RAPUNZEL SOLIDÁRIA – CONHEÇA UM PROJETO CATIVANTE QUE ARRECADA DOAÇÕES DE CABELOS PARA CRIANÇAS PORTADORAS DE CÂNCER

Rapunzel Solidária 

https://www.facebook.com/rapunzelsolidaria?fref=photo 

Como Fazer para doar? para onde enviar?

 

03/10 – Reverenciando Kardec

Era o início do século XIX, dia 3 de outubro de 1804, quando na antiga cidade de Lyon – França, nascia Hippolyte Léon Denizard Rivail…

“Kardec é o hífen de luz unindo os repositórios sagrados de todas as gerações. O seu esforço ainda é o trabalho permanente da evolução de toda a cultura humana no Evangelho de Cristo”. (Chico Xavier)

 

KARDEC, OBRIGADO

Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos).

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Histórias e Anotações. Lição nº 12. Página 78.

Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em homenagem, ao aniversário de Allan Kardec.

Kardec, enquanto recebes as homenagens do mundo, pedimos vênia para associar nosso preito singelo de amor aos cânticos de reconhecimento que te exaltam a obra gigantesca nos domínios da libertação espiritual.

Não nos referimos aqui ao professor emérito que foste, mas ao discípulo de Jesus que possibilitou o levantamento das bases do Espiritismo Cristão, cuja estrutura desafia a passagem do tempo.

Falem outros dos títulos de cultura que te exornavam a personalidade, do prestígio que desfrutavas na esfera da inteligência, do brilho de tua presença nos fastos sociais, da glória que te ilustrava o nome, de vez que todas as referências à tua dignidade pessoal nunca dirão integralmente o exato valor de teus créditos humanos.

Reportar-nos-emos ao amigo fiel do Cristo e da Humanidade, em agradecimento pela coragem e abnegação com que te esqueceste para entregar ao mundo a mensagem da Espiritualidade Superior.

E, rememorando o clima de inquietações e dificuldades em que, a fim de reacender a luz do Evangelho, superaste injúria e sarcasmo, perseguição e calúnia, desejamos expressar-te o carinho e a gratidão de quantos edificaste para a fé na imortalidade e na sabedoria da vida.

O Senhor te engrandeça por todos aqueles que emancipaste das trevas e te faça bendito pelos que se renovaram perante o destino à força de teu verbo e de teu exemplo!…

Diante de ti, enfileiram-se, agradecidos e reverentes, os que arrebataste à loucura e ao suicídio com o facho da esperança; os que arrancaste ao labirinto da obsessão com o esclarecimento salvador; os pais desditosos que se viram atormentados por filhos insensíveis e delinquentes, e os filhos agoniados que se encontraram na vala da frustração e do abandono pela irresponsabilidade dos pais em desequilíbrio e que foram reajustados por teus ensinamentos, em torno da reencarnação; os que renasceram em dolorosos conflitos da alma e se reconheceram, por isso, esmagados de angústia nas brenhas da provação, e os quais livraste da demência, apontando-lhes as vidas sucessivas; os que se acharam arrasados de pranto, tateando a lousa na procura dos entes queridos que a morte lhes furtou dos braços ansiosos, e aos quais abriste os horizontes da sobrevivência, insuflando-lhes renovação e paz, na contemplação do futuro; os que soergueste do chão pantanoso do tédio e do desalento, conferindo-lhes, de novo, o anseio de trabalhar e a alegria de viver; os que aprenderam contigo o perdão das ofensas e abençoaram, em prece, aqueles mesmos companheiros da Humanidade que lhes apunhalaram o espírito, a golpes de insulto e de ingratidão; os que te ouviram a palavra fraterna e aceitaram com humildade a injúria e a dor por instrumento de redenção; e os que desencarnaram incompreendidos ou acusados sem crime, abraçando-te as páginas consoladoras que molharam com as próprias lágrimas…

Todos nós, os que levantaste do pó da inutilidade ou do fel do desencanto para as bênçãos da vida, estamos também diante de ti!…

E, identificando-nos na condição dos teus mais apagados admiradores e com os últimos dos teus mais pobres amigos, comovidamente, em tua festa, nós te rogamos permissão para dizer: “Kardec, obrigado!… Muito obrigado!”…

Prece semanal

Senhor,
    Nesse pequeno momento, que possamos deixar fluir de nós apenas os nossos melhores sentimentos, os sentimentos de amor e paz e com eles elevar nossos pensamentos a fim de agradecermos.
    Agradecermos pela vida e pelo nosso caminhar perante ela.
    Agradecermos as dificuldades e os obstáculos, pois são eles que nos auxiliam e nos ensinam o caminho do amor.
    Agradecermos as doenças e as aflições, pois são elas que nos auxiliam no processo de reconhecimento do amor.
    Agradecermos pelas dádivas da vida, pelo corpo físico, pela família, pelas amizades, pelas oportunidades que recebemos dia a dia como fonte transbordante de Amor.
    E como não conseguimos ainda deixar de pedir… Pedimos forças, amparo e luz para que possamos transformar tristezas em conquistas; derrotas em aprendizado; vitórias em Amor.
    E que possamos sempre ter conosco Jesus,  presente em nossos corações, a fim de que possamos fazer em nós e à nossa volta, uma convivência pacífica, fraterna, que forneça, sempre,  consolo, esperança e fé, não em palavras mas no exercício  prático diário para com todos aqueles com quem caminharmos: sejam próximos ou desconhecidos.
    Que passamos deixar o Amor e a Paz nos envolver e acompanhar, agora e sempre!
    Assim seja.

 

Excesso

casadefazenda

73 – EXCESSO

Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo todo e

perder a sua alma?” – JESUS (Marcos, 8:36)

Enquanto a criatura permanecer no corpo terrestre, é natural que se preocupe com o problema da própria manutenção.

Vigilância não exclui previdência.

Mas não podemos olvidar que o apego ao supérfluo será sempre introdução à loucura.

Tudo aquilo que o homem ajunta abusivamente, no campo exterior, é motivo para aflição ou inutilidade.

Patrimônios físicos sem proveito, isca de sombra atraindo inveja e discórdia.

Alimentos guardados, valores a caminho da podridão.

Roupa em desuso, asilo de traças.

Demasiados recursos amoedados, tentações para os descendentes.

Todo excesso é parede mental isolando aqueles que o criam, em cárceres de orgulho, egoísmo, vaidade e mentira.

Observa, assim, o material que amontoas.

Tudo o que está fora de ti representa caminho em que transitas.

Agarrar-se, pois, ao efêmero é prender-se à ilusão.

Mas todos os bens espirituais que ajuntares em ti mesmo, como sejam virtude e educação, constituem valores inalienáveis a brilharem contigo, aqui ou alhures, sublimação para a vida eterna.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Pal

Amor sem ilusão

AMOR SEM ILUSÃO

    Conta-se que um jovem caminhava pelas montanhas nevadas da velha Índia, absorvido em profundos questionamentos sobre o amor, sem poder solucionar suas ansiedades.

Ao longo do caminho, à sua frente, percebeu que vinha em sua direção um velho sábio.

E porque se demorasse em seus pensamentos sem encontrar uma resposta que lhe aquietasse a alma, resolveu pedir ao sábio que o ajudasse.

Aproximou-se e falou com verdadeiro interesse:

- Senhor, desejo encontrar minha amada e construir com ela uma família com bases no verdadeiro amor.

- Todavia, sempre que me vem à mente uma jovem bela e graciosa e eu a olho com atenção, em meus pensamentos ela vai se transformando rapidamente.

- Seus cabelos tornam-se alvos como a neve, sua pele rósea e firme fica pálida e se enche de profundos vincos.

- Seu olhar vivaz perde o brilho e parece perder-se no infinito. Sua forma física se modifica acentuadamente e eu me apavoro.

- Desejo saber, meu sábio, como é que o amor poderá ser eterno, como falam os poetas?

Nesse mesmo instante aproxima-se de ambos uma jovem envolta em luto, trazendo no rosto expressões de profunda dor.

Dirige-se ao sábio e lhe fala com voz embargada:

- Acabo de enterrar o corpo de meu pai que morreu antes de completar 50 anos.

- Sofro porque nunca poderei ver sua cabeça branca aureolada de conhecimentos. Seu rosto marcado pelas rugas da experiência, nem seu olhar amadurecido pelas lições da vida.

- Sofro porque não poderei mais ouvir suas histórias sábias nem contemplar seu sorriso de ternura.

- Não verei suas mãos enrrugadas tomando as minhas com profundo afeto.

Nesse momento o sábio dirigiu-se ao jovem e lhe falou com serenidade:

- Você percebe agora as nuanças do amor sem ilusões, meu jovem?

- O amor verdadeiro é eterno porque não se apega ao corpo físico, mas se afeiçoa ao ser imortal que o habita temporariamente.

- É nesses sentimentos sem ilusões nem fantasias que reside o verdadeiro e eterno amor.

A lição do velho sábio é de grande valia para todos nós que buscamos as belezas da forma física sem observar as grandezas da alma imortal.

O sentimento que valoriza somente as aparências exteriores não é amor, é paixão ilusória.

O amor verdadeiro observa, além da roupagem física que se desgasta e morre, a alma que se aperfeiçoa e a deixa quando chega a hora, para prosseguir vivendo e amando, tanto quanto o permita o seu coração imortal.

Pense nisso!

As flores, por mais belas que sejam, um dia emurchessem e morrem… Mas o seu perfume permanece no ar e no olfato daqueles que o souberam guardar em frascos adequados.

O corpo humano, por mais belo e cheio de vida que seja, um dia envelhece e morre.

Mas as virtudes do espírito que dele se liberta continuam vivas nos sentimentos daqueles que as souberam apreciar e preservar, no frasco do coração.


(Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 11, ed. Fep. -www.momento.com.br )

 

Caminho certo

mar2
Caminho certo
       Não te esqueças de que a tua vida toma a direção dos teus passos.
       O caminho que percorrer é o de teus interesses e necessidades.
       Existem caminhos para os cimos e estradas para o abismo.
       Acautela-te contra os atalhos — caminhos de aparência tranquila mas repletos de desilusões.
       É penoso recomeçar a jornada, depois de longo trecho percorrido.
       Certifica-te de que estejas no rumo certo.
       Facilidades extremas são indícios de caminhos sinuosos.
       Muitas pedras de tropeço são degraus de ascensão, escoras para os teus pés.
       Não te apresses. Passo a passo, avança sustentando a cruz.
(De “Vigiai e orai”, de Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Irmão José)

Nossa Cruz

nossacruz

74 – NOSSA CRUZ

“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo,

tome a sua cruz e siga-me” – JESUS (MARCOS, 8:34)

Ninguém se queixe inutilmente.

A dor é processo.

A perfeição é fim.

Assim sendo, caminheiros da evolução ou da redenção têm, cada qual, a sua cruz.

Esse almeja, aquele deve.

E para realizar ou ressarcir, a vida pede preço.

Ninguém conquista algo, sem esforçar-se de algum modo; e ninguém resgata esse ou aquele débito, sem sofrimento.

Enquanto a criatura não adquire consciência da própria responsabilidade, movimenta-se no mundo à feição de semi-racional, amontoando problemas sobre a própria cabeça.

Entretanto, acordando para a necessidade da paz consigo mesma, descobre de imediato a cruz que lhe cabe ao próprio burilamento.

Encarnados e desencarnados, jungidos à Terra, vinculam-se todos ao mesmo impositivo de progresso e resgate.

No círculo carnal, a cruz é a dificuldade orgânica, o degrau social,o parente infeliz…

No plano espiritual, é a vergonha do defeito íntimo não vencido, a expiação da culpa, o débito não pago…

Tenhamos, pois, a coragem precisa de seguir o Senhor em nosso anseio de ressurreição e vitória.

Para isso, porém, não nos esqueçamos de que será preciso olvidar o egoísmo enquistante e tomar a nossa cruz.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Palavras de Vida Eterna)

Auxílio Eficiente

 

AUXÍLIO EFICIENTE
“E abrindo a sua boca os ensinava.” – (MATEUS, 5:2.)
O homem que se distancia da multidão raramente assume posição digna à frente
dela.
Em geral, quem recebe autoridade cogita de encastelar-se em zona superior.
Quem alcança patrimônio financeiro elevado costuma esquecer os que lhe foram
companheiros do princípio e traça linhas divisórias humilhantes para que os necessitados
não o aborreçam.
Quem aprimora a inteligência, quase sempre abusa das paixões populares
facilmente exploráveis.
E a massa, na maioria das regiões do mundo, prossegue relegada a si própria.
A política inferior converte-a em joguete de manobra comum.
O comércio desleal nela procura o filão de lucros exorbitantes.
O intelectualismo vaidoso envolve-a nas expansões do pedantismo que lhe é
peculiar.
De época em época, a multidão é sempre objeto de escárnio ou desprezo pelas
necessidades espirituais que lhe caracterizam os movimentos e atitudes.
Raríssimos são os homens que a ajudam a escalar o monte iluminativo.
Pouquíssimos mobilizam recursos no amparo social.
Jesus, porém, traçou o programa desejável, instituindo o auxílio eficiente.
Observando que os filhos do povo se aproximavam dEle, começou a ensinar-lhes o
caminho reto, dando-nos a perceber que a obra educativa da multidão desafia os
religiosos e cientistas de todos os tempos.
Quem se honra, pois, de servir a Jesus, imite-lhe o exemplo. Ajude o irmão mais
próximo a dignificar a vida, a edificar-se pelo trabalho sadio e a sentir-se melhor.

Vinha de Luz – Emmanuel / Chico Xavier

 

 

Meu Pai

Ao meu pai

Recordo-o ainda. Ele saiu, em um dia de sol, para viajar e nunca mais retornou para nossos olhos físicos.

Quando o trouxeram, era somente um corpo dentro de um caixão. Lacrado, ao demais, tendo em vista os dias passados desde a sua morte.

Meu pai era um homem alegre. Gostava de música, de dança, de estar com amigos, conversar, contar causos.

E ele os tinha às centenas. Toda vez que retornava de viagem, os filhos, éramos três os menores, nos reuníamos em torno da mesa, na cozinha ampla, para ouvi-lo.

Ele contava causos de forma pausada. Ia descrevendo as cenas, uma a uma, reproduzia os diálogos.

Por vezes, meu irmão e eu, mais impacientes, o interrompíamos: E daí, o que aconteceu? Conta logo.

Ele sorria mostrando seus dentes curtos, bem moldados. E continuava com a mesma calma, até o desfecho da história.

Tê-lo em casa era muito bom e significava que um de nós iria dormir na cama dos pais.

Por vezes, nossa mãe nos dizia que desejava ficar a sós com ele. Mas, mal despertava a madrugada, quem primeiro acordasse, corria para o quarto e se enfiava entre os dois.

Ele acordava e brincava conosco, fazendo cócegas, jogando travesseiro. Era uma festa!

Meu pai! Quantas saudades! Ele não era letrado. Desde bem jovem conhecera o trabalho duro.

Constituíra família cedo e os cinco filhos lhe exigiam que desse o máximo de si.

Insistia que precisávamos estudar. E estudar muito. A duras penas, pagou para cada um de nós o ensino fundamental, em escola particular.

Escolheu a melhor escola da cidade. Pagou cursos de piano, acordeon, violino para minha irmã, que cedo entrou para o mundo da música.

Meu irmão e eu não chegamos a tanto, mas fomos brindados com o que ele tinha de mais precioso.

Ensinou-nos a honestidade, ensinou-nos que melhor era ser enganado do que enganar.

Viveu no tempo em que a palavra de um homem era documento mais válido do que nota promissória, duplicata ou qualquer título financeiro.

Legou-nos um nome honrado e disse-nos que o dignificássemos, ao longo de nossa vida.

Olhava para mim, com orgulho e dizia: Um dia você será uma pessoa muito importante!

Hoje, quando viajo pelas estradas, muitas delas velhas conhecidas de meu pai, eu o recordo.

Será que ele sabia que um dia eu seria alguém que viajaria, esclarecendo pessoas, ofertando cursos?

Ele não conheceu todos os netos. Partiu para a Espiritualidade, em anos jovens, deixando-nos um grande silêncio n´alma.

Em homenagem a ele, em nossos aniversários, nas festas de Natal e Ano Novo, nos encontramos.

Rimos, ouvimos música, dançamos. Porque ele nos ensinou a sermos assim.

A vida é dura, mas nós a podemos adoçar, se quisermos. – É o que dizia.

Meu pai, meu mestre, onde estejas, Deus te guarde. Especialmente nesta época em que os pais são recordados pelos filhos, que os brindam com presentes.

Meus irmãos e eu te brindamos com a prece da nossa gratidão: Obrigado por nos terdes dado a vida.

Obrigado por nos terdes ensinado a bem vivê-la.

 

Tu, porém

16
TU, PORÉM
“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” – Paulo. (TITO, 2:1.)
Desde que não permaneças em temporária inibição do verbo, serás assediado a
falar em todas as situações.
Convocar-te-ão a palavra os que desejam ser bons e os deliberadamente maus, os
cegos das estradas sombrias e os caminheiros das sendas tortuosas.
Corações perturbados pretenderão arrancar-te expressões perturbadoras.
Caluniadores induzir-te-ão a caluniar.
Mentirosos levar-te-ão a mentir.
Levianos tentarão conduzir-te à leviandade.
Ironistas buscarão localizar-te a alma no falso terreno do sarcasmo.
Compreende-se que procedam assim, porquanto são ignorantes, distraídos da
iluminação espiritual. Cegos desditosos sem o saberem, vão de queda em queda, desastre
a desastre, criando a desventura de si mesmos.
Tu, porém, que conheces o que eles desconhecem, que cultivas na mente valores
espirituais que ainda não cultivam, toma cuidado em usar o verbo, como convém ao
Espírito do Cristo que nos rege os destinos. É muito fácil falar aos que nos interpelam, de
maneira a satisfazê-los, e não é difícil replicar-lhes como convém aos nossos interesses e
conveniências particulares; todavia, dirigirmo-nos aos outros, com a prudência amorosa e
com a tolerância educativa, como convém à sã doutrina do Mestre, é tarefa complexa e
enobrecedora, que requisita a ciência do bem no coração e o entendimento evangélico
nos raciocínios.
Que os ignorantes e os cegos da alma falem desordenadamente, pois não sabem,
nem vêem… Tu, porém, acautela-te nas criações verbais, como quem não se esquece das
contas naturais a serem acertadas no dia próximo.

 

OUÇAMOS ATENTOS

18
OUÇAMOS ATENTOS
“Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça.” – Jesus. (MATEUS, 6:33.)
Apesar de todos os esclarecimentos do Evangelho, os discípulos encontram
dificuldade para equilibrarem, convenientemente, a bússola do coração.
Recorre-se à fé, na sede de paz espiritual, no anseio de luz, na pesquisa da solução
aos problemas graves do destino. Todavia, antes de tudo, o aprendiz costuma procurar a
realização dos próprios caprichos; o predomínio das opiniões que lhe são peculiares; a
subordinação de outrem aos seus pontos de vista; a submissão dos demais à força direta
ou indireta de que é portador; a consideração alheia ao seu modo de ser; a imposição de
sua autoridade personalíssima; os caminhos mais agradáveis; as comodidades fáceis do
dia que passa; as respostas favoráveis aos seus intentos e a plena satisfação própria no
imediatismo vulgar.
Raros aceitam as condições do discipulado.
Em geral, recusam o título de seguidores do Mestre.
Querem ser favoritos de Deus.
Conhecemos, no entanto, a natureza humana, da qual ainda somos participes, não
obstante a posição de espíritos desencarnados. E sabemos que a vida burilará todas as
criaturas nas águas lustrais da experiência.
Lutaremos, sofreremos e aprenderemos, nas variadas esferas de luta evolutiva e
redentora.
Considerando, porém, a extensão das bênçãos que nos felicitam a estrada,
acreditamos seria útil à nossa felicidade e equilíbrio permanentes ouvir, com atenção, as
palavras do Senhor: “Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça.”

 

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 11.713 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: