando quem era ela naquele momento.
Em Obreiros da vida eterna é narrado o episódio em que o fogo purificador se aproxima dos habitantes das regiões umbralinas. Naquele momento, muitos dos presentes pedem ajuda para dele se safar, abrigando-se na Casa Transitória, esta então preparando-se para afastar-se do local, levando consigo os que estivessem com propósitos sinceros de se reformar intimamente. Um deles que ali mourejava se aproxima de André Luiz, posta-se de joelhos e implora por piedade, afiançando que está disposto a reabilitar-se! Nesse instante a irmã Luciana se aproxima, fixa bem oimplorante e declara:
Oh! como é horrível a atividade mental deste pobre irmão! Veem-se-lhe no halo vital[aura] deploráveis lembranças e propósitos destruidores. Está amedrontado, mas não convertido. Pretende alcançar a nossa margem de trabalho para se apropriar dos benefícios divinos, sem maior consideração. A aura dele é demasiadamente expressiva…5 (Destacamos.)
Aprendemos com essetexto:
a) nem sempre as nossas palavras estão consonantes com o nosso íntimo; podemos enganar irmãos inexperientes, ingênuos e crédulos, mas não os Espíritos esclarecidos;
b) pela mudança constante da nossa aura para melhor é que os Espíritos amigos e inimigos atestam se estamos mesmo realizando a reforma íntima que buscamos demonstrar com atos exteriores.
Pelo estado aural em que nos encontramos, os Espíritos nos identificam e por ela atraímos para nosso convívio entidades espirituais que se nos assemelham pelo teor vibratório. Logo, é oportuno lembrarmo-nos da importância e função que ela tem no processo de intercâmbio com os Espíritos em qualquer situação e, em especial, numa reunião mediúnica.
A aura é, portanto, a nossa plataforma onipresente em toda comunicação com as rotas alheias, antecâmara do Espírito, em todas as nossas atividades de intercâmbio com a vida que nos rodeia, através da qual somos vistos e examinados pelas Inteligências Superiores, sentidos e reconhecidos pelos nossos afins, e temidos e hostilizados ou amados e auxiliados pelos irmãos que caminham em posição inferior à nossa. Isso porque exteriorizamos, de maneira invariável, o reflexo de nós mesmos, nos contatos de pensamento a pensamento, sem necessidade das palavras para as simpatias ou repulsões fundamentais.6
A aura do médium, quando equilibrada e fortalecida pelas suas virtudes e elevados pensamentos e sentimentos, exerce forte atração na entidade conturbada que será assistida por seu intermédio, sendo aquela envolvida de forma a não resistir ao magnetismo de amor que lhe apazigua o íntimo e refrigera as dores. Acompanhemos o que nos relata Philomeno de Miranda:
Observamos que o inditoso vingador, atraído pelo magnetismo do Guia, dulcificado por primeira vez, acercou-se do médium em profundo transe inconsciente e, envolvido pela aura e fluidos que se exteriorizavam do sensitivo, incorporou-o.7 (Destacamos.)
Durante o Diálogo Fraterno, o atendente deverá estar com sua aura em equilíbrio, detendo energias matizadas de sentimento de fraternidade a fim de que, ao acolher o irmão que o procura, tenha condições vibratórias para ajudar eficientemente, amenizando suas angústias, anestesiando suas dores. É ainda o Irmão Philomeno que relata:
Receava a nobre senhora não suportar as últimas dores. Encontrava-se enferma, e embora não desfalecesse na fé, em circunstância alguma, acusava-se cansada, receosa, desalentada…Vencida por choro convulsivo, apoiou-se no intimorato espírita e, sob a sua aura fortificante, dele recebeu a energia revigorante de que necessitava. Paulatinamente foi-se acalmando, recompondo-se.8
Prezado leitor, diante de todas essas informações sobre a função de nossa aura, fulcro energético construído por nós mesmos ao longo da vida, só nos resta tomar um pouco mais de cuidado com essa construção que pode assumir configuração distinta a cada instante; que pode nos aproximar dos bons Espíritos ou deles nos distanciar, permitindo, assim, que se juntem a nós entidades menos evoluídas, causando-nos sérios prejuízos e impedindo-nos que sejamos colaboradores mais eficientes na Seara de Jesus. Convém perguntemos a cada instante como está a nossa aura e como poderemos melhorá-la.

1. XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Evolução em dois mundos. Pelo Espírito André Luiz. 23. ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2005, 1P, cap. 17, p. 163.
2. TOLEDO, Wenefledo. Passes e curas espirituais. 25. ed. São Paulo, SP: Editora Pensamento, 1993, p. 42 (Introdução)
3. XAVIER, Francisco Cândido. Libertação. Pelo Espírito André Luiz. 1. ed. especial. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2003, cap. 9, p. 125
4. XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Sexo e destino. Pelo Espírito André Luiz. 1. ed. especial. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2003, 1P (Waldo Vieira), cap. 2, p. 25.
5. XAVIER, Francisco Cândido. Obreiros da vida eterna. Pelo Espírito André Luiz. 30. ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2005, cap. 10, p. 206
6. XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Evolução em dois mundos. Pelo Espírito André Luiz. 23. ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2005, 1P, cap. 17, p. 164.
7. FRANCO, Divaldo Pereira. Grilhões partidos. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. 6. ed. Salvador, BA: LEAL, 1974, cap. 13, p. 162.
8. FRANCO, Divaldo Pereira. Nos bastidores da obsessão. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. 7. ed. Salvador, BA: LEAL, 1995, cap. 13, p. 238.

O Sexo é sinônimo de felicidade ?

Xji5XXhhMbkpqaqE8DdfmvLpCYOha9gDKVhBmKFI.jpg

por Nelson Morais

Considerando que não somos seres biológicos, mas sim espíritos estabelecidos biologicamente em caráter temporário neste mundo, é óbvio que para continuarmos reencarnados temos que atender às necessidades do corpo que nos serve de instrumento para a nossa manifestação.
Entre as necessidades físicas que obrigatoriamente temos que suprir, o sexo seria uma delas?
Estudando a evolução do sexo a partir da infância compreendida do berço até os cinco anos ou um pouco mais, – isso considerando a precocidade das crianças dos tempos atuais –, vamos observar que nesse período não se percebe qualquer comportamento que revele impulsos sexuais, o que indica que a sexualidade no ser humano não é instintiva como nos animais que desde cedo ensaiam o ato sexual.
Isso posto, somos levados a entender que reencarnamos esquecidos do sexo e que seus impulsos não são orgânicos e só passam a ocorrer quando a libido for acionada através da epífise.
No livro Missionários da Luz, psicografado por Chico Xavier, o espírito Alexandre faz importantes revelações a André Luiz sobre a epífise:
“– Não se trata de órgão morto, segundo velhas suposições – prosseguiu ele. – É a glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre. (…)A glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade, examina o inventário de suas paixões vividas noutra época, que reaparecem sob fortes impulsos”.
“– Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na sequência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida”.
Considerando a colocação de Alexandre quando define a epífise como a glândula mental e que através dela é que ligamos nossas existências umas às outras, podemos concluir que ela seria como um chip situado no corpo etéreo onde estão arquivadas todas as experiências vividas em encarnações passadas. Quando acionada na puberdade, faz com que ressurjam no subconsciente os impulsos sexuais inerentes ao psiquismo desenvolvido durante nossas experiências anteriores, os quais não estão submetidos às imposições físicas, daí podendo ocorrer que uma criança do sexo masculino venha a despertar a libido com tendências femininas e vice-versa.
Não é propósito destas considerações aprofundar-se no conhecimento da epífise, mas cabe aqui outra observação de uma das suas prováveis funções, também importante para o nosso conhecimento. Ainda no livro citado, segundo observou André Luiz durante uma manifestação mediúnica, a epífise do médium foi tomada de uma luminosidade intensa, ou seja, durante o transe mediúnico ela foi de alguma forma acionada. Considerando-a como um repositório de arquivos transcendentes, o espírito, no momento em que se comunicava, provavelmente resgatou conhecimentos ali arquivados, adquiridos pelo médium através das vidas sucessivas, o que, como é sabido, lhe facilita elaborar a mensagem que quer passar aos encarnados.
No meu entender, essa seria a função da epífise na mediunidade. Sem qualquer prurido de sabedoria, eu afirmaria que podemos considerá-la como a glândula do animismo.

