O VERDADEIRO SENTIDO DA VIDA – A ÚLTIMA GRANDE LIÇÃO

O VERDADEIRO SENTIDO DA VIDA

Redação do Momento Espírita
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=675&let=V&stat=0

Cada um de nós encontra em sua vida um ser especial. Às vezes é um avô, um professor, um amigo de família.

Uma pessoa mais velha, paciente e sábia, que se interessou por nós e nos compreendeu quando éramos jovens, inquietos e inseguros.

Uma pessoa que nos fez olhar o mundo de um outro ângulo. Uma pessoa que com seus conselhos e seu afeto nos fez encontrar nosso caminho.

Assim aconteceu ao jovem Mitch Albom que se tornaria o colunista esportivo numero um da América.

Durante os anos universitários, um professor lhe foi um grande amigo. Esse amigo lhe ensinou a amar os livros de forma autêntica.

Mesmo fora dos horários das aulas, eles se encontravam para discutir assuntos sérios. Assuntos como as relações humanas. Nessas ocasiões, o professor lhe dava lições extraordinárias de vida.

Certo dia, porque o aluno se queixava do choque entre o que a sociedade esperava dele e o que ele queria para si mesmo, o professor lhe falou:

A vida é uma série de puxões para a frente e para trás. Queremos fazer uma coisa, mas somos forçados a fazer outra. Algumas coisas nos machucam, apesar de sabermos que não deviam. Aceitamos certas coisas mesmo sabendo que não devemos aceitar nada como absoluto.

Mas o amor, dizia ele, o amor vence sempre.

Quando saiu da universidade, Mitch era um jovem idealista. Prometera a si mesmo que jamais trabalharia por dinheiro, que se alistaria nos corpos da paz, que viveria em lugares belos e inspiradores.

Mas os anos passaram e ele acabou trocando montes de sonhos por cheques cada vez mais gordos.

Então, um dia, dezesseis depois, ele tornou a encontrar o seu professor. Bem mais velho e doente.

Eram os seus últimos meses de vida. Durante 14 semanas, até a sua morte, trataram de temas fundamentais para a felicidade e a realização humana.

Era a última grande lição: um ensinamento sobre o sentido da vida.

E o jornalista reavaliou sua vida. Refletiu sobre as verdades ensinadas pelo professor, como a da necessidade de buscar também o crescimento espiritual.

De deixar de se preocupar tanto com coisas materiais e observar o universo ao seu redor. O universo das afeições. A natureza que nos cerca.

A mudança que se opera nas árvores, a força do vento, as estações do ano.

E o velho mestre, caminhando para o túmulo arrastado por enfermidade incurável, finalizou a última grande lição ao seu antigo aluno com a frase:

“Meu filho, quando se aprende a morrer, se aprende a viver.”

* * *

A vida física é uma breve etapa. Sabedoria é ser aberto para as coisas belas que ela nos oferece. Para isso é preciso ignorar o brilho dos valores que a propaganda nos passa.

É preciso prestar atenção quando os entes queridos falam, como se fosse a última vez que os ouvisse.

É preciso andar com alegria como se fosse a última vez que pudéssemos estar de pé e nos servir das nossas pernas.

E, acima de tudo, lembrar que

sempre é tempo de mudar.

(A última grande lição (Mitch Albom) orelhas do livro e conclusão)

www.momento.com.br

* * *
A Última Grande Lição
http://www.planetaeducacao.com.br/new/colunas2.asp?id=193

… um avô, talvez um professor ou um amigo de família. Uma pessoa mais velha, paciente e sábia, que se interessou por nós e nos compreendeu, quando éramos jovens, inquietos e inseguros. Uma pessoa que nos fez olhar o mundo de uma perspectiva diferente e nos ajudou com seus conselhos e seu afeto a encontrar nossos caminhos.

Todos nós temos um professor preferido. Pode ser aquele que é mais engraçado e que transmite toda a felicidade do mundo em suas aulas. Em alguns casos é aquele que se comporta de uma forma mais séria e que consegue nos passar mensagens que nos orientam por toda vida. Também acontece de ser o mestre que transforma uma determinada matéria numa viagem tão gostosa que nos transforma em marinheiros dessa jornada. O certo é que determinados professores nos cativam para além dos limites estreitos da sala de aula e nos acompanham por toda a vida com suas lições.

Mitch Albom, jornalista norte-americano, considerado como um dos melhores dentre aqueles que trabalham na área esportiva, teve um professor assim, tão especial. Seu nome era Morrie Schwartz.

Morrie adorava dançar, tinha verdadeira paixão pelo que fazia profissionalmente, irradiava amor pela vida em suas aulas, gostava genuinamente de seus alunos e demonstrava isso sem qualquer receio. Conheço muitos professores que vivem uma relação tão intensa com a vida e com suas profissões que conseguem, do mesmo modo, cativar as pessoas com as quais convivem, fazendo com que elas também percebam toda a riqueza que há em viver, amar, estudar, conhecer, escrever, viajar, dançar…

Morrie Schwartz em um de seus encontros com Mitch Albom

… há algumas normas aplicáveis a amor e casamento: se não respeitarmos a outra pessoa, vamos ter muitos problemas. Se não soubermos ceder aqui e ali, vamos ter muitos problemas. Se não conseguirmos falar abertamente sobre o que está acontecendo entre os dois, vamos ter muitos problemas. E se não tivermos um conjunto de valores em comum com a outra pessoa, vamos ter muitos problemas. Os valores devem ser semelhantes.

São pessoas que não desanimam nem mesmo diante das maiores dificuldades e que, além disso, conseguem sorrir até quando, pelas tantas surpresas da vida, não puderam atingir os objetivos que pretendiam. A maturidade, a experiência de vida, as conquistas e as derrotas, os relacionamentos, as amizades e os amores, tudo o que permeia a vida humana vira lição, se transforma em novas aulas.

Essa matéria-prima tão especial legada a todos nós pela vida é devidamente aproveitada por esses mestres. Eles se apropriam delas e as transformam em sábias palavras. Dividem tudo o que conseguem adquirir ao longo de seus encontros com seus alunos, amigos e familiares. Carregam consigo essa característica humana tão essencial que é a benevolência, a qual adicionam a solidariedade e o altruísmo.

Apesar de tantas qualidades, não se enxergam como melhores em relação aos demais. Sabem de suas limitações e conseguem manter a humildade.

Mitch Albom já havia percebido em Morrie Schwartz todas essas qualidades quando fora seu aluno, na universidade. Lembrava-se, apesar de passados muitos anos, de alguns importantes ensinamentos de seu velho mestre. Consumido pelo cotidiano e pelos inúmeros compromissos de sua agenda de jornalista esportivo conceituado não tinha, porém, tempo suficiente para cumprir a promessa de visitar seu professor preferido.

Por um desses acasos celestiais que tantas vezes redirecionam nossas vidas, viu na televisão uma reportagem que mostrava o sempre disposto e animado Morrie deitado numa cama, adoecido, as portas da morte. Apesar das dores e limitações as quais estava submetido, Morrie guardava toda a sua lucidez e continuava a sorrir. Seu sorriso foi como uma verdadeira luz para que Mitch conseguisse criar forças e ir visitá-lo. A proximidade da morte também convenceu o jornalista da necessidade desse reencontro…

Cartaz do filme A Última Grande Lição

Tome qualquer emoção: amor por uma mulher, sofrimento por um ente querido, ou isso por que estou passando, medo e dor causados por uma doença mortal. Se você bloquear suas emoções, se não se permitir ir a fundo nelas, nunca conseguirá se desapegar, estará muito ocupado em ter medo. Terá medo da dor, medo do sofrimento. Terá medo da vulnerabilidade que o amor traz com ele.

O retorno à casa do velho professor propiciou a Mitch a oportunidade de novas lições. Não se tratava mais de um curso, nos tradicionais padrões universitários, o que Morrie havia guardado para suas novas aulas ultrapassava os limites dos livros e enveredava por campos muito mais amplos em que a vida era o maior de todos os temas.

Durante seguidas semanas, sempre as terças-feiras (dia em que, no tempo de universidade, Mitch tinha aulas com Morrie; o que também explica o título do livro em inglês Tuesdays with Morrie), reuniram-se pupilo e mestre para novas aulas. Nessas novas aulas, toda a profundidade para tratar temas como emoções, envelhecimento, remorsos, família, amor ou perdão (entre outros).

Desse notável reencontro, surgiu a idéia de transformar os diálogos em um relato que pudesse atingir outras pessoas, novos alunos. A dimensão da obra e o impacto das palavras de Morrie, transformadas no livro A Última Grande Lição tiveram enorme repercussão, ultrapassaram as fronteiras norte-americanas, chegaram além-mar, foram traduzidas para várias línguas, fizeram surgir peças teatrais baseadas no diálogo entre mestre e aluno e se tornaram um filme dos mais emocionantes (protagonizado pelo grande ator Jack Lemmon, que acabou sendo premiado com o Oscar da televisão norte-americana por sua interpretação como Morrie Schwartz; o filme ainda não está disponível em vídeo e DVD no Brasil).

Montagem de peça teatral baseada no livro de Mitch Albom

Deixe o amor vir. Pensamos que não merecemos amor; pensamos que, se nos abrirmos a ele, nos enfraquecemos.
Mas um sábio chamado Levine disse a palavra certa:

O amor é o único ato racional.

Para todos que lidamos com educação é livro de cabeceira. Fundamental pelas mensagens e reflexões, especialmente pelo grande amor a vida demonstrado por Morrie em sua Última Grande Lição.

Obs. Não se esqueçam de agradecer a essas pessoas tão especiais quando tiverem oportunidade. Procurem visitá-los, busquem novos contatos, tenham novas conversas. Seus grandes mestres agradecerão a consideração e o reconhecimento.

João Luís Almeida Machado
Mestre em Educação, Arte e História da Cultura (Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo); Professor universitário atuando na Faculdade Senac em Campos do Jordão; Professor de Ensino Médio e Fundamental em Caçapava, SP; Editor do Portal Planeta Educação

Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações de paz e amor
para você

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