Voltando ao assunto central deste artigo, concluímos que, diferente das necessidades físicas, o sexo é uma necessidade psíquica.
É inegável que o sexo acabou assumindo um papel preponderante nos conceitos de felicidade da maioria dos homens e mulheres, que passaram a considerá-lo como fonte de prazer.
Entretanto, considerando que a sede incontrolável de sexo, da qual muitos são acometidos, tem sido uma das maiores causas da desagregação familiar, pergunto: o sexo seria tão importante para a união feliz entre um homem e uma mulher?
Embora uma maioria acredite que sim, temos que considerar que estamos em um mundo de expiação e provas; nele renascemos imantados a um determinado espírito com quem vamos realizar a união conjugal para atender às nossas necessidades num mundo com aquelas características. Ocorre que os dois espíritos nem sempre carregam consigo as mesmas afinidades, daí serem raros os casais que alcançam a plenitude em suas relações sexuais e afetivas.
Atendendo a esse processo reeducativo, geralmente o homem frio se une a uma mulher sensual, e vice-versa. Diante dessa situação, um deles terá que reeducar seus impulsos sexuais e, se houver amor realmente, a renúncia deverá comparecer para compor a felicidade a dois com menos sexo. Temos que reconhecer por trás desse contraste um maravilhoso processo criado pelas leis divinas para ajudar o espírito reencarnado a corrigir os excessos praticados em outras vidas, possibilitando-lhe alcançar o reequilíbrio psíquico e emocional.
Por outro lado, se a sensualidade excessiva não se contém, a união que poderia resultar em uma união feliz, com proveito evolutivo dos espíritos envolvidos, acaba desabando em separações ou em traições que comprometerão o futuro do espírito, acarretando sofrimentos ulteriores que poderiam ser evitados.
Já ultrapassamos os horizontes da animalidade. A união entre um homem e uma mulher não é uma união apenas entre macho e fêmea, semelhante à que ocorre no reino animal, mas sim a união de dois espíritos em evolução que buscam o aprimoramento moral e o equilíbrio das forças psíquicas necessárias ao desenvolvimento do verdadeiro amor.
A busca desenfreada das fantasias eróticas como estímulo, que ora se vulgariza em nosso mundo, jamais trará a felicidade conjugal. Muito pelo contrário, acabará corrompendo valores íntimos que deveriam (se) transformar-se em virtudes através da renúncia, com o objetivo de alcançar uma consistente educação e o aprimoramento dos sentimentos.
Para que haja uma perfeita harmonia sexual na vida de um casal, a relação sexual não deve ser imposta na hora em que apenas um dos cônjuges bem entender; deve antes nascer de um envolvimento natural de ambos, para que o prazer não seja unilateral.
Na verdade, felicidade e amor verdadeiro entre dois espíritos é o que perdura até a idade avançada, quando o sexo já não tem nenhuma importância e cede lugar ao afeto carinhoso que nasce da preocupação de fazer o outro feliz.

sexo.jpg

Reflexão

Revista Internacional de Espiritismo – RIE -
http://www.oclarim.org/site/

Reflexão
redação.

Xji5XXhhMbkpqaqE8DdfmvLpCYOha9gDKVhBmKFI.jpg

Uma reflexão no ano novo que se inicia:
Somos companheiros de longa jornada, vivenciando uma nova programação reencarnatória, sob as bênçãos de Deus e amparo de Jesus.
Hoje, bafejados pelas luzes da Doutrina Espírita, e amparados pelos benfeitores espirituais, podemos exercitar, de maneira mais segura, pela força da fé raciocinada, o exercício na prática do bem.
Promovendo e incentivando o estudo da Doutrina, e unidos no sentimento de caridade, moral e material, nosso desafio é perseverar na tarefa e avançar na senda do progresso espiritual, conciliando o cumprimento dos deveres materiais e espirituais.
A divulgação do Espiritismo, apoiando-se nas bases seguras da Codificação, precisa continuar espalhando a essência dos ensinamentos de Jesus, hoje compreendidos em espírito e verdade, nos quatro cantos do mundo, com fraternidade e amor, à luz da Terceira Revelação.
No estágio evolutivo em que nos encontramos, felicidade é um estado de espírito, que podemos alimentar seguidamente através do trabalho, certos de que o amparo espiritual não nos falta, em havendo sintonia satisfatória.
Sintamo-nos fortalecidos para seguir adiante, com humildade, que favorece o equilíbrio e a harmonia.
A reforma íntima deve ser sempre lembrada, e a consciência tranquila sempre buscada.
Quem trabalha na direção do bem está na linha do aprimoramento espiritual.
Uma nova civilização, aos poucos, vai se formando. Sua base é e será uma nova cultura e obras de caridade e amor, como asseverou Humberto Mariotti. Uma nova cultura gerando comportamentos mais fraternos e solidários, privilegiando a dignidade humana, respeitando a diversidade de crenças, honrando a cidadania.
Trata-se da geração nova, da qual fala Kardec nas páginas finais do livro A Gênese.
Somos convidados a fazer parte dessa regeneração da Humanidade, uma vez que, nesta presente existência, buscamos pensar e sentir de maneira conforme aos ensinamentos de Jesus.
Opera-se presentemente um desses movimentos gerais, destinados a realizar uma remodelação da Humanidade.
A multiplicidade das causas de destruição constitui sinal característico dos tempos, visto que elas apressarão a eclosão de novos germens.
São as folhas que caem no Outono e às quais sucedem outras folhas cheias de vida, porquanto a Humanidade tem suas estações, como os indivíduos têm suas várias idades.
As folhas mortas da Humanidade caem batidas pelas rajadas e pelos golpes de vento, porém para renascerem mais vivazes sob o mesmo sopro de vida, que não se extingue, mas se purifica. (G. XVIII 34)1
Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade.
Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade!
Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”. (Ev. XX 5)2
Perseverar na tarefa é honrar várias das leis morais constantes da parte terceira de O Livro dos Espíritos.
As obras de caridade e amor ensejam-nos a oportunidade de exercitar os valores espirituais e morais, que o estudo da Doutrina Espírita já nos levou a compreender. Ajudam-nos a colocar em prática a teoria já assimilada.

1. KARDEC, Allan. A Gênese.
2. idem. O Evangelho Segundo o Espiritismo.

A META É O APRIMORAMENTO MORAL

Redação do Jornal O Clarim – http://www.oclarim.org/site/

Para nossa reflexão, seguem alguns tópicos relacionados por Kardec no item VI da Introdução de O Livro dos Espíritos.
– Entre as diferentes espécies de seres corpóreos, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que chegaram a certo grau de desenvolvimento, dando-lhe superioridade moral e intelectual sobre as outras.
– Há no homem três coisas: 1) O corpo ou o ser material análogo aos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2) A alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3) O laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.
– Tem assim o homem duas naturezas: pelo corpo participa da natureza dos animais, cujos instintos lhe são comuns; pela alma, participa da natureza dos Espíritos.
– O laço ou perispírito, que prende ao corpo o Espírito, é uma espécie de envoltório semimaterial. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, porém que pode tornar-se acidentalmente visível e mesmo tangível, como sucede no fenômeno das aparições.
– O Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se pelo pensamento. É um ser real, circunscrito, que, em certos casos, se torna apreciável pela vista, pelo ouvido e pelo tato.
– Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais, nem em poder, nem em inteligência, nem em saber, nem em moralidade.
– Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esta melhora se efetua por meio da encarnação, que é imposta a uns como expiação, a outros como missão. A vida material é uma prova que lhes cumpre sofrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta perfeição moral.
A encarnação dos Espíritos se dá sempre na espécie humana; seria erro acreditar-se que a alma ou Espírito possa encarnar no corpo de um animal.
– As diferentes existências corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca regressivas; mas a rapidez do seu progresso depende dos esforços que faça para chegar à perfeição.
– O Espírito encarnado se acha sob a influência da matéria; o homem que vence esta influência, pela elevação e depuração de sua alma, se aproxima dos bons Espíritos, em cuja companhia um dia estará. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões, e põe todas as suas alegrias na satisfação dos apetites grosseiros, se aproxima dos Espíritos impuros, dando preponderância à sua natureza animal.
– Os Espíritos exercem incessante ação sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico. Atuam sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das potências da Natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos até então inexplicados ou mal explicados e que não encontram explicação racional senão no Espiritismo.
– As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos impelem para o mal; é-lhes um gozo ver-nos sucumbir e assemelhar-nos a eles.
– As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós, à nossa revelia. Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas se dão por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, quase sempre pelos médiuns que lhes servem de instrumentos.
Recomendamos ao leitor ler, ou reler, a íntegra desse texto do Codificador.

O Facebook e a Vida Social

O Facebook e a vida social

• Postado por sio Leonardo Carrara
http://www.oclarim.org/site/

como-fazer-um-Facebook-em-portugu%C3%AAs-passo-a-passo.jpg

Grande fenômeno atual de interação entre pessoas através da internet, o Facebook, criado por estudantes da Universidade Harvard, localizada em Cambridge, estado de Massachusetts, EUA, representa o ápice do sucesso econômico, social e de comunicação das redes sociais, meios virtuais que permitem a interação de usuários de todo o mundo, criando uma grande rede.
A ideia das redes sociais foi inspirada em uma famosa experiência da década de 1960 que estimava a distância de um indivíduo para qualquer outra pessoa do planeta em 6 graus, ou seja, seria necessário criar uma rede de pelo menos 6 pessoas, em que a primeira conheceria a segunda, a segunda conheceria a terceira, etc., para que duas pessoas, independente do lugar que morassem, pudessem interagir. Com base nessa lógica, uma das primeiras redes sociais criadas foi a SixDegrees.com, que funcionou de 1997 a 2001, e permitia a seus usuários criar listas de amigos em que compartilhavam informações especificando o grau de distância (1, 2 ou 3) que gostariam de atingir.
Uma década depois, o cenário atual lista uma diversidade enorme de redes sociais, divididas inclusive por tipo. Existem as de relacionamento (Orkut e Google +), perfis profissionais (Linkedln), compartilhamento de ideias e conteúdos (Twitter) e até as que permitem anonimato (MySpace). O fato é que nenhuma delas atingiu a magnitude do Facebook, como relata a reportagem da Veja de 8 de fevereiro de 2012, intitulada “O Facebook engole o mundo”. De acordo com a reportagem, “antes que você acabe de ler esta frase, cerca de quarenta pessoas terão se rendido aos apelos do Facebook e aderido à rede social (…). A cada minuto, o Facebook recebe 451 novos adeptos. Hoje já são 845 milhões de usuários, em todos os continentes (na China, o governo bloqueou o site). Em agosto, será 1 bilhão de assinantes”.
Para se ter uma ideia ainda maior de sua abrangência, no Brasil 75% dos usuários conectados à internet entram no Facebook, faixa similar a dos países europeus; nos Estados Unidos, Canadá e México, esse número varia de 80 a 89% e em países como Argentina e Chile, atinge mais de 90% dos internautas. O Facebook até mesmo diminuiu os 6 graus da experiência de 1960 para uma média de 4,7 pessoas. Se tiver suas ações negociadas em bolsa, estima-se que valerá cerca de 100 bilhões de dólares. Números impressionantes!
Mas o uso do Facebook não traz apenas benefícios e vantagens. Se por um lado pode nos aproximar de pessoas distantes, ou promover reencontros, tem um grande poder de afastar relacionamentos próximos. Muitas pessoas podem conversar diariamente pelo site sem se ver há meses, anos. E às vezes estão separados por algumas ruas apenas. Muitos gostam de acumular amigos, aceitando pedidos de “amizade” sem conhecer o requisitante, correndo inclusive o risco de serem vítimas de pessoas mal intencionadas, com posteriores encontros pessoais que terminam em tragédia.
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec questiona na pergunta 766 se a vida social é um princípio natural, ao que obteve a seguinte resposta:
– Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Deus não deu inutilmente ao homem a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.
Fica clara na resposta a necessidade se relacionar com profundidade, com proveito. O Facebook pode trazer isto também? É claro que sim, desde que sejamos prudentes ao utilizá-lo com boas intenções, reaproximando-nos de pessoas queridas que estão distantes, cultivando novas amizades sinceras e, principalmente, não fazendo do computador o substituto de uma companhia real, de carne e osso. Ou teclar freneticamente é melhor que uma boa sessão de conversas e interação com amigos, familiares ou conhecidos? Creio que não!
No comentário da pergunta 768, em O Livro dos Espíritos, Kardec afirma: “Pela união social, eles [os homens] se completam uns pelos outros para assegurar seu bem-estar e progredir. Por isso, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não isolados”.
O Facebook e todas as redes sociais estão criando um novo conceito de comunicação entre os povos. Basta aprendermos a utilizá-lo com proveito para nossa vida.

Mahatma Gandhi

420068_210576132382803_144149402358810_380807_187878636_n.jpg

Plano A, plano B, Plano C…

proxy?refresh=86400&container=orkut&gadgets=http%3A%2F%2Forkut.com%2Fimg.xml&url=https%3A%2F%2Ffbcdn-sphotos-a.akamaihd.net%2Fhphotos-ak-ash4%2Fs320x320%2F419808_321553331231841_231799880207187_799806_1157376365_n.jpg

Equilíbrio

429926_296012993798375_155620151170994_732873_1405428239_n.jpg

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 11.497 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: